04/09/2006

Indignados em extinção Levanta-te, SENHOR, na tua indignação, mostra a tua grandeza contra a fúria dos meus adversários e desperta-te em meu favor, segundo o juízo que designaste. (...) Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias Salmo 7. 6 e 11 Mundo globalizado. Discordar é disfarcada e eficientemente proibido, indignar-se, policamente incorreto. O pretexto de um respeito à diversidade humana, esconde uma armadilha de pasteurização de pensamentos e anulação de idéias ou ideais motores da sociedade. Procura-se uma transformação de "baixo impacto" quando, na verdade, é da confrontação de opiniões, dissolvendo-as e sintetizando-as em novos conceitos que conseguimos mudar a nós mesmos e aos que nos cercam numa mutualidade constante e construtiva. Nunca se teve tanta liberdade para falar o que se pensa, e ao mesmo tempo, nunca houve tanto vazio espiritual e mental... Os "louvores" (louvor é mais do que música) veiculados nos meios de comunicação apenas repetem frases prontas e de fácil aceitação no mercado; as mensagens obedecem a todos os padrões da auto ajuda e até do humorismo na oratória de talentosos animadores de auditório, a aparencia do mal , e às vezes até ele próprio, não são levados tão a sério como registrava um passado recente. Adquirimos a capacidade globalizada de se adaptar, moldar, misturar, sendo apenas mais um indiferente na multidão cuja opinião só faz diferença para si mesmo, ou talvez nem isso. Precisamos nos indignar! É característica do servo de Deus não se conformar (não tomar a forma do mundo) , indignar-se com o pecado e falar contra ele, mas temos ficado calados e omissos para continuar em nosso conforto trivial. Afinal, podemos perder alguma boa oportunidade... Deus é um juiz indignado com esse mundo e cabe a nós obedecermos a Ele em tudo anunciando que Ele se levantará. Deus não está apático ou alheio aos atos dos homens maus ou aos nossos, se somos imitadores de Deus devemos fazer diferença mesmo que o particular "conforto global" esteja ameaçado. E se Jesus agisse como o homem globalizado? Para onde iria sua alma? Talvez ele não encarasse a hipocrisia dos fariseus, talvez ele não se envolvesse com pessoas perdidas e rejeitadas (hoje isso dá até status de filantropo, mas no tempo de Jesus não era assim), talvez ele nem viesse a esse mundo, e muito menos morreria na cruz! Louvamos a Deus pela sua indignação: nos mostra a necessidade de arrependimento e provê o único meio possível para a Salvação – Jesus Cristo. Que nossa indignação seja mostrada vivendo e anunciando o Reino de Deus aos que se acomodam nessa aldeia global.