04/01/2013

O Deus de Israel e os deuses dos gregos

Os gregos inauguraram o humanismo. Seus deuses eram apaixonadamente humanos e, tal paixão, nem sempre era positiva. Franz Cumnot sugere que os gregos preferiram adorar à humanidade. No oriente, os Babilônios eram famosos astrólogos com uma religião que é a raiz da astronomia. Os babilônios podiam ver bem as estrelas, os gregos nem tanto. Possivelmente os gregos teriam origem nos povos bárbaros do norte onde a névoa era constante e o céu não mostrava algo além de nuvens. A melhor coisa que os povos que originaram os gregos podiam ver entre a neblina era outro ser humano. Não espanta o antropomorfismo de sua religião. Não espanta também que seus deuses morassem numa montanha e não no céu. Os cumes de montanhas eram misteriosos e perigosos em épocas antigas.

Os babilônios que podiam ver o céu limpo a sua frente adoravam os astros, os helênicos viam apenas neblina e adoravam o outro que viam e se identificavam no meio do nada. Mas e o povo de Deus? Como o verdadeiro Deus se revelou a seu povo?

Poderíamos pensar que o povo de Israel deveria ser adorador dos astros pois tinham o mesmo céu que os babilônios. Os israelitas também poderiam adorar animais como os egípcios de quem foram escravos. Porém, os israelitas encontraram Deus da forma que só Ele pode se manifestar: como Libertador.

Deus se manifestou a Abraão pela fé, e prometeu-lhe ser pai de uma nação. E isto aconteceu. Os descendentes de Abraão foram escravos por 400 anos no Egito e já estavam meio acomodados a essa situação. No meio do comodismo, Deus envia Moisés para tirar o povo do Egito pelo poder da Palavra de Deus. E assim foi.

Mesmo com várias incursões do povo de Deus pela apostasia, Deus manda profetas com palavra de arrependimento e libertação. Quando o povo se quebrantava, Deus o libertava, quando o povo apostatava, ficava a merce dos falsos deuses.

A grande maneira como Deus se revelou a seu povo foi pela Libertação. Os falsos deuses mantinham apenas uma ligação de identidade de grupo, mas Javé ia além disso. O Senhor libertava o seu povo e dizia que deveriam servi-lo porque Ele é o Salvador, o Libertador. Aqueles que creram nisso foram bem aventurados.

Jesus Cristo é Deus, Ele é nosso Libertador, nosso Salvador. Quando nos entregamos a Ele nos encontramos com o próprio Deus em nosso coração e não com astros ou uma finita figura humana como os gregos e assírios. Quando encontramos a Jesus experimentamos a plenitude do infinito, a Salvação perfeita, a eternidade.

Para encontrar a Deus é necessário abrir mão deste mundo, da carnalidade do pecado. Não importa sequer o conhecimento que adquirimos, pois o conhecimento nos cega a partir de certezas transitórias. Devemos olhar para o Eterno, crer nele, e viver uma vida de liberdade perfeita como corpo de Cristo.

O que você prefere? Os deuses das brumas, imorais e pecadores? A adoração dos astros que não podem dirigir a sua vida? Ou você prefere o Deus que pode libertar e salvar e que é presente em nossas vidas pela libertação, salvação, transformação e justificação?

Escolha o Deus certo. Escolha a Jesus. Quem segue a Jesus jamais será prisioneiro dos homens ou do universo, pois ambos são muito menores do que o Senhor Criador de todas as coisas. O único capaz de Salvar.

Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as, (...) Se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão; Deuteronômio 8:12-14