23/08/2008

Fazer missões é voar como águias

Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus. Lucas 9.61
A União de Blogueiros Evangélicos convidou para uma “blogagem coletiva” sobre Missões, exatamente quando lia o convite assistia ao filme “Carruagens de Fogo” que conta a história de Eric Liddell, um grande corredor presbiteriano escocês e missionário na China que ganhou medalhas de ouro e bronze nas olimpíadas de 1924. Sua história muito nos inspira para missões, tanto em sua persistência quanto em sua fé. Era chamado de o Escocês voador por correr com asas como de águia, pois inspirava-se no texto de Izaias 40.31 “mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão”. Liddell deu-nos um exemplo de como conciliar nossos sonhos e necessidades, com a vontade de Deus. Eric queria ser missionário na China, mas também sentia um grande desejo de realizar um outro dom para a glória de Deus: correr como vencedor mostrando que Deus era sua força. E fez isso como poucos, persistindo em sua fé e em seu esporte tendo Deus em primeiro lugar, tudo que ele fazia era voltado a cumprir sua vocação missionária que o orientava como valor que fazia dele um campeão de forma incompreensível para o mundo. Quando Liddell realizou seu maior sonho que era competir na Olimpíada, viu-se num dilema, a prova em que era o favorito seria realizada no domingo, dia do Senhor, e fiel à suas crenças recusou-se a competir, para respeitar o domingo. Tentaram demove-lo de sua fidelidade, mas ele não assentiu, sua participação só foi possível quando outro atleta que competiria numa quarta-feira cedeu seu lugar em outra competição para ele. Foi o grande ganhador da medalha de ouro e o recordista dos 400 metros rasos que não era uma prova favorável às suas condições físicas. Foi para a China onde pregou o evangelho em condições de guerra com os japoneses, indo terminar seus dias em um campo de concentração. Para os padrões atuais, pode parecer o exemplo de um “trouxa”, um “bobo” que perdeu oportunidades na vida, mas aos olhos de Deus ele é alguém que foi fiel até a morte e recebeu a coroa da vida. Qual é o padrão que adotamos quando pensamos e falamos de missões? O padrão do mundo ou o padrão de Deus? Estamos dispostos a abrir mãos do que nos é vantajoso, ou prazeroso, para fazer a vontade de Deus? Ou se não for necessário abrir mão, temos perseverança em fazer tudo para a glória de Deus não recuando perante a confissão da nossa fé? Realize seus sonhos, faça acontecer de forma diferente de outros, mas esteja pronto a trocar qualquer sonho por fazer a vontade de Deus.