14/09/2011

O Plano de Aula para Professores da Escola Bíblica Dominical

Capítulo 1

O Plano e o Planejamento [Baixar PDF]



Professores de EBD não são profissionais de Educação, entretanto recebem o Dom do Ensino dado pelo Espirito Santo. É possível que o Dom do Ensino seja tão específico que se detenha apenas no ensino bíblico, para outros é mais abrangente, pois Deus abençoa a cada um da maneira que Ele sabe ser a melhor.
Podemos reconhecer o Dom do Ensino em uma pessoa por alguns sinais: a fidelidade à doutrina e às Escrituras, o prazer e a responsabilidade em ensinar e a dedicação pessoal ao Estudo das Escrituras.
Todo professor de EBD deve ser estudioso para que possa ensinar. Ser estudioso não significa ter curso superior, mas sim gostar de estudar mesmo com pouca formação escolar. O professor estudioso e abençoado com o Dom do Ensino ficará feliz em aperfeiçoar seu ensino através do planejamento de sua aula.
Existem duas coisas que se completam mas são diferentes: o planejamento de aula e o Plano de aula. Planejamento é a ação de planejar serviços e tarefas de forma metódica prevendo a execução do trabalho. Plano é o documento que contém o conjunto de ações escolhidas para atingir o objetivo no processo de previsão. (Priberam, FERREIRA, HAIDTH)
Podemos dizer que o planejamento é a previsão de como vamos fazer para alcançar nosso objetivo, e o plano é o documento que registra nossas escolhas para essa realização.
Para exemplificar, digamos que um cozinheiro deseja fazer uma feijoada, ele vai pensar nos utensílios, ingredientes, se tem dinheiro para compra-los, por quanto vai vender quem vai ajudar no trabalho etc. depois de pensar bem ele faz uma lista do que precisa e manda o ajudante de cozinha providenciar.
Enquanto o cozinheiro pensava no que precisava e como iria fazer seu trabalho ele estava planejando, quando colocou numa lista o que deveria ser feito ele fez um tipo de plano. Todos nós fazemos algum planejamento, mesmo que não seja escrito, mas para uma aula dinâmica, é importante que o plano de aula seja escrito para materializar nossas reflexões que podem ser muito subjetivas.
Lembre-se Planejamento é ação. Plano é um documento escrito. Você pode estar, em uma fase básica, planejando sua lição ao refletir mentalmente durante uma viagem de ônibus e continuá-la na leitura dos textos que indicaremos. Entretanto, o Plano de Aula requer que o registro em um documento físico após o seu planejamento.
Existem planejamentos participativos que requerem mais tempo e diálogo entre os participantes e que é mais adequado a atividades com prazo de execução prolongado ou quando os envolvidos tem disponibilidade de tempo para a discussão sobre como atingir um objetivo
Nem todo planejamento numa igreja pode ser inteiramente participativo, pois os irmãos são voluntários, tendo outros compromissos de subsistência, não podendo, portanto dedicar muito tempo ao planejamento.
Um tipo de planejamento que pode ser efetuado de forma participativa é o calendário de atividades da igreja. Podemos citar também o planejamento de currículo para a EBD por um período plurianual.
Quanto ao planejamento de currículo já existe uma proposta pronta pela CBB e pela ABF que pode ser reconhecida e adotada livremente pela igreja, ou então se providenciar a escolha de material didático alternativo.
Mas voltemos ao planejamento de aula da EBD. Este planejamento é pessoal, porém deve seguir os padrões da igreja local, pensando nos alunos, na orientação da liderança, nas doutrinas e princípios batistas, e especialmente nas Escrituras.
Toda lição tem um conteúdo o professor deve planejar sua aula conforme o conteúdo da lição. Quando se planeja uma aula busca-se a forma mais eficiente de apresentar a lição para que os alunos entendam bem o assunto.
Para planejar uma aula nos devemos observar e adequar o objetivo da lição às condições ambientais, humanas e materiais de que dispomos. Tais condições são extremamente diferentes entre igrejas. Precisamos planejar conforme a nossa realidade.
O Plano de Aula precisa ser adequado a nossa forma pessoal de ensinar, ao objetivo da lição, aos alunos e ao contexto da Igreja. Podemos dizer que o Plano de Aula é um roteiro coerente, esboçado, fácil de entender, memorizar e aplicar. O Plano de Aula deve ser tão simples que executá-lo e memorizá-lo seja algo intuitivo e que permita alterações em casos imprevistos.
Observe que falamos sempre em objetivo da lição e não curricular, pois a lição é algo mais objetivo e de fácil entendimento. As discussões quanto a currículo devem ser tratadas especificamente com a liderança da igreja.
No próximo Capítulo veremos como pensar de forma eficiente para produzir um bom plano de aula.

