10/02/2012

Crise Nacional e Crise Gospel

Carnaval, greve de serviços essenciais como polícia e bombeiros no Rio e na Bahia, mobilização da guarda nacional, movimentos para desestruturação das instituições familiares e religiosas. Precisa mais? Isso me lembra o plano revolucionário dos tempos pré regime militar. O que ocorrerá no país? Oremos pela paz.

O Salmo 122 nos diz nos versículos 1 e 6: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos á casa do SENHOR.(...) Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam". Estes versículos estão em íntima ligação. É impossível ter paz se não buscamos ao Senhor como povo de Deus.

Onde a igreja tem prosperado? No marketing religioso direto, que é criticado por aqueles que hipocritamente fazem o marketing reverso? Estamos prosperando institucionalmente, mas apenas de forma aparente. Ao mesmo tempo que multidões seguem pregadores da TV, o compromisso com a igreja diminui. Hoje já é possível encontrar quem frequente a uma igreja batista, ou pentecostal, e a cartomante sem problemas de consciência religiosa.

Precisamos orar por nossa nação, mas precisamos valorizar mais a consciência de nossos princípios de fé do que investir em organizações. A igreja pode até ser perseguida como instituição mas não é possível perseguir a fé genuína nos corações. Mas como pregar a fé genuína se o diálogo da fé cristã for substituído, como vem sendo, pela mandância de alguns líderes.

A igreja se enfraquece como instituição e ameaça o seu apoio a outras instituições como a família porque tem se comportado como organização. Claro que não são todos. No último domingo ouvi um sermão sobre a democracia e igualdade na igreja com responsabilidade que só poderia ser pregado por um pastor que vivesse a pregação. Glória a Deus por isso! Mas do outro lado estão aqueles que exercem mandância organizacional em troca de eventos provisórios e sem sentido permanente.

Há igrejas com "propósitos" cujo propósito parece ser acabar com o ensino bíblico e desestruturar a forma e conteúdo do culto para que exerçam poder sobre os membros em troca de um bom salário. Existem igrejas batistas onde não existe Escola Dominical. Existem igrejas batista onde não existe assembléia! Existem igreja batistas onde o que vale são as ideias das sumidades formadoras de opinião.

Depois disso tudo não adianta aumentar o controle sobre a membresia, o que adianta é ser realmente fiel a nossos princípios bíblicos. Quando nos alegramos por estar na casa do Senhor é porque lá encontramos fidelidade a Deus, irmandade, e assim a igreja prospera espiritualmente e coopera para a manutenção da paz em nosso país. Precisamos ter prazer novamente em dizer que nos debruçarmos sobre a Bíblia, para estudá-la e vivê-la, e não em dizer que o mercado gospel está em crescimento.

A igreja é o corpo de Cristo e onde ela se reúne para estudar a Palavra e exercitar a fé é a Casa do Senhor. Um organização, mesmo que se chame igreja e preocupe-se mais em adequar-se as tendências modernas não pode ser chamada de casa do Senhor. Precisamos de muito mais igrejas que sejam Casa do Senhor e não ministério de Fulano de Tal.

Sabemos que a igreja, como Casa de Deus e povo de Deus, ajuda muito a sociedade e promove a paz, isso é inquestionável. Mas uma organização que não é igreja, se é personalista, será casa de quem? A "não igreja" não promove a paz, mesmo que façam orações barulhentas.

O nosso desafio hoje é voltar a ser igreja como Casa de Deus, mesmo no sentido institucional, mas nunca no sentido organizacional. Nosso desafio é deixar de ser líderes e voltar a servos. Se não fizermos assim, mesmo com as melhores das intenções, mesmo nos julgando defensores da doutrina, não podemos prosperar como verdadeira igreja de Cristo e ao invés de implementar a pregação do Evangelho aceleramos a apostasia.

Nossa função não é acelerar a apostasia, mas pregar o Evangelho e toda pregação deve ser coerente com a fé professada em Cristo. Só assim podemos orar e prosperar em paz em nosso lugar, pois os recursos e estratégias de "liderança" não valem nada mais.