21/05/2010

Vida de Plástico ou Miojo genético.

Os jornais anunciavam com alarde hoje pela manhã "Cientista cria vida artificial", pensei: Será alguma coisa de plástico? Deveria ser, afinal, o grande problema não é manipular a genética, pois já fazem isso há algum tempo em vários ramos de conhecimento biológico, o mais difícil é criar vida do nada ou de elementos inorgânicos. Foi exatamente o mais fácil que o tal cientista, pretensioso, fez. Colocou até seu nome no DNA MODIFICADO, mas não criou vida artificial, pois para isso deveria usar elementos sem vida como matéria prima. A justificativa que usa para denominar sua conquista de "artificial" é o fato do projeto ter sido calculado em computador. O feijão, o arroz, a carne e tudo mais que consumimos passam por vários processos computacionais, mas isso não os torna totalmente artificiais. Talvez algo do nosso dia-a-dia mais próximo do invento do cientista seja o miojo pela sua forma de fabricação.

 

O livro de Jó registra: "Então Jó respondeu, dizendo: Na verdade sei que assim é; porque, como se justificaria o homem para com Deus?" Jô 9.1-2

 

Jó não era pretencioso, se continuarmos lendo o texto vemos que ele reconhece a soberania de Deus na criação. A vida de Jó foi de fartura e miséria material, mas espiritualmente sempre foi rico. Digo mais, a vida de Jó nunca foi artificial, pois ele acreditava no Senhor da vida. E vivendo com Deus Jó chega a dizer no final do livro que relata sua história – "Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem" (Jó 42.5).

 

Como é nossa vida? Algo que manipulamos e registramos e dizemos que possuímos em nossa vã "grandeza"? Ou vivemos em novidade de vida, com Cristo ao nosso lado, reconhecendo o senhorio de Deus e fazendo Sua vontade?

 

Oremos para que Deus nos faça menos pretensiosos e mais fiéis à Sua Palavra que é muito melhor do que mero marqueting.