16/10/2012

Epístola de Judas - Parte 3

"Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram" Judas 1:4-5

Como temos visto acerca da epístola de Judas, o irmão de nosso Senhor falaria acerca da Salvação mas era necessário alertar a igreja acerca dos homens maus que prevaricavam distorções da Palavra de Deus.

Primeiro, observaremos nesse texto que Judas nos diz que os falsos profetas já estavam escritos para esse juízo.  Alguns argumentam que isso indicaria uma predestinação individual para a perdição, mas os batistas não creem dessa maneira. Nos versículos seguintes Judas esclarece isso pois diz que Deus elegeu um povo, Israel, mas destruiu os que não creram, isto significa que a oferta de Salvação é abrangente mas crer é a parte humana no Plano de Salvação divino.

Quanto a estar escrito o juízo dos falsos profetas, não se refere a indivíduos, mas às pessoas que escolhem servir a essa finalidade. O Antigo Testamento é repleto de citações acerca do destino dos ímpios veja, por exemplo, o que nos diz o Salmo 125.3 "Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade".

É importante entendermos que quando Judas fala da Salvação ele é estendida a todos e não somente a alguns previamente selecionados, pois Deus ama a todos. O fato de Judas fazer distinção entre o próprio povo de Israel já demonstra isso.

Devemos saber que não basta  estar entre o povo de Deus, não basta pensar que somos especiais, é necessário reconhecermos a graça de Deus que não deixa de ser soberana ao ser rejeitada, pois sua Soberania se manifesta no fato de não haver outra possibilidade de gozar a vida eterna.

Não há um terceiro caminho. Judas sabia disso, ou iremos para o céu ou para o inferno, conforme nossa própria escolha em servir ou não servir a Deus. Você só pode entrar no Reino de Deus se desejar servir ao Rei dos Reis, do contrário, só resta a falta total de potência ou de governo seja de sua própria vida ou de outros. O inferno não é outra possibilidade, ao contrário, é a total negação da potência, pois o homem só pode realizar-se plenamente através da onipotência de Deus.

Continuaremos estudando em outros momentos essa epístola. Como reflexão para este estudo fica a pergunta: Desejamos a plenitude de Deus ou a nulidade no mundo?


Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar