08/11/2012

Ester e Vasti


Lembrai-vos da mulher de Ló (Lucas 17:32)

Infelizmente, existem muitas mulheres cristãs que se dizem feministas. Algumas com liderança eclesiástica sentem-se mais ofendidas quando o assunto é oposto ao feminismo do que oposto às doutrinas bíblicas. Um exemplo desse feminismo é o caso das mulheres pastoras. Muitas têm abandonado sua função evangelizadora, em que são notáveis, e se embrenhando pela vertente executivista de certos pastores.

Embora não exista proibição para o pastorado feminino na Bíblia, fato pelo qual me posicionava de forma mais neutra na questão, também não existe nenhum tipo de confirmação para isso. Pode-se pensar legitimamente tanto que há uma possibilidade de pastorado feminino quanto que não existe tal possibilidade. Torna-se portanto, uma decisão difícil e que deve ser apreciada por cada denominação. Entretanto, existe um grande problema no pastorado feminino que tangencia as escrituras e do qual pouco tem se falado: o feminismo de certas pastoras.

Não discutirei se mulher pode ou não ser pastora, pois como disse, a bíblia não se manifesta diretamente contra ou a favor. Discutirei que as pastoras não podem ser feministas, e diria mais, se o forem não devem jamais ser consagradas.

O feminismo é uma das correntes gramscianas de revolução cultural esquerdista. Desde de seu início o feminismo opoõe-se a figura do pai de família, tachando como perversos todos os homens baseados em exemplos de exceções. Obviamente, pastoras contaminadas pelo feminismo seriam facilmente aliciadas por outros principios comunistas como defesa do aborto, dissolução do casamento, e até mesmo orientações sexuais estranhas ao evangelho.

Esse tipo de comportamento de certas pastoras lembra a história das rainhas Vasti e Ester (Ester 1 e 2). Vasti era rainha de Nabucodonozor, rei da Babilônia. Nabucodonozor com intenções políticas para seu reino, convocou os príncipes de seu vasto império e proporcionou-lhes um grandioso banquete enquanto mostrava todo o seu poderio àqueles homens. Semelhantemente, Vasti oferecia um banquete às mulheres em sua função de rainha. O rei mandou chama-la até a sua companhia no banquete dos homens e Vasti recusou. As implicações políticas e sociais de se desprezar o rei seriam de grande monta, desmoralizariam o rei e desmoronariam seu reino. Vasti deixou de ser rainha e a próxima escolhida foi a judia Ester.

Ester era obediente e submissa, não era uma feminista revoltada como Vasti. Lendo a história de Ester vemos que Vasti perdeu o seu reino pela obstinação e que Ester salvou todo o povo judeu de aniquilação a partir de sua submissão a Deus Pai e ao seu marido, o rei. Leia o livro de Ester para conhecer os detalhes.

A conexão que encontramos é que muitas pastoras feministas agem como Vasti, em obstinação, pois servem ao feminismo e não a Deus. Obviamente também temos pastoras que agem como Ester e levam a Salvação de Cristo aos homens. Salvação e feminismo esquerdista são coisas incompatíveis. Devemos observar e cuidar para que essa combinação não contaminem nossas igrejas introduzindo heresias assim como as mulheres de Corinto que falavam coisas do mundo e não coisas de Deus (1 Coríntios 14).

Em algumas denominações o feminismo já corrompeu tanto certas igrejas que já admitem chamar Deus de ele ou ela, obviamente isso só pode descambar em uma teologia gay como consequência da opção feminista de alguns.

É necessário que repensemos o pastorado feminino a partir dessa realidade. O feminismo é um componente cultural do qual muitas mulheres cristãs se gabam e isso não pode levar a um bom termo. Se para impedir essa distorção da Palavra for necessário ser contrários à ordenação de mulheres que sejamos. Mais importante é a fidelidade à Palavra do que a realização de um mero consenso social.

Se você é pastora, seja uma mulher bíblica e não uma feminista. Se você é pastor também, pare de temer a perda de membros feministas em sua igreja e pregue a Palavra de Deus.

Jesus amou a todos, inclusive as mulheres, e as tratou e dignificou muito mais do que qualquer outra pessoa na história inteira, mas Jesus nunca apoiou a obstinação, a rebelião e a desobediência que pertence a Satanás e não ao Reino de Deus.