15/03/2009

O Aborto

foto: Lea Csontos - Hungria

Sou fruto de uma relação humana
Que desumana se torna por falta de amor.
Relação que emana semente
Mas muda o que sente
Se o fruto que brota cresce inocente.

As promessas e juras
Viram mentiras e injúrias
De quem busca a “cura”
De falsa ferida de amor.
E mesmo impura, reconhecendo loucura
Justifica sem dó
O assassínio injusto
Que encontra robusto carrasco
Que é um fracassado fiasco
O tal abortador.

O tempo não volta
Portanto denota
Que uma decisão em pauta
Não pode acabar egoísta
Machista e Feminista
No lixo do hospital ou do quintal.

Pois "ela" sempre se volta
Mesmo cansada e torta
Ao sair pela porta
Pensando nos brinquedos que compraria
E nas travessuras que faria
Lamentando o que eu poderia ser.