16/12/2008

Convivendo com corações fracos

Isa 41:6 um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse: Esforça-te. Durante o Período que estive no seminário um irmão que também cursava gostava muito de citar esse versículo, aliás, era muito apropriado a ele pois era uma pessoa ajudadora. Assim deve ser na igreja de Cristo, compartilhar, ajudar, procurar soluções, mas nem sempre tem sido. Alguns acham mais fácil esconder o problema como na história em quadrinhos acima outros tentam resolve-lo de forma fulminante dizendo cortar o mal pela raiz. Nenhuma das duas opções é a melhor, vejamos o exemplo de Jesus. Jesus sabia do coração traidor de Judas mas permitiu que estivesse entre os discípulos, não porque Jesus quisesse usar Judas para ser entregue a crucificação mas porque Jesus conhecia o coração dele e sabia que faria isso, penso até que expulsa-lo dentre os discípulos não demonstraria o amor e perdão que Jesus veio nos dar. Jesus não expulsou Judas porque já estava disposto a perdoa-lo mesmo sob traição, embora Judas não buscasse o perdão e seu último ato foi pior do que o primeiro. Talvez também Jesus com isso demonstrasse que o joio crescia em meio ao trigo e que não poderia ser arrancado fora da época sob risco de arrancar quem não se deveria. Jesus não escondeu o pecado de Judas mas deu-lhe oportunidade de aprender com Ele, talvez até de se restaurar, pois não acredito na predestinação fatalista de Judas, ao contrário, ele escolheu seu destino, mesmo sabendo disso Jesus não o envergonhou perante aqueles que eram a primeira igreja. Judas mesmo envergonhou seu nome, mas Jesus nunca fez isso. Quanto a discutir o assunto de sua morte, Jesus não escondeu de ninguém, falava sempre aos discípulos, e repreendia-os quando vinham com conselhos mundanos ou palavras falaciosas. Ele não proibia a discussão sobre um assunto mas discutia com fundamentação inabalável nas Escrituras. O que significa tudo isso? Problemas podem e devem ser discutidos com a igreja para que não se crie expectativas ou domínio injustos e para que possamos aprender a discutir como igreja e não como bêbados que sentam em mesas de bar, por outro lado, aquilo que pertence exclusivamente a um indivíduo deve ser preservado em silêncio pela liderança buscando reabilitar aquele irmão ao convívio da igreja, caso que só se exclui se tal irmão se mostrar totalmente desobediente à Palavra de Deus como orientação. Em todos os dois casos o versículo acima se aplica: ajudemos uns aos outros e tenhamos palavra de encorajamento baseadas na Bíblia Sagrada para vivermos como verdadeiros irmãos na caminhada cristã.
OBS: Clique na imagem da história em quadrinhos para vela ampliada.