04/02/2009

Confiando nas promessas de Deus

Gênesis 50:25 E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui.

É comum que as pessoas tenham dificuldades para acreditar e esperar em promessas, especialmente em nosso Brasil, onde há muitos prometedores politiqueiros que usam até o nome de Deus mas que dificilmente cumprem suas promessas obrigando cada um a “se virar como pode”, a deixar tudo como está, a perder a esperança de mudanças, em fim perder a fé.

José sabia que o povo de Israel poderia perder a fé na promessa de Deus, embora o Senhor não seja politiqueiro, por isso ele fez um pedido que reforçava sua fé na promessa de Deus e que deveria ser lembrado pelo Povo de Deus. Ele pediu que quando o Senhor os tirasse do Egito, levassem seus ossos para serem sepultados na terra Prometida por Deus a Abraão.

Podemos ver nesse pequeno trecho que quem confia na promessa de Deus sabe que nada poderá impedi-la, vejamos:

- O poder humano não poderia impedir, e José sabia bem disso em sua própria história de vida. Quanta vez esteve perto de perder tudo, ou melhor, perdeu, e Deus lhe restituiu chegando a ser o homem mais importante no maior reino de sua época. José sabia que o mesmo Deus que levara seu povo para o Egito para livrá-lo da morte durante uma grande fome, pois o povo era ainda nômade ou semi-nômade e não tinha estruturas para enfrentar tal provação, além do mais, Faraó jamais receberia o Povo de Deus se não fosse em gratidão pelo livramento dado por Deus pelas mãos de José que previu e aprovisionou mantimento nos dias de fartura para os dias de penúria. O Deus que livrara o seu povo da força da natureza e da força de Faraó, não seria impedido por nenhum ser humano, por mais importante e poderoso que fosse.

- A distância e solidão também não podem impedir as promessas de Deus. José sabia que o povo tenderia a se acomodar, mas que não se pode acomodar a acordos com o homem ímpio. Fora da Terra Prometida, Israel era alguém sem posse, sem identidade de cidadão, entregue à própria sorte e aos possíveis caprichos e discriminações dos senhores da terra, como ocorreu posteriormente. Tiremos como lição de que por mais distantes que estejamos do cumprimento de promessas de Deus, nosso Senhor não está distante pois é onipresente e está conosco a cada momento vendo o que fazemos de bom e mal. Vamos viver como quem tem certeza de que o provedor está conosco mesmo que a promessa esteja além do horizonte.

- A morte e o mundo espiritual também não podem nos separar das promessas de Deus. Note que numa cultura onde havia técnicas sofisticadas de mumificação com intenção de perpetuar os mortos pela preservação de seu corpo, e conceder com isso algum benefício no porvir, José negou as práticas idolátricas dos Egípcios e disse que queria que o povo de Deus levasse seus ossos para Canaã. Isso significa que mesmo embalsamado como aponta o texto, este procedimento não foi feito com os requintes egípcios de preservação, provavelmente foi apenas um ato de perfumar o corpo, prepará-lo para suportar o tempo suficiente para ser chorado por todo o povo visto que se tratava de alguém extremamente querido tanto pelos judeus quanto por aquela geração de egípcios. José não se precipitava pois ele sabia que a morte e qualquer força espiritual não pode nos afastar do cumprimento das promessas de Deus e de sua Salvação. A morte tem nos preocupado? O mundo espiritual tem nos preocupado? Confiemos em Cristo pois ele está conosco para nos salvar seja qual for nossa situação perante a vida neste mundo.

- Outra coisa que a preocupação de José nos mostra é que o tempo, que para nós é inexorável, é impotente perante o Deus Eterno. Há quanto tempo esperamos por promessas? Algumas podem demorar mas certamente virão no momento certo, quando Deus quiser. A promessa mais importante não está sujeita ao tempo, que é a Salvação. Nós é que podemos adiar sua realização pela nossa desobediência em submeter-se a Jesus reconhecendo nossos pecados, e podemos também fazer com que ela ocorra imediatamente quando aceitamos a Cristo.

Que estas verdades nos confortem e nos despertem no servir a Deus: não há poder, distância, solidão, tempo, morte ou força espiritual que possa nos separar do amor de Deus.

Para terminar leia aqui o cântico de vitória escrito por Paulo muitos séculos depois e que confirmam a unidade da Bíblia e como Deus é fiel aos que têm fé.