18/04/2009

Todos são Homoafetivos?

Calma! Isso não é defesa de práticas sexuais condenadas pela Bíblia! O termo homoafetivo está sendo “recomendado” até por autoridades e muitos tem considerado isso um tipo de patrulhamento ideológico. A questão da sexualidade ganhou status de ideologia. Vamos analisar a palavra homoafetivo para saber se realmente define o referido. O prefixo homo, siginifica igual, afetivo é isso mesmo que você entendeu. Ser homoafetivo é ter relações de afeto com pessoas iguais, ou de mesmo sexo. Afeto não tem nada haver com sexo puramente, pois o sexo pode ser praticado sem nenhum afeto. Sexo pode ser praticado por mero divertimento usando-se o corpo de uma pessoa desprezando sua condição humana, como acontece com as prostitutas, ou mesmo muitas meninas e meninos de família que encontram a pessoa errada para se relacionar. O homem terá afeto por pessoas do mesmo sexo como seu pai, seu irmão, seu filho, seu avô, seu sogro, pela criança que é seu aluno na escola, mas nunca praticará sexo com eles, pois isso seria uma aberração. A mesma premissa vale para as mulheres. Aliás, estendendo o conceito, todos somos hetero e homoafetivos ao mesmo tempo, portanto tal terminologia partidária é imprópria com a natureza do afeto, que não se restringe a descrição de um grupo com preferências definidas, sejam elas de natureza sexual, religiosa ou qualquer outra. A Bíblia não é contra a afetividade, antes ela a enfatiza sem sectarismo, trazendo para o campo do Amor transcendente e humanamente igualitário sem alusão sexual:
" Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses" Mar 12:30-31
Você só tem relacionamentos afetivos ou de amor verdadeiro se coloca Deus acima de tudo e respeita a si mesmo. Mas o sexo não envolve afeto? Envolve, mas não podemos resumir afeto a relações sexuais, pois a afeição é de âmbito genérico, alcança um número indefinido de relações entre os seres humanos como a amizade, a solidariedade, o amor, ou até, infelizmente de maneira negadora do afeto, frutos da carne opostos a isso. Vemos que em sua maior parte o afeto não é demonstrado de forma sexual, pois o demonstramos, ou deveríamos demonstrar, com todas as pessoas que nos relacionamos durante o dia sem manter intercurso sexual com todas, excetuando-se, claro, aqueles submetidos à escravidão sexual, que é ilegal, mas sob certo foco, socialmente tolerada. A escravidão sexual, aliás, pode ser imposta pela escravidão violenta ou aceita por submissão voluntária e pessoal, consensual. Há heterossexuais escravizados ao sexo como também há sodomitas, termo bíblico este. Será que tentarão também fazer a versão bíblica “politicamente correta”? Criticam tanto os católicos por criarem um índex de livros proibidos na Idade Média e criam seu próprio índex de palavras “politicamente corretas” no século XXI. Este é o novo paradigma humanista que diz abandonar o mecanicismo, que acusavam de definir regras para funcionamento das coisas de maneira muito exata e ciêntífica, mas que cria seus mecanismos de supressão da palavra, para favorecer ideologias com terminologia de sentido vazio e impreciso para definir o que tentam esconder. Na verdade, dizem querer se afirmar mas têm medo até de definir corretamente o que são.