25/03/2012

Antireligiosidade e TV

Foi realizado programa sobre audiência pública acerca de reclamações sobre programas religiosos nas rádios estatais pertencentes à Empresa Brasileira de Comunicação - EBC. Os argumentos tratavam da alegada laicidade, inconstitucionalidade como subvenção a religião, e a vedação ao proselitismo nos documentos da EBC.


Após décadas de transmissão do programa Reencontro e de missa católica surgem afirmações contrárias a tais programas com alegações duvidosas como a laicidade que não é sinônimo de antireligiosidade, mas de administração objetiva do Estado onde a igreja não exerce poder de império. Confunde-se a relação do poder de império com a legitimidade do espaço religioso ser preservado e protegido pelo Estado como manifestação intrinseca do ser humano. Não existe humanidade sem religião, até o ateísmo é religioso se for considerado como sentido último de alguns como ensina a filosofia da religião de Paul Tillich, apenas para citar um acadêmico.

É necessário que tais reclamações sejam rebatidas pelo público cristão mostrando sua opinião de repulsa a criação de um Estado antireligioso, pois tal situação não pode violentar o principio democrático de prevalência do desejo da maioria, no caso cristã, em prol de grupos antireligiosos ou anticristãos.

Precisamos vigiar, orar, e demonstrar que não somos uma massa de ignorantes como preconceituam alguns, mas que somos um povo consciente da fé que seguimos e que temos direito a espaço equivalente a nossa representação na sociedade, inclusive com transmissões de cultos que são muito mais do que mero proselitismo, são na verdade a manifestação da religião cristã, pois se há apelo, é porque este faz parte de nossa expressão de fé. Negar a possibilidade de se convidar alguém a aceitar a Jesus é negar-nos o objetivo principal de nossa crença.

A religião deve ser manifestada em ambiente público em sua natureza cultica e não em fórmulas comercialmente estabelecidas como "talkshows" que não refletem a expressão religiosa da sociedade, que é legítima enquanto tal. O ilegitimo é ser antireligioso, encaminhando a sociedade para uma falta de sentido e esvaziamento da noção de justiça e verdade, pois tal ação abriria espaço para manipulações políticas que produziriam uma humanidade sem transcendencia. A formatação secular de programas religiosos é profanação e uma violencia ao conceito de sagrado do ponto de vista majoritário em nossa sociedade.

Abaixo você pode ouvir o programa referidos nessa postagem



Webgrafia:
Radio Agência Nacional. Rádio em Debate. Disponível em:
http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-03-23/ebc-abre-debate-sobre-veicula%C3%A7%C3%A3o-de-programas-religiosos acesso em 25/03/2012

Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Casado com Lucimar