Capítulo 2

Como pensar o Plano de Aula



Pensando com Reflexão e Pesquisa
Temos pouco tempo durante a semana para preparar nossas aulas e às vezes até para ministrá-las, portanto é importante ter uma disposição adequada ao pensar o plano de aula.
Quando pensamos o plano de aula não podemos ser conteudistas, mas práticos, sem desprezar o conteúdo. Existem pessoas muito práticas e que desprezam o conteúdo, outras valorizam a passagem de conteúdo ignorando a prática. O bom professor visa a apresentação do conteúdo da aula de forma que possa ser aplicada na vida dos alunos mesmo que não consiga expor todo o conteúdo no tempo de aula.
O conteúdo que ensinamos é a Palavra de Deus e deve se tornar em prática, mas nem sempre nossa prática pode ser considerada de conteúdo biblicamente relevante, ou coerente, por isso devemos reforçar atividades e reflexão sobre a prática da vida cristã.
Para pensar bem um plano de aula precisamos alcançar uma visão sistemática e uma compreensão lógica do assunto a ser abordado. Quando me refiro a uma visão sistemática faço alusão a nossa característica de pensar as coisas por partes que compõem um todo.
Alguns pensam que tais partes são independentes em cada ação como uma máquina bem organizada. Outros entendem que os elementos do todo são dependentes entre si, e que as partes não se distinguem da totalidade. Embora alguns estudiosos prefiram uma visão a outra, penso que ambas são formas complementares de entender uma realidade.
A visão sistemática de uma lição nos ajuda a entender como seus elementos interagem e se conectam, fazemos isso quando buscamos na lição, como investigadores elementos como: valores, doutrinas, mandamentos, dificuldades bíblicas e termos desconhecidos que precisam ser esclarecidos por pesquisa e depois organizados logicamente.
Depois de localizar os elementos da lição, nossa pesquisa, como professores não formados em teologia, nem pedagogia, deve enfatizar algumas publicações mais seguras. Devemos ter um zelo especial pela fidelidade da fonte, pois quando ensinamos não passamos nossa opinião somente, mas a nossa identidade doutrinária como corpo de Cristo.
Segue uma lista de fontes simples e interessantes para a biblioteca básica de um professor de EBD. Faço uma ressalva quanto a comentários bíblicos, pois alguns comentários, por se dirigirem a teólogos podem produzir certa confusão de ideias e erro no ensino, portanto aconselho aos professores sem formação teológica que se atenham como comentários outras revistas de EBD e livros do trimestre por serem voltados para toda igreja em geral. Procure a ajuda de um comentário somente se este for recomendado por seu pastor ou educador religioso.
Aproveitando o gancho das ressalvas, é importante ter cuidado com cursos que prometem soluções rápidas e mirabolantes para a EBD, seja para crianças ou adultos, pois tal solução não existe, é somente um produto. Muitas igrejas lamentam tempos depois quando se empolgam com soluções prontas. A única via segura é o estudo bíblico, e nós o aperfeiçoamos quando estudamos mais a Bíblia e não apenas pelo uso de técnicas motivacionais.
Sugestão de Bibliografia Básica:
  1. Declaração Doutrinária
  2. Principios Batistas
  3. Outras revistas de EBD de nossa denominação
  4. Dicionário Bíblico
  5. Atlas Bíblico
  6. Dicionário da língua portuguesa
  7. Devocionais da Denominação
  8. Bíblia de Referencia de Thompson
  9. Concordância Bíblica
  10. Manual dos tempos e costumes Bíblicos
  11. Diferentes versões da Bíblia para comparação
  12. Manual de Arqueologia Bíblica (opcional)
  13. Livro do Trimestre (Juerp)
  14. Manual Popular de Dificuldades Bíblicas


