20/05/2012

Orientação sexual ou desvio sexual?

Os ativistas do sexualismo estranho procuram palavras para definir suas escolhas, mas escolhem muito mal. As péssimas escolhas demonstram que seus argumentos são indefiníveis fora de um âmbito meramente político e mercadológico. Tentam até dar nome científico mas sem nenhum rigor na nomenclatura, como é o caso da palavra “homofobia” que não define nada sem uma boa propaganda. “Homofobia” seria um alegado ódio a homossexuais, entretanto “homo” define apenas o que é igual de maneira genérica sem nenhuma conotação sexual. A palavra “homogêneo”, por exemplo, indica que uma coisa está distribuída igualmente, e coisas não têm sexo. Analisando a palavra fabricada “homofobia”, deveríamos entender que ela define um medo daqueles que nos seriam iguais e, como a palavra é contextualizada sexualmente, homofobia literalmente seria, ou heterossexual ter medo de heterossexual, ou homossexual ter medo de homossexual, jamais tal palavra poderia ter a conotação que o marketing lhe atribui atualmente. 

Outro termo impróprio é “orientação sexual”. É um mero eufemismo para validar as escolhas sexuais dos sujeitos. Dentre as várias “orientações sexuais” estão aquelas com os mais diferentes sentidos, heterossexual, homossexual e até a criminosa pedofilia são contadas entre elas por alguns ativistas do sexualismo. O termo “orientação sexual” foi pensado para substituir o termo “opção sexual”, pois logicamente tal opção não existe. Nascemos com o sexo definido, até mesmo em casos extremos de hermafroditismo genético. É uma questão cromossômica. 

Ora, se “opção sexual” não existe, porque “orientação sexual” é termo impróprio? Porque a palavra orientação já inclui em si a ideia de uma localização natural, seria o equivalente a criar o termo “norteamento sexual”, pois a palavra orientação é derivada de oriente, isto é, o lugar onde o sol nasce assim como norte significa o ponto magnético natural para onde a bússola aponta. Observe que orientação refere-se a um ponto natural que não pode ser invertido. Eu não posso decidir que o sol nascerá no ocidente só porque sou brasileiro, isso é um privilégio dos japoneses. Portanto, vemos que o termo orientar está focado numa situação natural estabelecida por Deus nas leis da natureza. Se eu troco de caminho quando sigo para o oriente estou me desviando para qualquer outro ponto cardeal menos para o oriente. Não seguir para o oriente natural é desorientação, ou desvio, logo “orientação sexual” implica em seguir para um equivalente natural no campo sexual, que não precisa dizer, mas explico: o oriente natural em termos sexuais, é seguir a natureza heterossexual.

Se a natureza sexual, ou seja, o oriente natural que não podemos alterar é heterossexual, qualquer outra “orientação” diferente é desvio do oriente. Vemos, portanto, que mais uma vez os militantes sexistas erram em sua nomenclatura do inominável. Uma análise mais acurada da nomenclatura demonstra que ela concorda com o termo mais tradicional que define comportamentos libertinos como “desvios sexuais”.

Querem substantivar de forma neutra uma escolha humana quanto ao sexo como se tal escolha e nomenclatura neutralizasse a natureza. Não podemos neutralizar a natureza mudando o nome das coisas. O sol continuará nascendo no oriente ainda que invertamos o nome dos pontos cardeais, nomenclatura não muda a natureza biológica ou planetária.

Entretanto, Cristo muda a natureza espiritual do homem. Jesus transforma viciados em servos de Deus por sua atuação espiritual, o sucesso evangélico com no trabalho de recuperação de dependentes químicos comprova isso. É claro que mesmo Jesus pode não desejar mudar a natureza e um viciado permanecerá com seu problema químico no seu corpo, mas espiritualmente ele é uma nova criatura. Esta é a proposta do Evangelho de Jesus Cristo: uma transformação espiritual insubstituível. Essa transformação está disponível para todos mesmo para aqueles que pensam não ter mais jeito para sua vida. Pode ser que Jesus transforme, ou não, nossos problemas naturais, mas certamente ele nos transforma espiritualmente.

Talvez alguém siga as ideias de que as coisas são irreversíveis espiritualmente, ou mesmo sexualmente, mas Jesus pode transformar qualquer um espiritualmente com resultados corpóreos. Aliás, a questão do ativismo sexista é espiritual, basta considerar as oposições e implicações religiosas combatidas de forma feroz com o fundamentalismo. Crer no poder transformador de Jesus Cristo em termos espirituais para qualquer pessoa não é fundamentalismo, no entanto, é fundamentalismo sexista propagar expressões como “orientação sexual” e “homofobia”, transformando-as até em lei, para combater a pregação espiritual em Cristo.

Quer coisa mais fundamentalista do que uma lei? Como podem acusar cristãos de fundamentalistas quando propõem leis para “fundamentalizar” o ativismo sexista? Porque se pode "orientar sexualmente" crianças para um padrão do ativismo sexista enquanto a finalidade de reprodução e complementação natural da humanidade é reprimida? Não seria o sexismo ou sexualismo o verdadeiro fundamentalismo de hoje? Nós cristãos, apesar de atacados e rotulados, somos apenas pregadores da Palavra de Deus e não a impomos a ninguém por decreto. 

Me parece que num mundo onde as ideologias políticas já não sustentam os partidos, a concupiscência da carne se torna o motor que move nossa política nacional, tanto do lado evangélico por oposição quanto do lado sexista. Será que faltam necessidades gerais que atendam a maioria da nação para discutir e fazer leis? Será que nossos políticos escondem com tais bandeiras polêmicas a sua própria inércia quanto ao que deveriam fazer de verdade?

Que Deus abençoe aos fundamentalistas do ativismo sexista para que se encontrem verdadeiramente com a Palavra de Deus. Que Deus abençoe aqueles que desejam sair de qualquer escravidão espiritual e se tornar nova criatura em Cristo. Que Deus abençoe a Sua igreja para ser um instrumento de propagação da única verdade que pode transformar vidas, pois a vida é tanto corpo quanto espirito, sem nenhum antagonismo.


Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar