03/08/2012

Educação, Pais e Filhos

Minha filha: Iris Figueiredo (pode me chamar de coruja!)

Sempre desejamos que nossos filhos sejam bênção nas mãos de Deus e no mundo em que vivemos. É muito comum até, certos pais, empurrarem suas expectativas para seus filhos. Quantas pessoas devem ser isso ou aquilo por imposição da família e não por escolha própria. Isso é terrível, pois com certo talento tais crianças podem chegar a ser adultos de sucesso em sua profissão, mas apenas mecânicamente e não afetivamente.

Um exemplo exagerado seria o médico de sucesso, ímpio lógico, que podendo ajudar uma pessoa não o faz por apego ao pagamento. Como eu disse, esse é um exemplo exagerado, mas existem exemplos reais de profissionais, para ser justo, novamente os médicos, que podendo ganhar muito dinheiro atendendo um milionário preferem socorrer um pobre. A diferença entre um e outro é que um tem apenas a técnica e a tradição profissional, ao passo que aquele que se doa tem amor à profissão e ao próximo. Poderia até citar nomes de médicos amorosos, que são verdadeiros exemplos, mas penso ser melhor não nomea-los pois eles mesmos sabem quem são e que sua recompensa supera toda riqueza.

É preocupante que existam escolas preocupadas em formar candidatos às faculdades apenas com capacidade de fazer provas e não de ter compaixão. É pior ainda saber que alguns pais visam isso também.

Não foi assim com o pai de Noé.

E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho,A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou. Gênesis 5:28-29

Na época de Lameque e de Noé, Deus já havia prometido o Salvador que esmagaria a cabeça da serpente, o Diabo (Genesis 3.15). Lameque vivia em uma sociedade corrompida pelo pecado (Gen 6.1-6) mas não se conformava ao pecado. Ele até poderia se conformar e desejar que seu filho fosse um dos varões de fama da antiguidade antediluviana, mas não foi isso que ele desejou. O desejo de Lameque, pai de Noé, foi que seu filho fosse alguém que colaborasse para a Salvação dos homens. Com certeza Lameque educou Noé com essa ideia em mente, e por conhecer a vontade de Deus através de seu pai Noé andou com Deus (Gen 6.9).

O resto da história, arca, dilúvio, podemos falar em outro momento, mas nos interessa agora é meditar na disposição que temos ao educar nossos filhos. Podemos incentiva-los a ser qualquer coisa, devemos também respeitar suas escolhas, mas acima de tudo, devemos desejar que nossos filhos sejam servos do Deus altíssimo, que eles andem com Deus.

Temos educado nossos filhos para andar com Deus ou apenas para serem sujeitos de sucesso mundano? Lembremos que sucesso é ser bem sucedido. Ninguém é bem sucedido se não andar com Deus, pois as riquezas, a fama, o conhecimento, tudo passa, mas a Palavra de Deus plantada em nosso corações permanece para sempre.



Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar