12/02/2012

Nova solução para a igreja

Hoje um irmão comentou sobre uma tendência crítica na teologia atual. Retratando o pensamento de muitos, o querido irmão ressaltou que o problema não são as críticas mas a falta de soluções alternativas ao criticado. Por um lado ele tem razão, mas por outro, as soluções advém de criticas refletidas e corrigidas. A correção nem sempre vem do crítico, mas do que governa.

No meu caso, critico a mandância na igreja batista como algo incoerente com seus princípios, mas eu não administro. Quem administra deve ouvir as críticas, pesa-las com sinceridade e não com vitimismo, e corrigir sua própria administração para que se propague entre a denominação uma coerência de princípios. Mas onde está a solução? A solução se encontra na própria crítica, que  não deve ser vista no sentido destrutivo mas no sentido de advertência, de conselho.

Ora, se a advertência indica o erro, ou a incoerência, quem pode corrigir a incoerência deve fazê-lo se é responsável pela casa de Deus. A solução para advertências críticas esta em nossas mãos, uma vez alertados da incoerência entre nossos processos e procedimentos com os aplicados nas Escrituras, devemos nos adequar às Escrituras. Não precisamos inventar solução nova para a igreja, ela já existe há 2000 anos. A solução é se adequar, realmente e não nominalmente, ao Novo Testamento.

Quando critico a mandância por exemplo, e mostro o exemplo positivo de Paulo, já advirto que a solução é voltar as práticas realmente cristãs, como as de Paulo, de outros apóstolos e do próprio Senhor Jesus. A solução já existe, é simples: faça como ensina a Bíblia. O difícil é deixar de lado nosso posto, nossa mandância, reconhecer o problema e voltar a coerência com nossos princípios e doutrinas biblicamente aplicados e não apenas administrativamente aplicados em nossa eclesiologia pessoal.

Cuidado com quem oferece solução pronta, pois essa seria outra solução não bíblica. Nossas soluções são embasadas na Bíblia somente, ninguém nem outra fonte tem a solução. Basta criticar como advertência, reconhecer a admoestação, e voltar ao primeiro amor que já anda tão abalado pelas politicas denominacionais e pela mandância local.

Marco Teles
Enfim, não precisamos de solução, pois já temos. Precisamos é de corações dispostos a aplicar a solução em nossas igrejas. Para isso precisamos de menos técnicas de administração e de mais biblicidade em nossos atos. Senão partimos para a mera religiosidade organizacional e deixamos de ser a igreja de Cristo para ser um amálgama de coisas e preferências dos mandantes. Graças a Deus pois ainda existem aqueles do primeiro amor que são fiéis e que se preocupam com a coerência de nossa pregação e testemunho que não se reduz a uma organização, mas é o corpo vivo de Cristo.