09/06/2012

Reforma na Igreja Evangélica

Já temos falado neste blog sobra a importância de uma nova visão quanto a forma de liderar as igrejas. O pastor Altair Germano postou em seu blog considerações sobre o que podemos chamar de institucionalismo particular na igreja definindo-o muito bem. O texto é leitura recomendada, veja em nossa webgrafia.

Precisamos de uma REFORMA quanto ao institucionalismo particular que graça nas igrejas evangélicas por ação do Diabo. Igrejas que têm dono, dinastia, corporativismo entre alguns pastores, mandância para permanecer no "poder" ou em evidência tem prejudicado muitíssimo nossas igrejas e denominações e, pior, alguns desejam incluir tais práticas como doutrina. É aí que entra a questão da REFORMA que falamos, ela não é institucional, nem doutrinária, é uma questão de retomar as escolha de Deus quanto a quem será pastor ou exercerá outa função, pois o institucionalismo particular que foi se inserindo na igreja está querendo impor que as escolhas de alguns indivíduos, pertencentes a um círculo restrito, seriam a vontade de Deus. E tem gente acreditando nisso. Alguns pela conveniência de aderir a um grupo, outros por pura ignorância de onde estão se metendo. Infelizmente, por causa destas coisas muitos acabam dirigindo a atenção para a doutrina ou a instituição igreja como se fossem culpados, quando na verdade a culpa está nos indivíduos que pretendem ser a própria instituição e também os arautos da ortodoxia particularista.

Quando digo que a instituição não é culpada é porque não pode ser. Alguns demonizam a instituição, numa ideologia marxista, anticristã e absurda. É ideologia marxista pois interessa aos revolucionários culturais acabar com todas as instituições para que a ideologia, marxista, domine uma sociedade sem Deus. Por este princípio marxista já se subentende porque é anticristã. É absurda pois socialmente a humanidade se organiza em instituições, se uma instituição acaba outra toma seu lugar da mesma forma ou de forma diferente. Preconizar uma religião individualista, abstrata, sem regras e contato compartilhados é contrário ao próprio padrão de organização institucional humano.

Para dar um exemplo citamos a família, pois é a instituição mãe. Em todo lugar do mundo, mesmo entre não cristãos, existem famílias. As famílias demonstram nossa característica humana institucional, lutar contra as instituições, contra a igreja como instituição especialmente, é o mesmo que lutar contra a família como instituição de Deus. Imagine como os Gramscianos, revolucionários culturais marxistas, ficariam felizes em destruir a igreja como instituição. Não podemos participar desse processo de implosão! Não podemos deixar também que ambições particulares sejam usadas como argumento contra a instituição igreja. É institucionalismo pessoal que devemos combater, pois um indivíduo, seja quem for, não pode se considerar o supra-sumo da igreja. Nosso Senhor, General e Sumo Sacerdote é Cristo! Ninguém mais.

Não acreditemos também que o problema está na doutrina das igrejas realmente evangélicas, pois é óbvio que os desvios doutrinários de maior monta ocorrem em igrejas de contexto extremamente personalista, no culto ao individuo como "o homem de Deus", ou ainda dizendo que tal organização personalista é tão poderosa espiritualmente que Deus é referido como "o deus da Universal", escrevo em minúsculas mesmo, pois se o  deus deles não é o mesmo Deus e Senhor de todos então não é o Deus verdadeiro. Veja a que ponto o institucionalismo pessoal pode chegar, muitos já acham isso normal, bonito e desejável. Não podemos deixar isso acontecer.

Não podemos deixar de entender que algumas instituições personalistas, assim se tornaram, pelo próprio zelo em defender a verdade que levou a notoriedade de alguns pastores, mas lembremos que pastor não é "paladino da justiça" que vive sempre procurando aqueles que dizem "Oh, quem poderá me defender?". Muitos pastores que entraram por este caminho acabaram tornando-se guerreiros doutrinários, viviam em luta, e todo guerreiro acaba desejando ser dominador. Oremos pelos pastores, mesmo que sinceros, que foram mordidos pelo mosquito da vaidade no "campo de batalha", pois enquanto afiavam suas espadas lógicas e argumentativas, nem sempre bíblicas, esqueciam do repelente de insetos.

Voltemos a valorizar a igreja como instituição de Deus, a doutrina fundamentada na Bíblia Sagrada, para que evitemos as instituições e doutrinas de homens que somente servem aos objetivos do Demônio.

WEBGRAFIA:
http://www.altairgermano.net/2012/06/projetos-pessoais-e-institucionais-de.html


Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar