02/07/2012

Midia, Século XXI e Deus

Algumas pessoas costumam se enganar dizendo não ser influenciadas por ninguém.  Claro que somos influenciados. A própria cultura, característica humana, é formada por uma rede de influencias social. Não tem como fugir, queiramos ou não somos influenciados, influenciáveis e influenciadores.

Alguns pensam que certas influências são melhores do que outras, o que pode ocorrer de fato. Entretanto as boas influências são aquelas socialmente sustentáveis. Existem propostas insustentáveis em si mesmas, pois destroem as estruturas sociais, algo que só pode interessar aos revolucionários de plantão.

Hoje, em notícia sobre uma dessas propostas sociais insustentáveis, alguém defendeu tal proposta sob a argumentação de que estamos em pleno século XXI,  e que a mídia e a internet estão aí mostrando que isso é muito normal. No caso, o casamento gay.

Não vou voltar a falar sobre o pecado incluído aí, pois isso é biblicamente incontestável, vamos analisar as fontes de referência mundana: a mídia, a internet e o século XXI.

Quanto ao século XXI é atribuído um novo paradigma de pensamento, que não é mais mecânico e exato, mas complexo e incerto, pois a ciência demonstra-se inexata a partir da subjetividade do observador. Por melhor que seja o pesquisador não será inteiramente imparcial, pois é um ser humano, finito e situado espiritual e socialmente no tempo e no espaço.

Ora, se temos consciência da fragilidade da ciência mecanicista que já tem séculos de história, porque confiar tanto em um novo padrão de pensamento "complexo" que começa a se formar e que não pode ser julgado melhor que o padrão anterior enquanto não for totalmente provado como o cartesianismo o foi historicamente. Se não podemos ter uma avaliação final do paradigma do século XXI como considera-lo modelo para alguma decisão? Assumir tal modelo por estar na moda me parece historicamente irresponsável.

Quanto à mídia, não pode ser considerada isenta. O merchandising que ocorre mesmo em programas jornalísticos é uma prova disso. Por exemplo, quantas vezes vimos reportagens banais, sobre produções para mero entretenimento, sem muita qualidade, ocupando espaço midiático reservado ao jornalismo que deveria ser sério? Além disso, quanta coisa pouco séria e mais estritamente comercial a mídia produz em toda a sua programação. Esprema a maioria dos jornais de hoje em dia e sairá uma grande parte de sexo, futebol e sangue, sem contar notícias que são omitidas por intenção política. Então a mídia também não serve de parâmetro.

A internet também não foge do crivo, embora seja um espaço mais democrático. Em busca de visitas e de anúncios, muitos sites baseiam-se mais nas pesquisas mercadológicas para produzir conteúdo do que em questões que façam sentido. Existe ainda a carência de fontes fidedignas em meio digital. A internet também não serve de padrão.

Seguindo as palavras de Jesus, a Bíblia nos serve de padrão "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam". Essa foi uma constatação da ação dos fariseus de sua diligência nas Escrituras, que Jesus não criticou, mas confirmou. Segundo nosso Senhor Jesus Cristo o padrão para uma vida que busque a Salvação são as Escrituras, isto é, a Bíblia Sagrada.

Mesmo com o testemunho de Jesus acerca da Bíblia, ele diz aos fariseus, aos ímpios de hoje e também aos crentes de nossos dias: "E não quereis vir a mim para terdes vida" João 5:39-40. Não são os padrões de pensamento atuais, ou a mídia e internet, que nos orientam para a vida. A Bíblia Sagrada é que orienta para a vida tanto a ímpios como a fiéis. Negar o conselho de Jesus é postar-se como anticristo. Não é isso que desejamos.

Convido você, crente, descrente, a ouvir o ensino de Jesus e buscar referências para a vida na Bíblia Sagrada e não num oba-oba, midiático e político. Precisamos seguir as Escrituras reconhecendo como bom e útil à vida humana aquilo que ela nos orienta como agradável a Deus e também evitando aquilo que ela chama de maldição.