22/06/2012

Família, Saúde e Educação.


Todos sabem que a família é a célula principal de uma sociedade. No caso brasileiro, temos uma família nos padrões judaico-cristão que, apesar das reclamações de alguns ativistas, tem uma estrutura básica muito parecida com outras famílias ao redor do mundo. Onde a sociedade floresceu, de forma mais próspera e sofisticada, a família é um fator primordial.

Não é a toa que desejamos famílias felizes, com qualidade de vida e de relacionamentos. Como ficamos felizes quando elogiam nossos familiares, e queremos que continuem fazendo isso! Mesmo aqueles que se propõem a divulgar padrões estranhos de relacionamento, pretender dar o melhor para seus entes queridos. É alvo de todos manter uma família onde reine a paz, a alegria e a prosperidade material e de relacionamentos. Eu quero você quer. É assim que deve ser para o nosso bem e de toda a sociedade.

Infelizmente, políticas anti-família tem proliferado, mesmo frustradas pela maioria que entende o valor do núcleo familiar tradicional. Entretanto tais políticas podem buscar outros caminhos para chegar a seu objetivo, algumas de suas estratégias são quase imperceptíveis. Pode-se suspeitar que políticas de depreciação da saúde e da educação mascaradas por ações assistencialistas, ganham votos, mas desestruturam a família. Acompanhe meu raciocínio, pois isso interessa a todos nós.
Para preservar a sociedade, a quem serve, o Estado tem obrigação de defender sua célula fundamental: a família. Entre as OBRIGAÇÕES DO ESTADO que interferem diretamente na vida familiar, estão saúde e educação, porém ambas andam mal das pernas em nosso país.

Uma família tem necessidades básicas de saúde, pois a doença desestrutura a tranquilidade sujeito e dos que o cercam. Sem tranquilidade fica muito difícil manter os vínculos afetivos e sociais que nos unem. Através da educação também perpetuamos nossa identidade, nossos valores, nossas construções coletivas, através de nossos filhos e outros descendentes. Se a educação é precária, nossas famílias também sofrem pela desestruturação identitária e pela degradação de valores. Não é por acaso que se observa grande índice de baixa escolaridade e escasso acesso aos serviços de saúde entre grupos familiares com graves problemas com vícios e prostituição.

Saúde e Educação devem ser defendidas como serviços essenciais para a manutenção da estrutura familiar e, por isso, devem ser OBRIGAÇÃO DO ESTADO e não mera concessão. Através dos serviços de Saúde e Educação a família encontra dignidade e se fortalece como estrutura social. Não interessa a ninguém bem intencionado depreciar estes serviços em troca de assistencialismo.

Nossas famílias precisam ter dignidade garantida, no caso do Estado pela Saúde e Educação, para que não venhamos a depender do assistencialismo, que a cada eleição surge ameaça de perdê-lo. Não podemos trocar nosso voto por “bolsas” de parcos recursos enquanto médicos e professores não podem sequer exercer seu ofício tão essencial a manutenção dos laços familiares. Defender a saúde e educação pública, gratuita e de qualidade é defender a instituição familiar para sua permanência natural, pois com tais necessidades atendidas o brasileiro quer mesmo é trabalhar e ganhar seu sustento com suor.

De forma nenhuma critico as pessoas que dependem de bolsas, ao contrário elas devem existir para casos necessários, mas as bolsas não podem substituir nem esconder o valor da Educação e da Saúde para a manutenção da família. Sem bolsas as famílias vivem mesmo precariamente, como sempre viveram, mas sem educação e saúde estamos fadados a desestruturar a família e toda a sociedade com ela.

Como podemos resolver isso? Parece uma pergunta difícil e até polêmica, mas precisamos cobrar de nossos políticos que mantenham as bolsas necessárias, mas que não abandonem a Saúde e Educação. Nossa luta não deve ser contra os que usam as bolsas, pois eles necessitam delas, devemos é nos opor aos políticos que usam mal um benefício dado ao povo para esconder um mal maior que ameaça nossos lares.

Enfim, a solução neste momento de eleições é não votar em quem destrói a saúde, a educação e se opõe à família. Busquemos políticos comprometidos com os valores familiares e que entendam que através do cumprimento das OBRIGAÇÕES DO ESTADO preservamos nossas famílias.

Nessas eleições vote com consciência, vote pensando em seus valores, vote pensando em nossas famílias, pois do contrário o que nos espera é mero assistencialismo de um Estado comunista.



Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar