20/02/2012

Propaganda de ódio

É interessante a acusação que vêm fazendo contra os evangélicos como propagadores de ódio contra certos pecadores. É incoerente, visto que, por princípio bíblico, não aceitamos o pecado mas amamos o pecador e pregamos para sua remissão em Cristo. Entretanto, alguns maliciosamente, dizem que pregamos o ódio contra aqueles que não toleram nossa posição moral e religiosa. Isto não só é um contra-senso como é um marketing malicioso.

Na falta de argumentos contrários as pessoas recorrem ao marketing reverso, onde não mostram suas qualidades, mas apresentam-se como vítimas daqueles que desejam difamar. O que acontece é tornarem-se "certos" na mentalidade do povo por serem considerados uns "sofredores" ou "coitados". Ora, se a maior justificativa de um grupo é se fazer de vítima é sinal de que falta essência em sua defesa. Usando o marketing reverso criam muitas alegações para que pareçam bons por serem "perseguidos" e com isso escondem sua falta de argumentos válidos.

Quem entra nessa briga marqueteira precisa ter cuidado, pois como sempre, se fazem de vítima e qualquer argumento contra os seus pecados logo é tachado de "perseguição". Alguns pastores tem esquecido de princípios bíblicos e seguido seu temperamento nessa disputa marqueteira. É exatamente isso que aqueles que se opõem ao evangelho desejam, pois assim eles se fazem "vítimas do evangelho" e justificam seu pecado.

Jesus nos dá o exemplo ao lidar com o marketing religioso dos fariseus. Quando lhe faziam uma pergunta difícil o Mestre lhes conduz outra pergunta preparatória e condicional para Sua resposta onde os próprios fariseus se implicariam. Sabendo que ninguém é obrigado a responder, nem mesmo a Jesus até o dia do juízo, os fariseus se calavam e saiam de fininho. Penso que estamos falando demais, usando termos chulos, e dando  munição aos "vitimados de plantão".

Provérbios nos diz que "falar antes de ouvir é estultícia e vergonha", precisamos ser menos bocudos para responder aos inimigos do evangelho e mais prontos para pregar o evangelho genuíno. Já dizia Rui Barbosa que o mal só prospera pelo silêncio dos bons, é interessante que não estamos em silêncio para contra-argumentar mas estamos cada vez mais nos silenciando na pregação do evangelho de Cristo em sua essência. O evangelho não precisa de defesa, pois a sua defesa é a própria pregação com testemunho como podemos perceber da vida do apóstolo Paulo na prisão conforme relatada na carta aos Efésios.

Pregue, testemunhe, viva o evangelho para que ninguém se faça de vítima de suas palavras mas para que o Espírito Santo atue convencendo-os do pecado, da justiça e do juízo.

Marco Teles
B.el Teologia | Pedagogo
Cursa pós em Ensino Religioso