19/08/2009

UM DIA DEIXAREMOS ESTE DESERTO

Hoje estava estudando o capítulo 7 do livro de Apocalipse e, de repente, me lembrei de como este mundo sem Deus, governado por Satanás, tem sido comparado na Bíblia com um deserto e como um deserto significa sofrimentos extremos. Uma pessoa no deserto tem o calor intenso do sol causticante, não tem água sem a qual a vida se vai rapidamente, tem calmarias que fazem com que o calor se multiplique intensamente deixando queimaduras sobre o corpo, tem lágrimas de tristeza e aflição, não tem direção, não tem quem consiga salvá-la mesmo que exista um grande número de iguais, pois todos estarão na mesma situação.

De fato este mundo é um deserto. O calor do inferno aquece este mundo e as pessoas sofrem sem pensar nisso; a presença do Espírito Santo nestes últimos tempos rareia cada vez mais e isto faz com que o seu sopro cada vez console menos a humanidade; a individualidade cresce na mesma proporção que a iniqüidade e cada vez encontramos menos possibilidade de alento em irmãos em Cristo, já que a apostasia se espalha rapidamente pelos arraiais daqueles que poderiam, pela sua presença como templos do Espírito Santo, ajudar a minimizar o sofrimento de irmãos em Cristo de um modo geral.

Sofredores correm atrás de miragens, verdadeiras fantasias produzidas em mentes cansadas, embrutecidas, tresloucadas, que se apresentam como supostos oásis que poderiam aliviar o sofrimento e fazer estacionar nesta imensidão sem Deus, criando uma estranha sensação de engano pessoal e desejo de se apegar mais ainda ao deserto.

Um deserto repleto de ladrões e salteadores que se aproveitam dos sofredores e lhes apresentam fel como se fosse água e que roubam as poucas esperanças de corações ansiosos, doloridos, perdidos, desejosos de algo que não sabem o que.

Em meio a este deserto um povo desprezado, zombado, perseguido, caminha um rumo que parece não levar a lugar nenhum. Curiosos observam sem compreender porque este povo continua marchando sem titubear em direção ao nada ao invés de marchar em direção às miragens que atraem a tantos. O que este povo estaria vendo e com que estaria vendo? Quem os estaria conduzindo com tanta precisão? Alguma força? Alguma voz que somente eles escutam? Alguém que sabe o caminho mas que não se pode ver?

É exatamente isto. Este povo é o povo de Deus que segue em direção à cidade celestial que só pode ser vista com os olhos da fé em Jesus Cristo; é o povo de Deus que é conduzido pelo Espírito de Deus que atua ensinando a ver o “mapa” que Ele mesmo produziu inspirando servos de Deus que no passado fizeram a mesma jornada e deixaram o caminho registrado para todo aquele que confiasse nas Escrituras; é o povo que prossegue recebendo a força, o poder do Espírito de Deus que os impulsiona para a frente e que os sustenta no caminho; é o povo que é conduzido pelo bom Pastor, pelo Cordeiro de Deus que continuará nos apascentando por toda a eternidade.

Mas não estará nos apascentando em um deserto. Estará nos apascentando para sempre quando estivermos à sombra de Deus, caminhando sempre em direção às águas da vida. Quando estaremos fora deste deserto.

Que tal fazermos o possível e o impossível para que pessoas se juntem a nós e se coloquem nesta caminhada rumo à cidade celestial entregando-se ao Cordeiro de Deus?