22/03/2011

O Falso domínio próprio

“Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.” (Galatas 5:22-23)

Os frutos do Espírito são distintivos do cristão. Mas, é triste, como um sinal de fé e absolvição em Cristo pode se tornar um instrumento de julgamento temerário. Há até alguns que vociferam do púlpito aparentando uma santidade que não têm. A santidade hoje em dia, virou sinônimo de status nos meios eclesiásticos evangélicos que se tornam cada vez mais clericais.

Temos fruto do Espírito se somos de Cristo, é essencial. Mas se falhamos é a carne que milita em nós contra o Espírito. Falhas acontecem por nossa fraqueza, mas a força de Deus não nos deixa caídos. Se Deus é poderoso para nos erguer na queda, porque damos ouvidos aos julgadores que só tem poder de derrubar? Nenhum crente é mais santo do que outro por posição ou por suposição. Não existe mais santidade ou menos santidade. Quem é santo é santo, ou melhor, santificado, sem metros ou medidas humanas mas pela misericórdia de Deus.

Não fique prostrado se um "santarrão" apontou o seu erro. Siga em frente em santidade pois outros santarrões aparecerão, mas o Santo dos Santos nos justifica e nos orienta a viver em santidade, mesmo que o status de santo pareça propriedade de alguns convencidos.

Todo convertido é santo. Santidade é mais do que um processo, é um modo de vida. Chegar à medida da estatura de Cristo é o nosso alvo e nos esforçamos para isso. Mas com certeza, ninguém, por mais correto ou esforçado chegou a preencher a medida por si mesmo. Tendo a santidade como estilo de vida é Deus que nos justifica e faz transbordar toda medida, enquanto outros, vazios, vivem medindo a santidade alheia.