30/05/2010

Brechó espiritual

Alguns anos atrás a Midia Patrocinada anunciava que o mercado evangélico era o que mais crescia no Brasil. Investiram seu marketing nas igrejas dando espaço privilegiado a alguns pastores em programas religiosos e em notícias positivas. Não demorou para descobrirem algo que transformou seu interesse pelos evangélicos: "cristão só compra de cristão".

Os produtos que tentavam empurrar para os crentes não vendiam porque desejavamos saber se o produto foi produzido por alguem que servisse a Deus. Com essa estratégia fracassada, abandonaram o nicho mercadológico evangélico e procuraram outros mais atraentes.

Seguindo a investida de marketing nos evangélicos procuraram outro mercado. Começaram a anunciar o mercado gay. Descobriram que este grupo social gasta muito e não tem escripulosos religiosos na escolha de seus fornecedores. Esse foi um direcionamento de marketing que deu certo.

Atualmente a mídia patrocinada trava uma guerra entre os princípios cristãos, que não conseguiram comercializar facilmente – embora alguns falsos pastores façam isso – e os grupos de orientação sexual contrária à Bíblia. Afinal, um dos grandes apelos da propaganda está nos "instintos" humanos, como a maternidade, o reconhecimento, a vaidade, e neste caso específico, na sexualidade.

A mídia patrocinada não se preocupa com pessoas mas sim com o lucro que aferem delas. Onde está a diferença entre os grandes complexos de comunicação e os falsos pastores? Nenhuma. Ambos querem apenas o lucro e criam formas de fomentar este lucro em redes intrincadas de notícias patrocinadas, merchandising, propaganda e influência em órgãos governamentais.

Há pastores ainda que se dão ao trabalho de participar de "programas de debate" que visam a promoção das idéias conveniêntes ao seu público consumidor. Pastores, não percam tempo com isso! Crentes, não percam tempo repondendo à mídia patrocinada, pois declaradamente querem envergonhar o evangelho.

Veja o que diz Ezequiel sobre Satanás:  Na multiplicação do teu comércio se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus, e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. É interessante notar o termo comércio que alguns dizem não significar literalmente o ato de comerciar, mas acredito que seja figuradamente o ato de "comerciar o mal".

Quando a midia patrocinada comercia, faz com que as pessoas se ufanem como Satanás e se voltem contra Deus. Sem oposição a Deus a mídia não tem lucro pois há muitas pessoas dispostas a gastar para fazer o que é contrário à Palavra de Deus. Aqueles que sustentam falsos pastores também fazem isso. Alguns porque estão iludidos pela aparência de santidade, e logo que percebem o engano procuram igrejas sérias, mas há outros que simplesmente consomem no mercado da falsa religião.

Nem a mídia patrocinada nem os falsos pastores estão preocupados com pessoas individualmente, mas apenas com a massa consumidora. Deus é diferente, Ele se preocupa com o ser humano individualmente pois nos concede o direito individual do livre arbítrio em aceitá-lo como salvador. Deus não nos trata como a mídia de massa que descaracteriza o homem para que todos queiram comprar a mesma mercadoria. Deus quer uma experiência individual e insubstituível com você e comigo.

Nós precisamos da experiência incomum, insubstituível e gratuita com Deus. A Salvação é um presente para quem crê, não precisamos pertencer a nenhum nicho de mercado para que Deus atenda nosso pedido por perdão e Salvação.

Oremos para que não transformemos nossa vida em nicho de mercado que é manipulado pelo engano e que paga muito caro para adquirir ninharias.


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