05/02/2009

"Brasileiro é tão bonzinho..."

Pro 18:5 Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, nem privar o justo do seu direito. No mundo sem Deus quem age com justiça nunca é compreendido. Geralmente são taxados de maus por não quebrarem galho para ninguém. Ao passo que “os quebra galho” se vangloriam, de sua suposta bondade, conseguida com o “jeitinho brasileiro”, com a desobediência às normas que regem os padrões de conduta num grupo social. Geralmente os beneficiados não precisavam daquele benefício, ou poderiam consegui-lo pelos meios corretos, mas preferem “dar uma volta” nas regras para fazer o que outros não podem. No nosso dia a dia vivemos com estes dois tipos de pessoa, os que desejam burlar as regras para benefício particular e os que burlam as regras para se dizer “bonzinhos”. Outro dia fui interpelado preconceituosamente por cumprir regras, afinal, como pode ser que “um evangélico não ajude os outros, eu que não sou evangélico ajudo todo mundo”, repliquei que aquilo era discriminação e que muito mais pessoas eram ajudadas pela observação das normas do que pelo burlar politiqueiro – eram ajudados os usuários e os profissionais envolvidos no serviço, bem como a instituição é preservada de oportunismos e conflitos gerados quando um sabe que recebeu tratamento diferente do outro - , mas o espírito da desobediência que opera nos mundanos cega-os a ponto de não entender que ao burlar as regras para atender uma só pessoa cria-se problema para várias pessoas, mas quando seguimos as regras ajudamos de verdade as pessoas que realmente necessitam. É interessante destacar . com pesar, que muitos pastores, missionários, etc. pedem para que desobedeçamos as regras, pelo menos no meu lidar diário. Alguns depois de esclarecidos reconhecem e submetem-se aos padrões, outros agem como ímpios tentando dar um “jeitinho”. Isso é triste e desabonador aos ministros em questão. O “jeitinho” é a forma que o ímpio encontra de obter respeito, mesmo que precise mentir para manter seu procedimento. O que pede “jeitinho” também quer levar vantagem privando o justo que se submete aos padrões para exercício de seus direitos. Nós como cristãos não devemos agir como os ímpios em nosso trabalho, por mais que isso seja difícil, pois o provérbio bíblico é bem claro “Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, nem privar o justo do seu direito”. Será que queremos ser tão “bonzinhos” aos olhos dos outros que agimos como ímpios em nossas responsabilidades? Lembre-se que o espírito da desobediência não pode entender a bondade atrelada à justiça, tanto é que questionam até a bondade de Deus que salva os que aceitam a Jesus e condena os pecadores. Se Deus não escapa dessas filosofias baratas que buscam status de bondade comprado com a desobediência, porque nós cristãos não estaríamos sujeitos a mesma acusação? O mundo não compreende a bondade e a justiça porque não possui nem uma coisa nem outra, e nós cristãos, não devemos ter medo de assumir a justiça de Deus, sendo justos no dia a dia mesmo que outros exaltem a impiedade e condenem a justiça.