23/10/2007

O que sai de nosso coração?

Mat 15:18 Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem.

Numa caminhada diária observei rapidamente uma conversa de um grupo de rapazes. Um deles contava com muitos gestos uma briga ocorrida, o que me chamou a atenção foi a forma como ele contava tal ato de violência: não expressava com palavras o fato, apenas repetia os movimentos dos golpes e emitia nomatopéias ridículas como "pou", "tum", etc.

Se pensarmos que todas as formas dos homens se comunicarem são linguagens, podemos fazer um paralelo entre o que essa pessoa dizia e o texto bíblico transcrito acima. O narrador usava a linguagem da violência a qual só conseguia descrever repetindo o golpe no ar, talvez ele não conseguisse usar palavras de forma equilibrada para narrar o fato ou talvez achasse isso até menos nobre do que a linguagem violenta a que estava mais acostumado.

Quando Jesus fala sobre o que sai de nosso coração através da boca com certeza tinha em mente outras formas de expressão como a música, as artes plásticas, o movimento e até o silêncio. Esse fato narrado acima nos leva a meditar sobre o que nossa forma de expressar tem mostrado de nós mesmos. O que sai de nosso coração quando falamos de nosso dia a dia? Há pessoas que expressam seu caráter violento, há outras que expressam seu caráter pacífico, outros a falta de fé, ou uma fé genuína, embora cada um de nós possa apresentar facetas negativas e positivas em nossa vida o mais importante é que nossa expressão demonstre que somos pessoas em busca de fazer a vontade de Deus, imperfeitas é verdade, mas que expressam mais do que meros movimentos interiores vazios ou destrutivos, mas que expressam o desejo de fazer o melhor por amor de Cristo.

Esforcemo-nos para fazer a vontade de Deus de tal forma que ela seja a expressão de nosso viver diário.