Pensar o Plano de Aula na Lógica da Lição
Após a pesquisa vamos organizar o raciocínio de nossa lição. Para isso precisamos de algum trabalho lógico. A lógica que nos referimos é a que se preocupa em demonstrar a verdade como absoluta, pois Deus é a verdade absoluta.
Existem pessoas hoje defendendo uma verdade relativa onde praticamente vale tudo. Sabemos que não é assim com a Palavra de Deus, pois a lógica relativa baseia-se no observador, na opinião de cada homem limitado, no entanto, a Bíblia Sagrada baseia-se na Palavra do Deus eterno em quem não existe sombra de variação.
Para atender o objetivo de nosso estudo pensaremos numa lógica bem simples onde um assunto de maior importância e comparado com outros que o seguem em cadeia gerando uma conclusão. Vejamos um exemplo com o texto de Lucas 11.14-22:
Estava Jesus expelindo um demônio, e era este mudo. Tendo saído o demônio, falou o mudo, e maravilhou-se a multidão. Mas alguns deles disseram: É por Belzebu, príncipe dos demônios, que ele expele os demônios; outros, para o experimentarem, lhe pediam um sinal do céu.
Ele, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado, e cairá uma casa sobre outra. Também se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. Se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expelem vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se pelo dedo de Deus eu expulso os demônios, logo, é chegado a vós o reino de Deus.
Quando o homem valente, bem armado, guardar a sua casa, os seus bens estão seguros. Mas, quando sobrevier outro mais valente do que ele e o vencer, tira-lhe toda a armadura em que confiava e reparte os seus despojos.
Existem afirmações quanto a esse texto que você analisará e decidirá qual é a mais lógica:
1ª Afirmação: Se expulsar os demônios é vencer o valente, então devemos dizer “tá amarrado”.
2ª Afirmação: Vencer o valente é uma comparação usada por Jesus para mostrar que Ele é poderoso e não o Diabo. “Tá amarrado” é um termo usado por feiticeiros, a Bíblia não ordena tal invocação. Portanto dizer “tá amarrado” é misturar cristianismo com feitiçaria.
Qual das respostas é a conclusão Verdadeira para você? Talvez você ache uma resposta melhor do que a outra por motivos subjetivos, mas verifique cuidadosamente e verá que a segunda afirmação é mais objetiva, coerente com o texto bíblico e com a realidade religiosa brasileira.
Perceba que por questão de lógica mal aplicada levam-se milhões de pessoas a usar termos anticristãos como invocação a Deus. Eis a importância de um raciocínio que verifique a verdade durante nosso estudo. É claro que não vamos discorrer sobre lógica neste pequeno curso, queremos apenas mostrar que raciocínios podem ser verificados de forma lógica.
De um modo geral todos têm uma noção rudimentar do que é lógico e ilógico, embora não possamos responder a todas as questões do mundo, através da lógica, podemos separar os elementos de um raciocínio e ver se sua conclusão é válida ou mesmo para entender como uma ideia foi construída para explicarmos melhor o conteúdo aos nossos alunos.
Faça como exercício a analise de uma lição de revista da EBD e monte a estrutura lógica do argumento do autor e descubra o que você deve pesquisar para analisar logicamente comparando as afirmações potencialmente dúbias do autor com sua pesquisa na Biblioteca Básica do Professor de EBD. Observe que somente a Bíblia não erra, um comentarista de revista da EBD pode se enganar, é nosso dever examinar tudo e reter o que é bom.


