11/02/2010

Zelando pela Casa de Deus

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Hoje é dia do zelador. Parabéns a todos os zeladores de igreja! O zelador da IBI é o Artur Teófilo caricaturado ao lado com carinho. Teófilo, aliás, significa amigo de Deus.

É comum lembrarmos de todos que tem atividade na igreja, e até esquecer de agradecer ao zelador. Parece que é figura menos importante para alguns, tanto que em algumas igrejas cita-se o zelador como exemplo de pessoa de menor escalão, num tremendo erro e inversão de valores cristãos, pois o que tem mais valor entre nós é aquele que serve e não os que são servidos.

Criaram o título de levitas para os músicos dando a eles o status de pessoas especialmente separadas em toda igreja, numa alusão ao Antigo Testamento (Números 8.14), esquecendo que em Cristo somos todos iguais (1 Coríntios 12.13 ), e esquecendo que os levitas não eram só cantores (Numeros 8.24-26), e ainda que eram uma tribo de Israel com descendencia em Levi. Como um músico gentio pode-se dizer levita? Somente se for para autopromoção, pois tal palavra não condiz com a verdade.

Os levitas faziam o serviço da tenda da congregação, só eles tinham acesso às coisas sagradas do templo, portanto cantavam, sacrificavam, varriam o chão, limpavam os utensílios de culto, mantinham tudo arrumado, conforme o seu turno, isto é, cada um a seu tempo numa espécie de escala de serviço (2 Cronicas 31.2). Será que os músicos que se dizem levitas deixariam de cantar, gravar Cds, ou tocar por alguns meses para fazer o serviço do zelador? Penso que não. O serviço do zelador não aparece, às vezes aparece até sua falha ou esquecimento, ninguém enche um estádio de futebol para ver um zelador cuidando de uma igreja – mas os shows gospel de alegados "levitas" arrebanham multidões.

O trabalho dos levitas era pesado, manual. Tinham, por exemplo, que degolar animais em holocausto o que exigia certo esforço. O trabalho era tão pesado que aos cinquenta anos deixavam as atividades de zelador, ou ministério (serviço), para apenas orientar os mais novos no exercício de seus encargos (Números 8.24-26).

Queremos nesse dia manifestar nossa apreciação ao trabalho dos zeladores e reforçar que o maior entre nós é o que serve ao seu próximo, da forma mais simples e humilde. Lembremos também de tantos irmãos que sem a função de zeladores exercem funções correlatas voluntáriamente, sem aplausos, como cozinhar para nossas confraternizações, ornamentar a igreja para deixar o ambiente agradável para o culto, e muitas outras tarefas importantes que simplesmente ignoramos por nossa arrogância, mesmo que não intencional.

Que Deus nos abençoe fazendo-nos refletir sobre a importância de cada um na obra de Deus. Que o princípio do Sacerdócio Universal dos Crentes seja vivido, e que não nos apossemos de títulação ou descendência que não nos pertence, mas que sigamos o exemplo dos que servem a Deus com humildade e diligência.