17/08/2008

O que importa no deserto?

Marcos 1:12-13  Imediatamente o Espírito o impeliu para o deserto. E esteve no deserto quarenta dias sentado tentado por Satanás; estava entre as feras, e os anjos o serviam.

 

A narração de Marcos sobre a tentação de Jesus é bem simples, diz apenas três coisas: que o Espírito o impeliu para o deserto; que foi tentado num lugar inóspito; que os anjos o serviam. Pode parecer pouco, mas nos ensina muito para a vida cristã. Confira comigo...

 

A expressão que refere ao Espírito telo impelido ao deserto também carrega idéias como as de expulsar de um lugar para outro, enviar para uma missão, deixa-lo em um lugar a sua própria conta, lançar em um lugar como por arrebatamento. O relato da tentação de Jesus serve para nos fortalecer em situações de tentação. Quantas vezes pensamos ter sido expulsos, largados, abandonados por Deus em situações tão críticas que beiram ao rompimento de nossos limites? Nesses momentos olhamos para a situação e lamentamos mas não observamos quem nos deixou lá, se esse alguém foi Deus, não pode haver coisa melhor do que ser lançado no deserto. Quando Deus nos manda para 0 deserto Ele está nos confrontando com nosso próprio vazio, como nosso próprio deserto, para que possamos enche-lo de um significado que transforme nossas vidas e de outras pessoas que passam pelo mesmo vazio através de nosso viver em Cristo. Ninguém quer ser impelido ao deserto, pois lá estamos frente a frente com quem nós somos em nossas fragilidades, Jesus passou pelo deserto da tentação para mostrar que Ele tem poder para nos guiar por qualquer deserto em nossa vida. Teremos êxito em qualquer caminhada se lembrarmos que o Senhor todo poderoso está ao nosso lado para nos fortalecer pois tudo está sob o seu controle.

 

Vimos também que Jesus foi levado ao um lugar inóspito e mortal. A alusão a Satanás e às feras selvagens refere-se ao poder destruidor de ambos. Quando estamos no deserto podemos ser facilmente destruídos, podemos facilmente ceder a falsas promessas de salvação em forma de tentações porque não queremos ser destruídos, mas devemos lembrar que Deus não deixará que nenhum mal prevaleça sobre nossa vida espiritual se formos fiéis a sua Palavra. Não confundamos fidelidade à Palavra de Deus com meras recitações ou leitura sistemática sem consciência, é mais do que isso, é viver a Palavra que permanece para sempre para que possamos permanecer firmados nela. Não foi assim que Jesus fez? Confira em Mateus 4.1-11.

 

Por fim percebemos que no deserto, perante nosso próprio vazio e perante os que querem destruir nossa alma, os anjos de Deus cuidam de nós. Na situação limítrofe do deserto Jesus não olhou para os destruidores ou para sua fragilidade humana, Ele vislumbrou o céu. Estevão, em Atos 7.53-60, também vislumbrou o céu quando era apedrejado. Temos vislumbrado o céu para seguir em frente ou temos olhado para o inferno e ouvido seu cântico malicioso nos momentos de deserto? Tenha certeza de que anjos estão do seu lado, enviados por Deus, para lhe servirem quando os desertos forem áridos demais e a destruição parecer inevitável. Que Deus o abençoe!