07/10/2014

Ideologia no conflito Israel Palestina

Um dia, há muito tempo, dei o braço a torcer. Ouvi o testemunho de um missionário evangélico palestino, que ama tanto Israel quanto a Palestina, sofre pelos ataques de uns e pela tortura e perseguição de outros mas é firme na pregação do evangelho. Durante o testemunho ficou claro para mim que a culpa do que ocorre na Palestina é ideológia vinculada a uma religião de ódio. Ficou mais claro ainda que só Cristo pode transformar aqueles povos. O instrumento de transformação é única e exclusivamente a fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Não posso dar detalhes do testemunho, pois é perigoso para o missionário, mas com certeza não vejo tanta fé pelo amor ao evangelho em nosso Brasil. É fantástico o poder de Deus que transforma alguém que poderia ser um terrorista cheio de ódio em alguém tão cheio de amor que é capaz de passar por privações, torturas, perseguições e ameaça de morte por amor ao Evangelho de Cristo. Existem vários palestinos assim na igreja perseguida, infelizmente eles são a minoria calada. Imagine se pudessem pregar o evangelho livremente? Seria uma glória maravilhosa para o reino de Deus na terra!
Por isso, minha postagem de hoje tem alguns motivos:
  • Primeiro, precisamos ter em mente que não podemos condenar Israel tanto porque adoramos a um judeu, Jesus Cristo, quanto porque este povo foi instrumento de Deus para que a Palavra chegasse a todo o mundo.
  • Segundo, porque estamos longe demais do contexto para sermos precisos em nossas afirmações sobre os dois povos.
  • Terceiro, porque o povo palestino não se resume aos fanáticos islâmicos entre eles também está a Santa Igreja de Cristo. E, apesar de qualquer coisa, é essa igreja que merece nosso apoio. A igreja perseguida que transforma vidas pela pregação do Evangelho mesmo em meio a uma ideologia de ódio muçulmana.
Às vezes ouço missionários que são tão vazios que sobra apenas pedir misericórdia pelo sujeito. Outras vezes vemos verdadeiros servos de Deus que merecem nossa admiração, orações e ofertas de amor. Um dos missionários que mais admiro é um palestino e sempre me emociono ao ouvi-lo. Ele não pertence à ideologia muçulmana, ele pertence a Cristo e por isso prega a quem pode torturá-lo, matá-lo, persegui-lo.
Quero deixar um apelo para os cristãos hoje. Especialmente nós brasileiros que temos liberdade de consciência e de crença e não valorizamos. Se desejamos fazer alguma coisa pelo conflito na Palestina essa coisa não é valorizar a ideologia muçulmana que tem um vínculo com a esquerda marxista. Ninguém acha uma guerra algo bonito, mas a esquerda marxista, por ser anticristã, aproveita-se do ódio muçulmano como bandeira de luta contra os judeus e contra os valores decorrentes de sua cultura e do cristianismo.
Quando analisamos a história, é notável que mesmo os árabes muçulmanos que dominaram o comercio em meados do segundo milênio deram contribuições valiosas para o ocidente em termos de conhecimento, convivendo inclusive, bem ou mau, com a igreja católica. Entretanto, o terrorismo islâmico aparece exatamente com o regrudescimento das ideologias marxistas e intolerantes de esquerda. A questão de Israel foi a desculpa que a esquerda precisava para uma ideologia nacionalista. Alguém pode discordar, mas que é uma conexão, isto é.  Então, o que devemos fazer?
O que devemos fazer é ofertar com amor e de todo coração para a igreja perseguida na Palestina e orar pela paz em Jerusalém. Só a fé em Jesus Cristo pode mudar o destino de muitos naquele povo. Fazer missões na Palestina é algo crucial para todo cristão, se não podemos ir como missionários, que financiemos os missionários dedicados e, especialmente, autoctones. E oremos muito por eles. Oremos também por Israel. Ambos os povos são descendência de Abraão e o Diabo os odeia, por isso impõe o ódio em seu meio. Só o amor de Deus destroi todas as cadeias.
Para ter certeza da idoneidade do missionário que receberá sua oferta, informe-se com o departamento de missões de sua denominação. As ideologias matam, mas Jesus Cristo dá vida com abundância tanto a nós, quanto a judeus e palestinos. Oremos para que a Palavra de Deus alcance muitas vidas e que o islamismo seja suplantado não por uma gerra santa, mas pela palavra de amor que só Nosso Senhor Jesus Cristo é capaz de trazer ao coração do homem.