24/03/2008

Coração entorpecido

2040MC0036.jpg Brasília - Fiéis assistem à encenação da Paixão de Cristo nas ruas do Bairro Cruzeiro Novo. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 300 pessoas acompanharam a apresentação Foto: Marcello Casal Jr/ABr E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira, deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber. Mateus 27.33-34

Jesus nos substituiu conscientemente para que não precisemos entorpecer nosso coração. Quando lhe ofereceram vinho com fel na cruz a intenção era diminuir seu sofrimento até a morte, mas Jesus não enfrentou a cruz de forma impotente, pois ele sabia que ressuscitaria no terceiro dia. Só ele poderia pagar o preço pelos nossos pecados e isso, ele fazia em total consciência, e com toda a coragem e disposição de nos substituir por amor.

Vendo as reportagens sobre as comemorações da Páscoa, que não é a princípio uma festa cristã, mas judaica e que culturalmente foi assimilada por alguns cristãos, notei que a principal enfase do povo são as procissões e promessas com a intensão de pagar alguma graça a Deus. Em vários lugares do Brasil pessoas andam quilômetros de joelhos, nas Filipinas há quem se crucifique voluntariamente perante outros “fiéis” para demonstrar sua fé e gratidão. Como isso é incoerente com o objetivo do sacrifício de Cristo! Essas atitudes pregam exatamente o contrário da vontade de Deus.

Jesus nos substituiu para que não precisássemos pagar mais nada pelo perdão de nossos pecados, e principalmente nos substituiu para alcançarmos a graça da Salvação. Ninguém pode pagar nada por isso, nem mesmo para demonstrar gratidão por uma graça, pois por maior que seja a graça que recebemos nunca se comparará a Salvação, e Jesus nos diz que é necessário apenas crer nele e recebe-lo como Senhor de nossas vidas.

Quando tentamos replicar o sacrifício de Cristo como um ritual, estamos na verdade tomando vinho com fel, isto é, entorpecendo nossos sentidos espirituais para não entender a mensagem da Palavra de Deus que pede apenas fé e arrependimento genuíno. Precisamos estar conscientes da realidade que enfrentamos perante o pecado e submeter-nos a Jesus como Senhor com todo nosso coração, alma e entendimento.

Sigamos o exemplo de Jesus que mostrou a necessidade da sobriedade espiritual, mas não queiramos repetir o sofrimento que ele já cumpriu uma vez por todas substituindo a todos nós na cruz do Calvário.