14/02/2010

Será que vale a pena?

Ouvir!


Disse Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. Mateus 11.29-30 (ARA)


Durante a sexta feira de carnaval, vi alguém carregando um fardo pesado de materiais para confecção de fantasias. Parece que a pessoa estava atrasada nos seus preparos para a festa da carne, mas isso não interessa. Quero discorrer sobre uma fala desta pessoa ao ser interrogada sobre o fardo pesado que carregava: “No carnaval vale tudo”. Será que vale mesmo?

Durante a festa da carne pessoas carregam fardos pesados que podem ser fantasias que apenas enfeitam o horrendo fardo do pecado. Bebedeiras, drogas, sexo livre, adultério, violência, são apenas algumas facetas do fardo pecaminoso. Nem sempre os resultados do pecado são visíveis à primeira vista, mas essa é uma característica do pecado – vai vagarosamente minando seu carregador até a morte.

O pecado satisfaz os desejos carnais, objetivo do carnaval, e enfraquece o espírito deixando-o suscetível à morte eterna. O fardo do pecado não permite que seu carregador perceba que precisa de alimento espiritual, até endurece o coração negando que necessita de Deus. Poderíamos chamar isso de anorexia espiritual.

Para o Diabo só interessa nos distrair até a morte eterna para que fiquemos tão condenados quanto ele. Já reparou como os pecadores contumazes têm aversão a pessoas com valores cristãos? A Bíblia diz que não há comunhão da luz com as trevas. Deus é luz e não convive com o pecado.

Deus também é amor. Enviou seu Filho para nos salvar. Ele não prometeu que nos deixaria sem nenhum fardo, mas que nos daria um fardo leve se aceitarmos a Jesus como Salvador.

Ser verdadeiramente livre não é pensar que não servimos a ninguém. Ser verdadeiramente livre é poder escolher a quem servir, pois sempre servimos a alguém. O Diabo se impõe aos que não servem a Deus instigando nossa natureza desobediente e pecaminosa. Deus nos convida a segui-lo e nos oferece a liberdade verdadeira.

Há um samba que diz “Vai manter a tradição. Vai meu bloco de tristeza e pé no chão” – talvez seja o único verso no cancioneiro nacional que traduza a realidade triste da satisfação à carne que se consome.

Ora, se a carne é perecível seu objetivo natural é perecer. Se o espírito é eterno seu objetivo natural é permanecer, mas onde nosso espírito irá permanecer? Com Deus servindo-o eternamente? Ou com o Diabo e seus anjos rebeldes? Depende da escolha verdadeira, baseada no arrependimento e aceitação do Senhorio de Cristo em nossas vidas a definição de qual será a nossa companhia na eternidade. Servindo à carne perecível teremos companhia daquele que é corrupto eternamente: o Diabo. Servindo ao Espírito de Deus teremos a companhia do Senhor da Vida: Jesus Cristo.

Quando passar para a vida além tenha certeza de estar em boa companhia, aceite a Jesus. Não perca seu tempo com companheiros de copo ou de farra que não agüentam nem o próprio fardo, mas que desejam arrasta-los para o mesmo abismo. O fardo de Jesus é leve, seu jugo é suave, e nos garante a Salvação.