06/11/2008

Pessoas que constroem a história

Mat 2:1 Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam:

Mat 2:2 Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.

Mat 2:3 O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;

Mat 2:4 e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo.

Mat 2:5 Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:

Mat 2:6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.

Mat 2:7 Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera;

Mat 2:8 e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.

Mat 2:9 Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.

Mat 2:10 Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria.

Mat 2:11 E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.

Mat 2:12 Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Existem pessoas que constroem nossa história, seja ela pessoal, nacional ou universal. Este texto fala de três tipos de construtores da história: os perversos, os justos e o próprio Cristo. Uns querem construir à força por obras, outros por fé em Deus.

Entre os perversos podemos citar Herodes o Grande, rei da Judéia naquele tempo, era assim chamado pois tinha feito uma administração de obras notáveis, grandes, para o imperio romano como a pacificação dos judeus. Era um dito comum que Herodes era um “velho assassino” pela sua ambição e apego ao poder mataria qualquer um entre suas vítimas estavam sua esposa Mariane, sua mãe Alexandra, seus filhos Antipater, Alexandre e Aristóbulo. A maldade de Herodes o Grande era tão notória que o imperador romano Augusto dizia que estava mais a salvo um porco de Herodes do que um de seus filhos, apesar de tal maldade ser tolerada, pois para os romanos o “pátrio poder” incluía o direito total sobre os filhos inclusive de vida ou morte, que no caso de um rei se estendia ao povo como se fosse o “pai do povo” tanto que quando Herodes percebendo que aproximava-se sua morte encarcerou os cidadão mais respeitados de Israel dando ordem de que fossem mortos quando o rei morresse pois só assim alguém choraria no dia da sua morte. Herodes queria dar um efeito especial ao que era desprezível.

Herodes respirava maldade como muitos hoje em dia respiram, mesmo que posem sob a pompa de reis. Há pessoas na mídia, no governo, no nosso lidar diário que aparentemente podem ser chamadas de “pessoas maravilhosas” pois têm toda a aparência para isso, mas no fundo apenas constroem conflitos e vivem do mal que é feito aos outros, desde os que manipulam sutilmente até os que eliminam desafetos. Na criação de um roteiro de cinema, ou numa reportagem, o conflito é o que mantém a atenção do leitor que está isento de qualquer sofrimento, mas quando os conflitos vêm em nossa vida eles não são tão interessantes assim, são indesejáveis. As pessoas que respiram maldade avançam sobre os justos para sufocá-los e não sentir seu poder ameaçado, fazem seu poder a partir de manipulações, que mesmo que retoricamente não consideremos éticas ou politicamente corretas, são extremamente comuns nos dias atuais como foram durante a história da humanidade.

O segundo tipo de pessoa são os que servem a Deus. Os justos, isto é, os que estão ajustados à justiça de Deus. Dentre eles o texto acima nos mostra José e Maria e os sábios ou magos do oriente. Vale ressaltar que magos, como é traduzido nas versões mais comuns em português não tem o sentido de feiticeiros, ao contrário, tem o sentido de sábios que estudavam a astronomia e a medicina, eram cientistas daquele tempo. É interessante notar que como cientistas não caíram pela sedução da vaidade provocada por um pretenso vasto conhecimento, antes reconheceram que Deus é quem merece toda glória. Eles deram seu testemunho histórico de que a verdadeira sabedoria e ciência submete-se a Deus e não tenta tomar seu lugar. Um verdadeiro sábio é justo e reconhece a sabedoria de Deus, um tosco ufanista apenas gaba-se do que conhece parcialmente como se fosse uma grande verdade final, pois não quer admitir seu orgulho e preconceitos ateus.

José e Maria também estão entre os justos. Maria aceitando que se cumprisse a vontade de Deus nela apesar de todas as ameaças possíveis à sua integridade. José não olhou para o orgulho que poderia estar ferido mas acatou a vontade de Deus mesmo que fosse algo tão representativo para ele e sua cultura o fato de ter um filho que não era seu. Quantos de nós, sadios de mente como José era, atenderíamos a uma recomendação vinda de um sonho?

É interessante notar que enquanto os incrédulos e perversos cercam-se de defesas e ciladas respirando ameaças, os justos olham para o céu. Os sábios seguiam a estrela que os conduzia até enquanto Herodes procurava conselho com um séqüito de religiosos vendidos ao poder temporal. Aqueles que orientaram a Herodes sobre a interpretação das escrituras não se importaram em ir após os sábios mesmo sabendo que seriam levados ao Messias prometido, preferiram ficar com as idéias, riquezas , incredulidade e perversidades desse mundo.

Em tudo isso Cristo é o personagem principal, não só porque marcou a história naquele tempo mas porque tem a história sob seu domínio até o fim dos tempos. Jesus mesmo previu e combateu a apostasia daqueles que deveriam ser fiéis a Ele, embora ainda tenha paciência conosco para que muitos se convertam e deixem o caminho sangrento e indiferente da injustiça. Digo indiferente, pois por mais que um incrédulo julgue-se preocupado com outros, na verdade está preocupado com sua ideologia que o move, defender uma ideologia é apenas uma maneira de ser destacado e reconhecido por outros além de ficar convenientemente estacionado em um meio. Cristo não é ideologia, é fé, pois baseamo-nos no que não vimos e cremos, os idealistas baseam-se em interpretações do que vêm mesmo que vejam deturpadamente. “Bem aventurados os que não viram e creram” (João 20.29)

Concluindo, vemos que podemos estar do lado dos justos ou dos injustos e quem faz a divisão entre estes é Jesus Cristo. Mesmo que você esteja de um lado que não se compromete efetivamente com Deus, mesmo sendo religioso, Jesus sempre nos receberá de braços abertos quando nos arrependemos e cremos nele como único Salvador, mesmo que você seja comparado a Herodes ou a sacerdotes vendidos por alguém não há pecado que Jesus não possa perdoar, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo que é endurecer seu coração com falsas ideologias e filosofias resistindo ao apelo que Deus faz em nosso coração para a conversão em Cristo Jesus.


P.S. Não deixe de assistir ao filme "Quero ver o céu" feito pelos irmãos da Igreja Batista em Icaraí com certeza é muito edificante.