14/01/2015

"Não se pode generalizar"

Outro dia li um livro sobre investigações. No livro ficava claro que qualquer investigação passa pela generalização. É necessário generalizar para iniciar o conhecimento, depois sim, podemos particularizar a coisa em questão. A generalização é o princípio da indução e a particularização é o princípio da dedução. Se eu não generalizar as coisas, ou seja, estabelecer um sistema para elas, não serei capaz de deduzir pois um elemento necessário ao conhecimento foi depreciado.

É muito comum ao iniciar uma conversa sobre aspecto polêmico alguém repetir papagaiadamente "não se pode generalizar". Ao fazer isso o sujeito, impede, qualquer possibilidade de reflexão sobre o problema em questão. Isso geralmente acontece para inserir novas generalizações na sociedade. Essas generalizações sim, são artificiais e fabricadas pelo politicamente correto. Tais generalizações politicamente corretas, via de regra, são ideias pecaminosas ou defensoras da prática de pecados. Ninguém pode generalizar mais a prostituição e já querem inserir como profissão, daí para outras generalizações politicamente corretas, como o fim da família nuclear judei cristã, por exemplo, é um pulo.

Já fazem isso até na igreja. Quantos modismos entraram na igreja porque "não se pode generalizar"? Muitos com certeza. Um exemplo disso é a tatuagem. Ninguém queria "generalizar" um tatuado bomzinho, daí surgiu uma onda de tatuados na igreja. Tudo isso porque pessoalizaram um comportamento. Daqui a pouco os mesmos que apoiam a tatuagem no templo do Espírito Santo, vão querer dizer que não podemos generalizar pecados que a própria Bíblia generaliza como homossexualismo, por exemplo. Pior ainda quando não pudermos mais generalizar que só quem crê em Jesus será salvo. Já estamos caminhando para isso.

Se a generalização é o inicio do conhecimento das coisas ela não pode ser substituida por uma relativização. Substituir a generalização por relativização é absurdo, pois a relativização refere-se a relações particulares e não gerais. Se for imperativo classificar cada relação particular para conhecer as coisas inviabiliza-se qualquer conhecimento. Se o conhecimento é inviável, não agimos como juízes de nós mesmos e tal poder será assumido por alguém, seja a mídia ou seja o governo do anticristo.

Na igreja surgem cada vez mais os sujeitos contrários à doutrina. Exatamente a turma anti-generalização. O que eles deseja? Acabar com a capacidade de reconhecimento da verdade dos membros da igreja para tornarem-se ditadores do que é correto e moral conforme seus interesses. Como nos diz a Escritura nos últimos tempos muitos apostatarão da fé para seguirem o que bem entendem e isso é obra do Diabo.

Devemos ser fiéis à doutrina bíblica. Sem fidelidade às doutrinas bíblicas seremos crentes deformados. Aliás, a forma é um tipo de generalização natural. Um cachorro tem forma diferente de um coelho, se não fosse pela generalização da forma seria impossível distingui-los imediatamente.

Vivemos num tempo onde cristãos assumem a forma do mundo. Generalizam seu pensamento conforme o padrão do mundo e não comforme o padrão de Deus. Num momento assim é necessário ser um pregador, mas parece que cada vez mais um pregador idoneo não pode estar aos pés de instituições onde seus membros, cada vez mais, se conformam ao presente século e se ofendem com o verdadeiro sentido da Palavra de Deus. O Senhor estabeleceu seu padrão para o crente e, com certeza, esse padrão não é nem um pouco politicamente correto, mas que é verdadeiro isso é.