07/10/2014

Palmada ou diálogo? O que a Bíblia diz?

Existe uma política de estatização da educação familiar. Querem nos fazer acreditar que o Estado e seus profissionais, que não conseguem administrar, conseguiriam educar nossos filhos. Com isso partem para uma lei anti palmada como se tal prática fosse uma violência, um espancamento. Palmada não é espancamento. Os defensores da educação dialogada pensam que a palmada deve ser banida pelo diálogo. Vamos analisar essa questão a luz das Escrituras.
Primeiro vamos analisar a viabilidade do diálogo com uma criança pequena. Uma criança pequena é emocional, não tem seu cérebro desenvolvido o suficiente para dialogar. Ora, dialogar significa mais do que uma conversa. Dialogar é buscar solução e para tal é necessário ter repertório e maturidade intelectual. Uma criança pequena não tem nenhuma das duas coisas. Elas são incapazes de dialogar com adultos, pois não possuem a abstração necessária para o diálogo. No máximo crianças conversam com adultos.
Se o diálogo não é possível porque insistem em focar no diálogo? Por questões ideológicas e anticristãs, somente. Nada mais que isso. Quanto a conversa, quem educa com a palmada também conversa. A palmada não exclui a conversa como os maniqueistas ideológicos querem fazer parecer. Então se ambos os modos de educar indicam a conversa, qual a maior diferença? A diferença está na preocupação e implicação no destino da criança quando adulta.
Quem somente conversa entende que a criança é livre para escolher seu caminho, até o caminho mau. Este poderá dizer “eu conversei ensinando o que é certo, se escolheu errado é a vontade do meu filho”. É uma forma de se desimcompatibilizar da responsabilidade no fim das contas. Se der certo ou der errado é responsabilidade do filho. Depende da sorte.
Quem dá palmada tem outra motivação. Evitar que seu filho se oriente para as escolhas erradas. Provérbios nos diz que “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela” (Provérbios 22:15). Observe que a vara da correção é usada para afugentar do mal. É como um pastor de ovelhas que vendo sua ovelha seguir por um caminho sacode um galho na sua frente para que a ovelha desvie do mau caminho. Essa ação indica um toque físico, mas sem espancamento, isto deve ser a palmada. A palmada mostra reprovação pela via fisica, mas não ódio paterno ou materno. Manfestação de ódio é espancamento e não deve ser confundida com palmada do ponto de vista bíblico.
Quem está preocupado em evitar que seu filho escolha o mau caminho também sabe que crianças são desafiadoras. O pensamento da criança é inicialmente muito emocional. Com o desenvolvimento a criança se afasta cada vez mais do comportamento emocional, mas leva algum tempo. Uma das coisas que o comportamento emocional faz é desafiar autoridade. Salomão sabia disso e escreveu “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta” (Provérbios 20:11) É necessário que os pais tenham autoridade sobre a criança para educar um verdadeiro cidadão.
Educar pela palmada também segue outro provérbio bíblico. “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6). Se estamos preocupados com um bom futuro para nossos filhos aliaremos a conversa, o exemplo, a confiança, o “castigo”, à palmada. O bom futuro de nossos filhos depende de nossa educação. Só é verdadeiramente livre o homem que sabe se controlar através de valores. Se o homem se controla por mera conveniência social seu caráter é duvidoso. Devemos criar filhos de valor, com caráter, conforme a vontade de Deus e não entregues às próprias concupiscências. “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Romanos 8:5).
Enfim, retirar a autoridade paterna sobre a criança é um golpe contra a espiritualidade e contra a família. A grande incentivadora e propagadora desse tipo de POLÍTICA PÚBLICA É A ONU. Não vote em políticos que se comprometam com POLÍTICAS PÚBLICAS pois a ONU parece promover o controle mundial.
Se a criança é incentivada a denunciar os pais recorremos aos mesmos expedientes de governos totalitários. Lembremos que governos totalitários são relativistas. O relativo é vinculado ao interesse de partidos. Na China, por exemplo, os pais não tem autoridade nem para escolher o número de filhos. Se tiverem mais filhos do que sua cota esta criança não recebe nenhuma atenção do Estado chinês. Os filhos oficiais, por outro lado, podem denunciar os pais aos representantes do partido.
Isso não é incoerente para o Estado chinês, pois quem tem todo o poder sobre as pessoas é o Estado. Não queremos isso. Quem deve ter todo poder sobre nós é a Palavra de Deus. Portanto, fica o aviso: “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe”(Provérbios 29:15)
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