25/11/2011

Amor, emoção e razão

No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. (1 João 4:18)

Muitos anticristãos reclamam que o cristianismo é irracional, realmente é, outros dizem que o importante é a emoção, não penso que seja. O paradigma cristão está acima da razão e da emoção em seu caráter meramente psíquico, pois nosso padrão é o amor. Razão e emoção juntas ou separadas são inúteis sem o amor de Deus.

Alguém pode até retrucar que "os cristãos não demonstraram esse amor durante a história", grande novidade! Todos os seres humanos, enquanto grupo, como massa humana dominada e dominante, passa ao largo do amor.

A novidade não é provar que um grupo humano contradiz o amor. Isso é fácil. Difícil é reconhecer que frequentemente, o amor se mostra mais naqueles que servem a Cristo. Sem Cristo, restam apenas preceitos e regras, emocionalismo, legalismo ou racionalismo. Deus é amor, e o amor é o logos.

Logos é uma palavra grega que tinha muitos significados, significava tanto palavra quanto pensamento e também, o motivo de tudo existir. Em João 1.1 Jesus é apresentado como esse logos que ao mesmo tempo 1 João 4 nos diz que é amor. Nós não somos o amor, por isso erramos, mas servimos aquele que é o amor e por isso ele é mais frequente entre nós.

Mas ainda há um perigo: se certas igrejas valorizam demais a razão, ou a emoção, não acabam com isso deixando o amor de lado? O que deve orientar nossa vida cristã é o amor de Deus e não outra coisa. Por amor, cristãos foram martirizados e não negaram ao mestre, se fosse pela razão ou emoção qualquer um negaria.

Foquemos nossa igreja no amor e não nos valores humanos, nem mesmo na afetividade, pois afetividade ainda é algo psíquico, mas o amor dura para sempre.