16/08/2012

O homem que se considerava superior

Nietzsche - sofreu e morreu sem Deus. | Wikipedia
Um certo filósofo, festejado pela modernidade, defendia a ideia de que "Deus está morto" e de que o homem deve buscar ir além de sua própria humanidade tornando-se "autosuficiente de Deus" ou mesmo tornando-se o "seu próprio Deus". É uma blasfêmia infame, obviamente. Tal sujeito, festejado pelos ateus tinha um nome esquisito, Nietzsche, que pronuncia-se Nitchi.

No ápice de sua filosofia, após se considerar um ser superior, após viver dissolutamente em alguns aspectos, o tal além-humano, ou meta-humano como nas HQs, admitiu que não havia sentido na vida sem Deus e foi procurar um substituto para o Senhor. Obviamente não achou.

Este homem, que negava a compaixão, que se dizia o próprio anticristo, não aguentou o próprio sistema que criara para fugir de Deus e enlouqueceu. Aquele que não tinha compaixão, de repente, ao ver um cavalo sendo espancado, defendeu o cavalo e reivindicou compaixão para o cavalo. Todos conheciam a dureza do coração daquele homem e o mandaram para o hospício. Ele terminou os últimos 11 anos de sua vida como um vegetal. Um fim nada digno para quem se julgava o mais digno dos homens, um elemento superior aos outros até.

Outro detalhe: ele odiava teólogos. É claro que teólogos podem sofrer a mesma doença que ele, mas existe um particular, o pai de Nietzsche foi um fiel e dedicado pastor luterano que lutou contra as dores do câncer até a morte sem blasfemar contra Deus. Que diferença de mortes! Ambas com dor, mas uma em derrota a outra em vitória.

Nietzche, mesmo enfrentando sofrimentos, terminou derrotado naquilo que buscava e no que desejava ser. O seu pai, ao contrário, terminou em glorificação a Deus pois considerava que sofrer pela vontade de Deus era mais importante que um sentimento egoísta.

Este filósofo fundamenta ideias atéias e nesse mesmo dilema, ou "labirinto", caminham para uma morte sem sentido, pois Deus é insubstituivel. O sacrifício de Jesus na cruz também é insubstituivel para a Salavação eterna do homem. Porém, mesmo cientes da inutilidade da busca de um substituto, os "livre pensadores" continuam buscando até a morte sem Deus.

"Livre pensadores" é um termo impróprio, pois ninguém é livre de fato. Liberdade é poder escolher a quem servir. Entre servir a Deus e ao ego, é preferível servir a Deus.

Servir ao ego só nos leva ao desespero, pois ele é tão finito quanto nós e, é extremamente decrépito sem a ação Salvadora de Jesus Cristo. Servir a Deus, ao contrário de servir ao ego, nos leva a compaixão, ao amor, a misericórdia, que exercitamos com o próximo porque Deus nos amou primeiro. Não é fraqueza amar a quem nos ama, ao contrário, é a forma mais saudável de realizar-se humanamente e, digo até, para a eternidade.

Não siga o exemplo do filósofo sem Deus que, querendo ou não, inspirou o nazismo. Siga o exemplo do pai do filósofo que enfrentou dificuldades mas com amor e temor a Deus. Muitos tentam explicar de que doença Nietzsche sofria, mas me parece que ele sofreu mesmo foi da falta de Deus. Falta de Deus enlouquece.

"Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" Lucas 12:20

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" Gálatas 6:7

"Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam" 1 Coríntios 2:9


Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar