31/05/2010

Ministério Pastoral como profissão.

Surge um debate sobre a regulamentação do ministério pastoral como profissão. Já escrevi algo sobre esse assunto anteriormente [1] [2], por isso vou me ater ao detalhe salarial somente, pois é o deflagador da discussão na sociedade secular.


Realmente o ministério pastoral, bem como outros ministérios da igreja, não devem ser considerados como profissão, e há vários argumentos bíblicos para justificar isso como o direito, ou melhor, a consciência cristã da igreja para o sustento pastoral, daquele que trabalha na obra de Deus, mas na defesa do ministério pastoral alguns pastores colocam a lei na frente da Bíblia, fazendo o contrário do que desejam.


Alguns pastores acabam argumentando, em defesa pública na mídia, que o salário do pastor presidente deve ser diferenciado pois ele responde legalmente com seus próprios bens pela igreja baseando-se no direito civil e, obviamente, alguém um pouco mais perspicaz encontra uma suposta justificativa para a regulamentação devido à ligação atribuida à função pastoral com o direito civil.


Respeitosamente: o pastor não responde com seus bens por ser pastor mas por ser presidente da igreja. São coisas diferentes e que podem, hipotéticamente, ser desatreladas no sentido legal. A função de presidente não é remunerada.


Não devemos buscar justificativa para o salário pastoral no código civil, mas sim na Bíblia, pois do contrário damos argumento aos mundanos para interferirem na igreja, contra os princípios de não intervenção igreja-Estado.


Que Deus nos abençoe com sabedoria nos diálogos quanto a esse assunto polêmico.