15/08/2012

Aborto e Maldição


A Bíblia não possui muita especificação acerca do aborto, afinal ninguém queria abortar numa época onde filhos eram considerados bênção e não estorvo. Atualmente muitos, e muitas, consideram filhos como estorvo. Mulheres ímpias, feministas, discutem sobre aborto como direito sobre seu corpo esquecendo-se que com o direito vem a responsabilidade.

Ora, dizem subrepticiamente em seus argumentos mal enjambrados, "queremos direito, mas não responsabilidade". Todo direito enceja uma responsabilidade, portanto, a responsabilidade e o direito ao corpo de forma harmonica implica em não se arriscar, irresponsabelmente, a fazer filhos. Se existe o risco, se corre-se o risco, torna-se responsável. Querem o direito ao aborto mas não desejam viver em fidelidade conjugal?

Não estou falando aqui dos casos previstos em lei, que são excessões minoritárias e que não justificariam uma generalização abortiva. O que desejam com o pecado do aborto é continuar vivendo como se não tivessem responsabilidade para com seu potencial de gerar vida. Talvez esse seja o tema em questão: o potencial de gerar vida não é um direito individual mas de todos, afinal, ninguém gera filhos por mera clonagem, sem fecundação.

Além de, perante Deus, ser um direito de todos, poder gerar e poder ser gerado, o termo aborto é citado na Bíblia como maldição. Profetizando contra Efraim, Oséias declara: "Dá-lhes, ó SENHOR; mas que lhes darás? Dá-lhes uma madre que aborte e seios secos" Oséias 9.14. Esta era uma das piores maldições nos tempos bíblicos, mas hoje, "uma madre que aborte" é tentado considerar como "direito".

Pense bem, é mais interessante economicamente acabar com a vida do que mantê-la. É uma mera questão matemática. Somos bombardeados com estatísticas sobre quem morre de tabagismo quando busca-se uma campanha anti-tabaco, da mesma forma surgirão estatísticas acerca do aborto ou de morte de gestantes se quiserem, apenas por interesse econômico, economizar no que se deveria investir.

Seria mais fácil abortar do que cuidar da gestante com todo o cuidado que merece, ou mesmo educar de forma correta as pessoas, ensinando-as a respeitar seus corpos como templo do Espírito, ao invés de ensinar o uso de camisinha para crianças.

Será esta a "nova onda" dos sexologos? Espero que não. Desejo também que nosso povo brasileiro começe a olhar mais para o alto, onde está Deus, do que para a própria genitália.

Uma boa sugestão seria saber, nestas pesquisas, quantos abortos tem relação com o carnaval e outra festas libertinas como raves. Será que ninguém ainda fez essa pesquisa?

Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar