06/10/2008

E por falar em estatísticas...

Salmo 107.1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre;

 Na última postagem falei um pouco rispidamente de pesquisas e estatísticas, não quis dizer que elas são inúteis mas que podem apresentar conclusões duvidosas e incompletas, por outro lado também podem apresentar idéias ricas e embasadas o que não é incomum.

 Para manter minha incoerência com a técnica estatística resolvi fazer uma busca simples com uma bíblia eletrônica contando o número de ocorrências de algumas palavras como amor, ódio, justiça em sua forma substantiva sem levar em conta as variações. Veja o Resultado na tabela abaixo:

 

 

amor

ódio

justiça

Velho Testamento

110

17

283

Novo Testamento

156

0

100

Diferença percentual

+41%

-100%

-35%

Total de ocorrências

266

17

383

Há um aumento de 41% (mais ou menos) em referências diversas ao amor; há decréscimo de 100% em referências ao ódio e de 35% em relação à justiça. É claro que eu não sou matemático e podem corrigir essa tabela a vontade embora creia que não produzirá resultado prático muito diferente.

Isso confirma que desde o início da revelação, no Velho Testamento, a ênfase era no amor e na justiça de Deus, e não em um “Deus rancoroso” como advogam alguns inimigos do evangelho. É óbvio que num ambiente mais “selvagem” ou guerreiro, os povos da Antiga Aliança precisavam ser preparados para receber a plenitude do amor de Deus que foi revelada em Cristo, através do Novo Testamento. Em Cristo, e somente nele, estamos aptos a viver de forma amorosa e justa, sem ele somos tão selvagens quanto guerreiros sanguinários, mesmo que disfarcemos nossa insanidade espiritual em belas filosofias e argumentos tortuosos que confundem mais do que edificam. Às vezes, nem isso, pegamos em armas e matamos nosso próximo por pequenas brigas de trânsito.

Qual de nós é bom o suficiente para rejeitar ou denegrir atitudes guerreiras se vivemos em guerra diariamente? Nenhum é claro. Deus nos dá a solução com uma dose reforçada do seu amor que supera mesmo a sua justiça pela qual não somos merecedores de tal graça, e Cristo nos salva quando reconhecemos que somos sanguinários como qualquer homem, nos arrependendo em contrição, ele fez isso derramando seu sangue em substituição a todos os sacrifícios e violências que o homem possa cometer para nos livrar da culpa e purificar de todo pecado. Saia do velho pacto e venha para uma nova vida repleta da Paz de Cristo.