29/06/2009

Devemos guardar o sábado 2?

Após a postagem "Devemos guardar o sábado?" recebi um comentário meio indignado que tinha as seguintes premissas:
– Devemos guardar o Sábado, pois ele não foi perdido
– Dizer que o sábado original foi perdido seria chamar Deus de desorganizado
– Recomendação para pesquisar evitando sofismas
– As referências para um mesmo sábado desde a criação dadas pelo autor são: Enciclopédia Britânica 11a edição vol IV pág,988 art. "calendário" e tese doutoral de Samuelle Bacchiochi, Pontifical Gregorian University, press 1977."
Vamos considerar cada premissa para validar o comentário.
Quanto ao "sábado não foi perdido" desde a criação, possivelmente. Mas defendo que não podemos saber qual é o verdadeiro sábado somente. Alegações de um sábado exato é mais baseado em doutrinas estranhas como dos adventistas, defendidas por Hellen G. White entre outros, que se julgaram profetas com autoridade semelhante à bíblica, do que na Bíblia exatamente. Assim como defendem ardorosamente a guarda do sábado talvez defendam que a segunda vinda de cristo foi no século passado, o que é blasfêmia. Lembremos que para os judeus ninguém trabalhava para eles no sábado, ao passo que muitos adventistas folgam e vão à igreja enquanto seus funcionários trabalham.
Dizer que o fato de não conhecermos qual é sequencialmente o verdadeiro sábado, implica que chamamos Deus de desorganizado, é argumento falaz e muito usado por sofistas, pois não há lógica em dizer que pelo fato do homem desconhecer ou perder alguma coisa, Deus também o faça assim. Fazendo uma comparação tão absurda quanto o sofisma do comentarista poderíamos dizer: "O meu cachorro não fala, logo eu não falo".
Alegar artigos ciêntificos para defender pressupostos teológicos é, na minha opinião, um sofisma. Pois a Bíblia não é um livro de ciência, e a ciência muda a cada momento, inclusive motivada por pesquisas encomendadas por nichos de mercado. A Bíblia é um livro de fé, e sua Palavra não passará nem poderá ser acrescentada, devemos usa-la desta forma e não apelando para argumentos e "teses" com potencial altamente transitório, ou em escritos de pretensas profetas de determinadas seitas cristãs não ortodoxas.
Deveríamos ter menos paixão por doutrinas secundárias e mesmo farisaicas, abandonar escritos paralelos, de ciência transitória, ou tradições que pretendam autoridade semelhante à Bíblia para nos ater à uma vida de fidelidade a Cristo e sua Palavra e não a coisas que alguém "muito iluminado", "muito douto" ou "muito ungido" disse com pretensa alegação de verdade.