14/01/2015

Terrorismo retórico

Os termos retórica e oratória são umas vezes sinônimos e outras vezes coisas levemente diferentes. Prefiro pensar na retórico do ponto de vista da retórica eclesiástica que significa organizar uma ideia da forma mais eficaz para explicação da verdade. Prefiro esse uso da retórica, ou seja, o uso homilético reservado à homilia ou sermão.

Existe também o uso mesquinho da retórica. O filósofo Sócrates já se debateu com esse problema ao discursar com os sofistas de sua época. Não vou explicar quem são os sofistas, vamos estabelecer o conhecimento disto como ponto de partida, caso você não saiba do que se trata uma pesquisa na internet poderá ajudar. Entretanto, para não ser tão radical, posso dizer, sem ser redundante, que os sofistas eram professores de oratória na antiga Grécia que usavam enfeites fomais e emocionais em seus discursos para alcançar poder.

Observe o uso duplo da mesma técnica. A retórica serve para explicar a verdade e também para comvencer do mal. Logo, não é o profundo conhecimento da retórica que faz um bom pregador, mas sim, o conhecimento das Escrituras. O conhecimento retórico é só um facilitador e não o objetivo final em si.

Infelizmente, a retórica como objetivo final já ressuscitou nos discursos políticos e está tomando um rumo que os próprios sofistas não alcançaram. Para fins didáticos vou chamar a nova aplicação da retórica como instrumento de poder com o nome de "Terrorismo Retórico". Terrorismo, pois está ligada às ideias revolucionárias de esquerda que historicamente fizeram uso do terrorismo, e é terrorismo também pois visa imobilizar pelo medo da exposição pública ao interlocutor, especialmente o cristão conservador.

Após ver algums absurdos em postagens de esquerdistas Google+ fiz algumas considerações mais à direita que foram rechaçadas ferozmente a principio. Claro que existe uma advertência clara do filósofo Olavo de Carvalho para "não discutir com esquerdista", mas a experiência é um dos caminhos da aprendizagem. Daí fui discutir com esquerdistas mesmo contrariando o aviso filosófico.

Observei um padrão no discurso da esquerda. Usam muito a linguagem passiva para fazer afirmações ativas, geralmente usam um gerundismo, também são afeitos a substantivar adjetivos e inventar neologismos que poluem seus discursos de um raciocínio fraco que s baseia na pura verborragia.

Enfim, observei que tal formato retórico é precioso para a esquerda anticristã. Observei também que ao repetir a forma do discurso deles, inicialmente por ironia, eles se calavam. Parecia que sua retórica pode ser usada contra eles e que ao usar contra eles ocorre um desarmamento retórico da esquerda.

Isso ficou um tanto patente para mim, mas não acreditei que ficariam quietos caso isso fosse "revelado" embora não seja nenhuma novidade. Como teste publiquei um comentário sobre isso em redes sociais conservadoras. É óbvio que esquerdistas lêm muito os canais conservadores, portanto, esperei para ver no que daria. Não demorou muito para acontecer a reação esquerdista anticristã.

Publiuei um video sobre os conceitos de fanatismo, fundamentalismo e discurso de ódio no meu canal do youtube. Um esquerdista fez uma publicação depreciativa dizendo que cometi erros de deturpação dos termos. Pelo jeito ele queria provocar, então aceitei. Pedi que provasse que os termos estavam errados. Ele não provou. Usou várias falácias, embutiu discussões polêmicas periféricas, e ficou insistindo em não discutir os termos impomdo outro caminho para a discussão.

Me mantive firme ao assunto inicial o que irou o sujeito. Fez exposições longas, puramente retóricas, para evitar o assunto específico. Uma das formas usadas para esconder o uso puramente retórico foi poluir a fala com referências puramente hipertextuais que não cruzavam com o assunto. Continuei firme no assunto. Finalmente o cara respondeu, escondido no meio de um horroroso palavrório que os termos que usei estavam certos. Pronto, meu problema era só aquele, o resto era acessório polêmico usado pelo esquerdista.

Mostrei minha razão nas palavras dele, mas é claro, salvei adequadamente o histórico da discussão. Ele continuou insistindo na polêmica que ignorei solenemente, até porque o assunto já estava resolvido. Quando o esquerdista percebeu que confirmou meus termos do video citado, editou seu comentário eliminando qualquer referência ao assunto.

Bom, eu parei de discutir mas daí o cara passou para outras estratégias da esquerda. Quando a retórica fracassa eles passam para o assédio. Começam a te assediar para que você diga o que eles querem chegando ao ponto da histeria. Lembra muito alguns profissionais de mídia que instigam parlamentares de direita para colocar palavras não ditas à crédito indevido. O brilhante parlamentar Jair Bolsonaro foi vítima disso com programecos satírico-jornalisticos. Não é novidade portanto tal estratégia. Mas as semelhanças estratégicas não param aí.

Quando o sujeito não conseguiu seu objetivo de deturpar a verdade, nem pela retórica, nem pelo assédio, partiu para a ofensa disfarçada de politicamente correto. É curioso como o politicamente correto que visa não ofender é exatamente a arma de ofensa e difamação da esquerda. O cara me chamou de várias coisas tentando me irritar. Quando chegou na difamação percebi que o próximo passo só poderia ser o ataque a minha integridade física. Mais uma vez exatamente o mesmo sistema usado com o nobre deputado Jair Bolsonaro. Difamaram e caluniaram o deputado além de promover um sentimento de violência contra o mesmo. Obviamente não sou deputado, portanto, foi mais prudente bloquear o sujeito.

Mas o que essa experiência ensinou? Foi uma demonstração passo a passo do "terrorismo retórico" da esquerda. Primeiro eles te intimidam com palavrório e com provocações para discussões fora do escopo inicial do assunto, depois sem reconhecer a própria falha, alteram as provas para que nada tenha sentido. Se isso não afeta ainda o interlocutor passam para o assédio moral para que você se sinta compelido a entrar no jogo deles, ou seja, terrorismo psicológico puro. Enfim, se nada disso dá certo eles partem para a difamação e para a pregação de ódio contra você. O resultado final pode ser mortal.

Bom, se a experiência ensinou a dinâmica do terrorismo retórico como evitar isso? Se for possível, siga o conselho do filósofo "não discuta com esquerdista" pois mesmo os sofistas reconheceram argumentos de Sócrates, mas os terroristas retóricos são incapazes de reconhecer qualquer verdade em seu fanatismo.

E se não for possível? Recorra as regras parlamentares. Isso é uma coisa que a maioria das pessoas diz que não existe simplesmente porque ninguém usa ou a inserem como regras de regiementos internos. O regimento do Congresso Nacional expõe as regras parlamentares daquela casa. Isso só para mostrar que não é invenção de batista.

As regras parlamentares foram feitas para normatizar a discussão democrática. Sem regras não existe democracia, quanto mais democrático um grupo é, mais respeitador das normas de discussão democrática será. O que fiz na discussão com o esquerdista foi usar principios de regras parlamentares, além é claro, de documentar cada movimento.

Foi possível observar que as regras parlamentares são fatais para o discurso esquerdista. Pena que seja um conheciemnto tão pouco difundido. Se as regras parlamentares fossem mais usadas o discurso esquerdista mostraria exatamente sua aparência de histerismo contra a verdade, a moral cristã e tudo que representa Deus em nossa cultura. Pensemos nessa possibilidade.