Pensar o Plano de Aula no Contexto da Lição
A visão Contextual de uma lição nos ajuda a entender como aquele assunto interfere na realidade. Após entender a lógica de nossa lição somos capazes de verificar como ela se aplica a nossa vida diária.
É interessante notar que não devemos nos preocupar em expor nossa pesquisa sistemática, pois ela é importante para embasar nosso entendimento da lição. O mais importante em uma aula de EBD é fazer com que os alunos descubram correlação entre o que é abordado na lição e suas vidas práticas. Isso inclui a nossa vida também. Essa correlação pode ser verificada principalmente no contexto familiar, profissional, estudantil, afetivo, espiritual, de mordomia e mutualidade.
O professor deve pensar em perguntas e expor problemas para discussão na classe sobre as situações comuns que envolvem o assunto do estudo. Jesus ensinava por perguntas e pelo diálogo em grupos pequenos como a EBD. Os sermões de Jesus são dirigidos a grandes grupos.
Devemos seguir o seu exemplo na aula de EBD, que é um pequeno grupo, amigável, e que precisa dialogar para aprender de forma diferente de um culto aberto a todos onde a interrupção do pregador poderia atrapalhar o raciocínio construído na mensagem. Isto não significa que na EBD não se construa um raciocínio, mas que este raciocínio é construído de forma compartilhada e não apenas pela emissão da mensagem a um pequeno grupo de pessoas. O sermão é característico para ensino a um grande número de pessoas e não para a EBD.
Como exercício analise em João 4 a conversa de Jesus com a mulher samaritana, e verifique como Jesus ensinou a Palavra para ela. Foi através da pregação ou do diálogo? Esta passagem é um dos grandes exemplos de como ensinar na EBD.
Outros textos interessantes são a conversa de Jesus com Nicodemos, que pelo registro podemos perceber que os dois não estavam sozinhos. Temos também diversas conversas com os discípulos onde Jesus explica as parábolas dirigidas ao povo e aos fariseus. Perceba a diferença do ensino de Jesus para um público aberto como no sermão do monte e na multiplicação dos pães e peixes em comparação com os momentos em que ensinava a grupos menores.


Trabalho para o Próximo encontro:
Durante a semana que segue faça a pesquisa e pense o planejamento como falamos nessa lição. Capriche no planejamento e na pesquisa pois isso é fundamental para nossa próxima aula sobre Plano de Aula. Aliás, aproveite e leia o Capítulo 3 e faça seu plano de aula para que o analisemos em conjunto na próxima aula. Lembre-se de focar a lógica da lição e o contexto da lição durante sua pesquisa e planejamento com leitura Bíblica e oração.

