02/03/2009

Educação Anti-cristã

De Meus Desenhos
Pro 11:14 Quando não há sábia direção, o povo cai; mas na multidão de conselheiros há segurança. Quando era membro da Igreja Batista em Icaraí, eu achava que o Pr Delcir de Souza Lima, pastor emérito daquela igreja, às vezes exagerava ao falar dos comunistas do Brasil. Achava que os esquerdistas não eram tão ameaçadores como ele dizia, e apesar de respeitá-lo como Pastor Emérito daquela igreja, e grande teólogo que é, prestava mais atenção aos outros detalhes de seu sermão e não de atentava tanto a isso, talvez porque na minha ignorância o julgasse meio preconceituoso. Como muitas vezes, em discussões quando ele foi meu professor no Seminário, a sabedoria deste mestre foi se descortinando aos poucos e hoje vejo que tem razão. O tolo era eu em pensar que "as coisas não são bem assim". Julio Severo publica em seu blog um texto de interesse cristão e para qualquer cidadão que mostra a hipocrisia desses falsos "libertadores da revolução". Uma coisa que me chamou atenção no texto foi a citação muito real e gritante que "ensino superior no Brasil, público e privado" é "mero aparelho ideológico da esquerda". Isso me chamou atenção pelo meu interesse pela educação com valores cristãos. É estranha a quase que exclusividade, ou pelo menos proeminência de esquerdistas, comunistas, ateus e outros que afrontam as tradições sadias da sociedade nas universidades. A lei que rege o concurso público permite que se façam restrições para definir o tipo de profissional a ser contratado com a finalidade de garantir qualidade ao serviço, podendo-se definir os cursos que um professor deve ter para assumir tal cargo. Devido a grande possibilidade de combinações entre cursos e pós graduações, mestrados e doutorados específicos, uma vaga muito bem filtrada em edital pode ser cabível a apenas uma única pessoa que tenha aqueles cursos específicos em sua vida acadêmica especial e particular. É uma possibilidade lógica de que apenas um candidato possa preencher as características, estabelecidas restritivamente em Edital, para o cargo de professor mesmo que muitos outros tenham nota maior do que ele. O fato disso ocorrer é apenas uma coincidência, claro, mas penso que deveria-se fazer uma avaliação, comparando-se dados do MEC e dos Editais, para saber com que frequência de probabilidade este fato ocorre. Talvez com a resposta séria dessa pesquisa possamos discutir melhor o mérito e a qualidade de nossos acadêmicos e não só com títulos honoríficos. Como estudante que passou por universidades públicas e particulares digo que não há diferença no ensino entre os professores das mesmas, até porque geralmente são os mesmos indivíduos que dão aulas em ambas. Há diferença, sim, no corpo de alunos. Os alunos de uma faculdade pública são filtrados entre os melhores estudantes do país, através de disputadíssimo vestibular, muitos dos louros alçados pelas faculdades devem-se a essa "seleção natural", termo que adoram, e não a excelência do ensino, visto que em muitas faculdades públicas faltam até aulas e suas instalações estão aos pedaços ou precárias. Ao passo que as faculdades particulares são formadas em geral, por trabalhadores que pagam com suor o seu curso, e que não podem cursar uma faculdade pública pois o tipo de organização das mesmas torna inviável o estudo para o trabalhador, pois incluem horários, ou atividades extra, ou integrais desnecessárias e inflexíveis, impossíveis de ser acompanhados por quem trabalha. Há também aqueles que não se interessam ou tem pouca tendência ou prazer em estudar e que buscam essa opção, como também há alunos com boas condições financeiras e intelectuais que o buscam por outros motivos, sejam familiares, proximidade de casa, etc. Mas devido à seleção criteriosa dos mais capacitados no vestibular a universidade pública leva vantagem até mesmo sem esforço. Será que a faculdade pública serve realmente ao povo ou a uma elite muito específica com um tipo de pensamento específico e que deseja doutrinar uma nação com suas idéias? Note que não teci acusações, apenas questionamentos dos quais o bom acadêmico jamais se sentirá ofendido de ser questionado. Aliás, terá prazer em mostrar com raciocínio lógico e provas documentais, provadas e aprovadas por várias instituições de avaliação idôneas e imparciais,a sua capacidade, e não com meros "manifestos" escondidos por trás de títulos que só servem para mostrar que não têm nada para dizer.
De Meus Desenhos
Isso deixa uma lição para nós cristãos que estudamos e nos curvamos a esse tipo de doutrinador: Sejamos fiéis a Cristo e não a qualquer teórico de lugar comum com ares de intelectual, pois há muitos jovens que são seduzidos pelas suas idéias e as trazem para o meio da igreja, especialmente no campo das artes. Para citar um exemplo dentre tantos modismos que vem daí, temos a dança na igreja que foi introduzida por pessoas com formação artística secular misturada com eclesiástica, sem as saberem discernir e separar. Os conceitos de dança na igreja são recheados de conceitos da dançarina pagã Isadora Duncan que pesquisou a adoração a Baco o deus do vinho e das orgias greco-romanas para estabelecer seus conceitos teóricos sobre dança que muitos levam para a igreja. Não quero ofender aos que dançam na igreja pois até em minha igreja atual há essa manifestação (com a qual não concordo) mas nem por isso devo contradizer a Bíblia em favor de um conceito pagão. Concluo que é necessário que se reverta essa situação, que os cristãos não se deixem mais ridicularizar e diminuir nos meios acadêmicos, mas que mostremos nosso valor como agentes que transformam a sociedade não só com o conhecimento humano e profissional mas também com o testemunho de Cristo. Abre-se uma nova frente de ação para os cristãos: ser acadêmicos de valor com Jesus no coração e não com as teorias intelectualóides que permeiam nosso meio acadêmico. Que Deus nos ajude nessa tarefa.