16/04/2013

Evangelização e Missões

+Marco Teles

Antigamente as igrejas sempre faziam suas atividades visando evangelização e missões. As duas coisas não se separavam, mas tinham nomes diferentes, até porque são a mesma coisa em formas diferentes. Atualmente, vejo um interesse cada vez crescente por missões devido às campanhas massivas, mas um interesse decrescente por evangelização.


Parece que nos focamos tanto em uma face da tarefa evangelizadora que quase esquecemos da outra. Contribuir para missões sem fazer evangelização é mera auto justificação. Parece que nosso objetivo é apenas missionário, até mudaram o nome da evangelização para "missões locais" coisa que não ajudou em nada o evangelismo, pois o descaracterizou na identidade. O nome dá identidade a uma atividade.

É uma coisa que acontece consciente ou inconscientemente: destruir a identidade de uma instituição confundindo-a com outra. Quando as instituições se confundem logo perguntarão: para que temos as duas? E todo o histórico dos projetos de evangelização é diluído numa visão de que tudo é missão. Com isso esfria-se o apelo pela evangelização.

Como consequência futura poderemos ver um esfriamento da missiologia, afinal, muitos líderes evangélicos já seguem ideias revolucionárias. Inclusive, algumas convenções seguem os temas da ONU que é um órgão infestado de marxismo.

Coincidência ou não, são concomitantes o esvaziamento da ideia de evangelismo e o crescimento das ideias anti familia nas grandes metrópoles. Além, é claro, das práticas nepotistas entre pastores.

Precisamos repensar essa indefinição do evangelismo que se confunde com missões. Pois se não repensarmos, podemos estar investindo muito mas com pouco resultado.