07/01/2011

Inimigos internos da igreja

Não penso no Apocalipse como algo totalmente futuro como alguns preferem. O Apocalipse fala de coisas que se repetem na história da igreja, nos alerta sobre elas, e nos mostra o cuidado de Deus em meio às dificuldades. Esta semana,uma colega de trabalho pediu ajuda para entender melhor o Apocalipse, chegamos a conversar sobre as sete igrejas da Ásia e vimos a atualidade do texto.

O que chamou muito a atenção foram os grupos que lutavam pelo poder dentro da igreja. A igreja deve ser uma irmandade e não domínio de ninguém, mas ainda hoje os grupos são os mesmos, vejamos:
1 - Os nicolaitas.
2 - Os judaizantes.
3 - Os prostitutos cultuais.
4 - Os indiferentes.

Os nicolaitas eram um grupo que defendia a hierarquia na igreja onde um seria superior a outro e deveria estar submisso a autoridades eclesiásticas. Pastores deixariam de ser crentes comuns com uma função específica para tornarem-se um grupo seleto e hierarquizado. Muitas igrejas tem pricipios em comum com os nicolaitas, mesmo que sejam condenados por Deus.

Os batistas costumam dizer-se democráticos, mas a manipulação nicolaita tem seduzido muitos pastores, pois os ganhos são atraentes. Dentro desse desejo de domínio surgem associações corporativistas dentro da denominação que juntam indivíduos sob alegação da defesa de uma ética oficial que ninguém sabe qual é.

Uma dessas associações já moveu açao para ser considerada conselho de fiscalização profissional, numa afronta clara ao principio de separação entre igreja e Estado, mas poucos sabem dessa história. Isto não é a mesma intenção dos nicolaitas? Precisamos ser menos passivos e defender individualmente nossa fé. Não deixemos a defesa da fé na mão de ninguém. É responsabilidade de todos.

Outro grupo eram os judaizantes que desejavam prender os cristãos aos costumes judeus. Julgavam ter prioridade perante Deus por se acharem melhor do que outros, até mesmo mais bem nascidos. Isso é comum em igrejas evangélicas onde grupos familiares dominam, ou grupo de pessoas com mais posses, ou mesmo grupos políticos, de profissionais influentes, etc. Tais grupos são radicais nas suas opiniões mas gostam de ser tratados com parcimonia. Você já viu algum grupo parecido em sua igreja?

Outro grupo ainda deve ser pior, os prostitutos cultuais. Prostituição, na Bíblia, está ligado ao ato de abandonar a sã doutrina. Quantas igrejas são divididas por infidelidade doutrinária de grupos internos que se disseminam levando outros após si? Não precisamos dar muitos exemplos pois eles são bem conhecidos na mídia.

Mas o pior grupo de todos são os indiferentes, aqueles que não são frios nem quentes. Tais pessoas deixam tudo correr. Eles pensam que não são responsáveis pela igreja e deixam que outros a dirijam a seu bel prazer. Submetem-se a homens e não a Deus. Apocalipse nos diz que tais pessoas serão vomitadas pois seu comportamento é intragável para Deus.

Todos estes grupos representados no apocalipse estão presentes na igreja de hoje. É até possível que, pela nossa pecaminosidade, vez por outra vaguemos entre tais grupos seduzidos pelos apelos do poder dentro da igreja. Não se condene se você numa retrospectiva de vida cristã se encontre entre um grupo ou outro. O mais importante é reconhecermos o erro e não cairmos mais nele.

Todos nós podemos agir involuntáriamente como nicolaitas, judaizantes, prostitutos cultuais ou indiferentes. O grande problema é quando nos postamos como exemplo de atitude de governo, não nos arrependemos e levamos a igreja a fazer a nossa vontade pessoal, ou de nossa elite, e não a vontade de Deus que é boa perfeita e agradável para todos. Recomendo a leitura das cartas as sete igrejas da Ásia em Apocalipse 2 e 3.

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