Capítulo 3

Como "formatar" o plano de Aula

Como o foco de nosso curso é prático vamos seguir um padrão de formulário. Formulários podem parecer um tanto burocráticos, mas não tenha o preconceito de que a burocracia é ruim pois é a partir dela que são garantidos muitos direitos do cidadão.
Uma burocracia útil deve ser uma organização regulada, responsável e especializada para atender melhor um serviço. Nosso formulário tem essa finalidade e não aquela outra de entravar e desumanizar o trabalho. Criamos apenas uma forma de ação mais concreta que pode ser compartilhada e entendida pela maioria agilizando a criação do plano de aula.
Alguns pensam que toda formatação é indesejada. Mas imagine se todos os objetos que você usa no dia a dia não fossem formatados. Seria horrível! Nunca encontraríamos peças para reposição e estaríamos nas mãos de um só fornecedor. Por isso existem agencias que criam padrões para defender os consumidores. É claro que, na igreja, não somos consumidores, mas este exemplo trivial nos dá noção de que nem toda formatação é ruim.
Podemos falar também da música que geralmente pensamos ser algo muito livre. Na verdade, uma bela peça musical tem uma organização matemática precisa mesmo que alguns façam isso instintivamente. O desenho livre também é extremamente matemático pois é aplicação artística da geometria. Portanto a formatação ou padronização não nega a espontaneidade ou originalidade mas a facilita se não for usado como um empecilho a criação.
Depois de tanta justificativa, vamos usar nosso formulário. Acompanhe as explicações a seguir com uma cópia do formulário em mãos, depois verificaremos o exercício criação do Plano de Aula da lição de EBD que você estudou durante a semana conforme combinamos no nosso último encontro. Lembra?
Nosso formulário para Plano de Aula conterá os seguintes itens: Tema, Textos Bíblicos da Lição, Resumo Lógico da Lição, Perguntas dialógicas, Recursos Didáticos, Aplicação e Motivos de Oração.
O Tema da Lição é o assunto do qual ela trata. A possibilidade de temas é variada mas todos devem ser concordantes com a Bíblia. O tema deve ser uma orientação básica quanto ao objetivo da lição. Ora, se a lição é sobre o batismo o objetivo será ensinar o que significa o batismo e não outra coisa. Na argumentação da lição podem ser usados diferentes textos bíblicos para embasar a ideia bíblica e logicamente, mas deve-se manter o foco principal, o Tema da lição, para que se facilite o entendimento e o ensino evitando dispersões, confusão de ideias e perda do objetivo de ensino planejado para a igreja.
Os textos bíblicos da lição são o principal. Uma lição de Escola Dominical sem base Bíblica não é ensino bíblico. Deve-se enfatizar a leitura dos textos bíblicos em aula mais do que a lição da revista. A revista de EBD é recurso didático, um comentário para ser lido em casa facilitando a discussão sobre a Bíblia na Escola Dominical. Alguns estranham a prática de ler a lição antes que ela seja aplicada, dizem até que é contraditório. Mas se nosso Livro Texto é a Bíblia é lógico que se use a Bíblia de forma mediada na EBD e a revista seja um comentário ao qual recorremos quando fazemos nosso estudo particular durante a semana. Não transformemos a Escola Bíblica em Escola “Revistica” Dominical.
O Resumo Lógico da Lição é a descrição resumida de como se encadeiam os argumentos do Tema estudado. Para alguns talvez o mais difícil seja resumir, mas é interessante que só conseguimos resumir quando entendemos bem um assunto. É bom e útil que se resuma a lição para que possamos perceber o que entendemos, o que não entendemos, e que dúvidas esclarecer pois as dúvidas do professor poderão ser similares as dos alunos. O resumo lógico nos ajudará também a rever onde estamos no andamento da lição quando nos perdermos na sequência do ensino.
As Perguntas Dialógicas são aquelas que propiciam o diálogo entre os aprendentes. Tanto professor quanto aluno aprendem e ensinam ao mesmo tempo e o diálogo é o melhor caminho para essa troca. Devemos buscar no tema de estudo pontos de interesse, ou situações em comum entre os estudantes da bíblia para que discutam e contribuam com seu conhecimento e experiência particulares para a edificação de todos. É extremamente ruim quando numa classe de EBD as pessoas tem medo de conversar sobre o assunto, pois havendo tal medo não há aperfeiçoamento dos santos em amor.
