22/03/2007

Você acredita em Adão e Eva?

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. (Romanos 1:16)
Uma pergunta muito comum dirigida aos cristãos, com certo ar de coisa absurda é: "Você acredita em Adão e Eva?" e muitos ficam sem resposta ou dão uma resposta evasiva. Vamos pensar sobre isso à luz da própria Bíblia Sagrada. Já citamos algumas vezes em outros textos o senso comum pseudo-científico. Pseudo quer dizer falso, e é exatamente isso a "ciência" que tira conclusões precipitadas, pois a ciência séria só afirma o que pode verificar com certo rigor, e não se precipita em afirmações dúbias, como faz o senso comum pseudo-científico. O problema é que se uma coisa se diz científica, ela é aceita com pouquíssima resistência, ou até grande simpatia e partidarismo, ao passo que um texto bíblico sempre encontrará a rejeição máxima daqueles que se julgam muito sábios. A pseudo-ciência costuma fazer propaganda enganosa, com estardalhaço, de suas "descobertas" anti-bíblicas com páginas e páginas da matéria de capa sobre o pseudo-assunto, mas quando elas são desmascaradas – o que sempre acontece – restringem a publicar uma nota de poucas linhas na página menos valorizada da revista. Quer conferir? Passe a acompanhar com muita atenção e senso crítico, as matérias de revistas científicas sobre "descobertas evolucionistas" por exemplo, e veja como perdem a validade muito, muito rápido, ao contrário da Bíblia com seus mais de 3000 anos. Essa pseudo ciência, na verdade, faz o papel de substituto mundano da fé - uma fé sem Deus. Vejamos: Hebreus 11.1 nos diz que a fé "é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem", já a ciência séria deve ser baseada na experiência e observação comprovada. Ora, o evolucionismo crê no que não vê, pois não existe nenhuma descoberta séria que o comprove (apenas teorias e interpretações muito dúbias), e também tem "certeza" ou convicção do que eles esperam e buscam – procuram de forma incansável e infrutífera o "elo perdido", ou os "elos perdidos" se levarmos em conta todas as espécies, e apesar de todos os fracassos e falsificações continuam com sua fé sem Deus. Acreditar, também no surgimento da vida a partir do acaso é um esforço de fé maior do que crer em Deus, só que baseado em rebeldia ao criador, pois a ciência matemática comprova que um acaso que tenha uma possibilidade de 1x1050, não acontece. Para o acaso da evolução a possibilidade é de 1x101050, ou seja, absurdamente impossível. A filosofia, outra ciência, atesta a possibilidade racional e muito mais provável de um "ser necessário" para sustentar a existência de tudo. É mais prudente e possível crer em Deus do que na evolução. Se é inevitável ter fé (entenda-se como uma certeza que não se pode provar de imediato), é muito melhor ter fé em Deus. Se somos acusados pelos descrentes pela falta de provas, e assumimos que não há provas científicas definitivas sobre isso, somos mais coerentes do que eles quando inventam falsas "descobertas que mudarão a interpretação da bíblia" (Você já deve ter ouvido esses termos, não é mesmo?). Voltando a Adão e Eva, quase todos concordam com a possibilidade de um primeiro casal. Algumas pesquisas apontam para o fato de que a humanidade possui uma mesma mãe em comum. Outros descobriram que o barro possui todos os elementos químicos constitutivos do corpo humano, como já dizia a bíblia sobre a criação de Adão, o pai da humanidade. Fica aqui uma pergunta: Se reconhecemos que houve um primeiro casal que deu origem a toda a humanidade e que a bíblia é coerente até mesmo com a química do corpo humano (a milhares de anos atrás), porque o primeiro casal não pode ser o citado pela bíblia? Se o ser necessário – Deus – é perfeitamente plausível, porque não é plausível que ele criasse o mundo, e o homem, segundo sua vontade? Se queremos conhecer a verdade, precisamos nos despir de todo preconceito, inclusive contra Deus e a Bíblia. Mas talvez você ache a pseudo-ciência mais plausível do que a Bíblia. É um direito seu, mas lembre-se que consideramos várias coisas plausíveis a partir do conhecimento que adquirimos. Uma mentira pode ser considerada verídica por não conhecermos a verdade de maneira adequada, cito para exemplificar a covardia feita com as vítimas do caso da Escola Base em São Paulo – todos achavam os envolvidos culpados e dignos da pior punição possível, pois foi feita ampla divulgação do assunto baseada em "provas". Foi, finalmente, provada a inocência desses profissionais e a injustiça que sofreram, mas isso não apagará o sofrimento pelo qual passaram. A ciência, assim como a imprensa, são até certo ponto confiáveis mas não podem deter a verdade pela sua própria imperfeição humana, mas em Deus podemos confiar. É verdade que religiosos também tomaram decisões preconceituosas durante a história, mas isso não significa erro bíblico, significa erro humano, ou melhor, de um grupo dominante e formador do senso comum, parecido com o que estamos falando sobre os pseudo-cientistas. Um exemplo da imutabilidade bíblica apesar das contradições humanas, está no livro mais antigo da Bíblia, Jó 26:7 que registra "O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada." Fazendo clara oposição ao senso comum da igreja romana de que a terra era não só o centro como também a base do universo, este texto bíblico mostra a noção de que a terra está suspensa no espaço que só foi comprovada milhares de anos depois. Porque perdi meu tempo citando conceitos científicos avançados e reconhecidos sinalizados na bíblia, se ela não é um livro científico e seu propósito é exclusivamente anunciar a Salvação para o homem? Vejamos: Os pseudo-cientistas, ou anticristos (no sentido de que são contrários a Cristo) tentam afastar pessoas da mensagem salvadora de Deus induzindo-as ao engano de que "há erros na bíblia", mas eles só podem afirmar uma coisa com tanta ênfase com provas indubitáveis e não com preconceitos anti-biblicos e total ausência de provas, ou provas forjadas, como têm feito. São pessoas com esse tipo de "credibilidade" que acabam gerando as maiores injustiças, mesmo que posem de guardiões da igualdade entre os homens. A maior injustiça que um homem pode cometer é afastar pessoas da Palavra de Deus, mesmo que seja um cidadão exemplar e cumpridor de seus deveres, pois estará prejudicando seus seguidores não apenas física, social ou psicologicamente nessa vida terrena e passageira, mas espiritualmente por toda a eternidade. Cuidado com quem posa de "grande estudioso que conhece tudo para refutar a bíblia", muito provavelmente é um grande ignorante do assunto, pois a bíblia diz que " O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução." (Provérbios 1:7)