15/01/2007

As duas pessoas indesculpáveis parte 1

O ser humano está sempre a procura de reconhecimento, de paz de espírito e da Salvação. A Bíblia ensina que estes objetivos só podem ser alcançados através da fé em Jesus como Senhor e Salvador. Paulo em sua carta aos Romanos nos mostra que existem duas formas erradas do homem buscar esses objetivos, e que não servem de desculpa pelo fracasso. Este sermão está dividido em duas partes, no segundo sermão falaremos sobre a pessoa que busca a aparência de estar na verdade de Deus, neste sermão, falaremos da impossibilidade de nos justificar perante Deus evitando ou escondendo a verdade.



As duas pessoas indesculpáveis - parte 1

Aquele que tenta justificar-se escondendo ou evitando a verdade.

É comum dizer que “não existe verdade absoluta” e que qualquer forma de viver a vida é uma verdade válida. Essa é uma maneira contemporânea de tentar justificar-se, evitar a soberania de Deus, e fazer aquilo que nós desejamos em desobediência à Palavra de Deus.

Essa filosofia não é eficiente, claro, mas é usada para acalmar a consciência do pecador como um paliativo.Na verdade essa idéia é uma confusão entre o que é verdade, e o que é a nossa interpretação pessoal. A verdade é imutável, é um fato – especialmente falando da verdade de Deus. A interpretação é o que nós “achamos” de alguma coisa, e muitas vezes não coincide com o real.

Você pode até viver de acordo com sua interpretação da verdade, mas isso não gera uma nova verdade, ao contrário, sua maneira de viver só pode se tornar duas coisas: a negação da verdade ou a confirmação da verdade. Quando negamos uma verdade através de nosso viver, recebemos as consequências de nossa negação. Imagine que você resolva negar que não existe a lei da gravidade e se jogue sem para-quedas de um prédio muito alto, isso não acabará bem apesar de sua interpretação pessoal sobre o assunto. Assim também, viver negando a Palavra de Deus tem como consequência não receber a vida eterna que Sua Palavra nos oferece.

O apóstolo Paulo nos mostra neste texto que por mais que tentemos esconder a verdade com expedientes injustos, não conseguiremos e seremos indesculpáveis. Talvez você até reclame dizendo que “não pratica nenhuma injustiça, que faz tudo da maneira correta” mas não é bem assim. Deixe-me explicar, entendamos como justiça algo que está ajustado (justo) a um padrão estabelecido por alguém com autoridade, geralmente os representantes eleitos pelo povo, como no caso das leis desse mundo. As leis espirituais são estabelecidas exclusivamente por Deus pois só Ele possui autoridade para tal. Se estamos ajustados ao padrão das leis humanas, agimos com justiça perante os homens, senão, agimos com injustiça (ou de forma não justa). Para sermos considerados justos perante Deus, é necessário que vivamos de acordo com seu padrão, se não o acatamos seremos injustos espiritualmente, mesmo que sejamos ótimos cidadãos.

Pensando nisso, qualquer atitude humana que negue a vontade de Deus e procure formular uma desculpa para não a obedecermos é injustiça.

Deus revelou o seu poder e sua divindade claramente ao homem através da criação (Romanos 1.20). Mesmo assim muitas pessoas tentam negar ou substituir o poder e a divindade de Deus por aquilo que preferem seguir. Essa substituição não elimina a necessidade de reconhecermos o poder e a divindade de Deus - que são manifestados de forma clara e inequívoca - antes nos tornam totalmente indesculpáveis. Não dá para dizer “eu agi assim porque não sabia”, é duro, mas é real.

Para exemplificar podemos citar o fato de que algumas atitudes são permitidas a uma criança devido à sua imaturidade e falta de conhecimento, mas a um homem maduro, bem formado e bem informado são inadmissíveis pois ele tem consciência completa do que faz.

Concluindo, não podemos deter a verdade divina, ela sempre prevalecerá. Qualquer artifício que usemos para evitar servir a Deus de acordo com o que Ele estabeleceu, não estará ajustado a sua vontade e portanto será uma injustiça que produzirá uma separação entre nós e Deus. Vamos reconhecer o poder e a divindade de Deus e viver de forma que nos ajustemos à sua vontade, encontrando a justificação em Jesus Cristo que consumou toda a justiça.





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