Os Recursos Didáticos são todo elemento, geralmente material, do qual dispomos para ministrar a aula. Não podemos pensar em Recursos Ideais, mas sim em Recursos Reais. Quando planejamos nossa aula o recurso previsto deve ser garantido de conseguir. Não adianta pensar em data show quando nos está disponível um quadro negro. A melhor disposição de planejamento é pensar como irá usar cada recurso disponível a seu favor durante a aula.
Muitas vezes somente mudar as cadeiras de posição ou levar os alunos para um outro ambiente disponível na igreja já é recurso suficiente para dinamizar a aula. Passar esporadicamente o trecho de um vídeo sobre o assunto da lição ou alguma manchete de jornal relevante para a discussão, a leitura de uma poesia evangélica, bem como dinâmicas de grupo disponíveis em literatura específica podem ser boas estratégias de uso do material. O Recurso mais importante não é o que possuímos mas o que somos, portanto, seja criativo mas não jogue o data show fora.
O Ensino Bíblico é sério mas não carrancudo. Quando for adequado proponha algumas brincadeiras coletivas mesmo em classes de adultos. Tenha o cuidado de escolher tais brincadeiras respeitando a santidade, as limitações da pessoas e a valorização do próximo.
A aplicação do tema da lição na vida pessoal é de importância fundamental. A Bíblia é para ser vivida, o cristianismo é realmente simples porque é prático. De nada adianta mostrar erudição no ensino se a reflexão não produz resultado prático na vida dos alunos. Existem inclusive classes que são resistentes a reflexão mais crítica, o que não é bom para a classe pois isso não gera crescimento. Nesse caso talvez você não seja o professor adequado para tal classe, mas em outra faça diferença.
De qualquer forma com reflexão critica ou não devemos aplicar o que aprendemos no contexto de vida Familiar, Espiritual, Profissional, Estudantil, Afetivo, Social e da Mordomia e Testemunho Cristãos.
Fique claro que quando falo de reflexão critica me refiro ao ato de pensar e avaliar nosso fazer para verificar onde nos adequamos às Escrituras e onde precisamos melhorar. Se nós entendemos que somos perfeitos e que nada deve ser analisado e pesado em nosso viver cristão, estamos agindo meramente como cristãos nominais e não como aqueles que não se conformam com esse mundo. Lembremos que a conformação com o mundo pode estar disfarçada de piedade por isso é necessária a atitude de auto avaliação constante e de encorajamento entre irmãos. Quanto ao perdão de pecados é outro assunto e deve ser pedido somente a Deus ou ao irmão que ofendemos.
Orar uns pelos outros faz parte das atividades da Escola Bíblica Dominical. É importantíssimo quando lembramos das necessidades uns dos outros e oramos constantemente para que Deus nos abençoe. O professor de EBD deve dedicar um período para essa atividade visando a comunhão e o apoio espiritual entre os irmãos. É importante orar mas evitar comentários sobre os problemas do próximo, pois se fazemos o bem mas nos gabamos dele, estamos querendo recompensar a nós mesmos e não receber as bênçãos de Deus.


Bibliografia e Webgrafia



Bíblia Sagrada. Tradução Brasileira. São Paulo: SBB, 2011.
PRICE, J.M. A Pedagogia de Jesus. Rio de Janeiro: JUERP, 1980.
Dicionário Priberam da Lingua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/ acesso: 14/09/2011
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. São Paulo: Positivo,2009.
HAIDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. São Paulo: Ática, 2003.
Wikipedia. Burocracia. Disponivel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Burocracia acesso: 14/09/2011


Formulário para Plano de Aula

da Escola Bíblica Dominical





  1. Tema da Lição:______________________________________________________
  2. Textos Bíblicos da Lição: _____________________________________________ __________________________________________________________________
  3. Resumo Lógico da Lição: ____________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  4. Perguntas dialógicas (Sobre Valores, Doutrina, Mandamentos, Promessas e Dificuldades Bíblicas) _____________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________________
  5. Recursos Didáticos ________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________
  6. Aplicação para a Vida (Familiar, Espiritual, Profissional, Estudantil, Afetiva, Mordomia) _________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  7. Motivos de Oração: _______________________________________________ ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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