14/09/2007

Ninguém merece a Salvação?

Outro dia estava perto de um amigo no computador e pedi que ele me adicionasse procurando por Marco Teles na busca do orkut, quando vi uma comunidade cujo título era “Fora Marcos Teles”, levei um susto à principio mas logo vi que se tratava de outra pessoa, um político. Não interessa aqui a vida do político, até porque não o conheço, mas isso me fez pensar em alguns fatos de implicação espiritual. Por melhores que sejamos ou tentemos ser, sempre há quem não goste de nós. Assim como ao meu xará, deve ter alguém que gostaria de fazer uma comunidade dessas para mim, isso prova que não somos melhores do que ninguém, e que estamos sujeitos as mesmas críticas pois, temos se não os mesmos pecados, outros pecados, que impedem nossa comunhão perfeita com o próximo. O mundo sempre nos olhará com desprezo, não importa quem nós somos, e sempre admirará aqueles que satisfazem a sua vontade. Esse mundo sempre tentará nos dirigir a fazer a sua vontade, e nem sempre conseguimos vencer essas batalhas entre a carne e o espírito, por vezes caindo, e dando ao mundo argumento para dizer que “não merecemos a salvação” mais do que eles. O interessante é que eles estão certos. Ninguém merece ser salvo mais do que outra pessoa pois “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” mas Deus, que “amou o mundo de tal maneira” “enviou seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna” (João 3.16), nisso reconhecemos nossa pequenez e a insignificância de nossos méritos perante a grande misericórdia de Deus. Esse mesmo Deus nos libertou do peso do pecado nos habilitou a ter comunhão com ele nos concedendo o Espírito Santo, mesmo sendo pecadores, e nos diz que não pequemos de forma dolosa, com intenção maligna e obstinada no coração, mas reconhecendo nossa fragilidade diz que, se pecamos, “temos um advogado perante Deus Pai, Jesus Cristo, o justo” (I João 2.1). Deus não quer que pequemos e nos chama à santificação, mas também não quer que nos embrenhemos pela armadilha do remorso que o mundo tenta lançar sobre nós. Somente um homem arrependido pode alcançar a Salvação, mas não é aquele que se arrepende e se reconcilia uma só vez, é necessário que o arrependimento e reconciliação com Deus sejam constantes em nossa vida, porque nós sabemos que o ato de Salvação feito por Cristo vem pela fé e que é irrevogável apesar de nossa fragilidade.