22/08/2006

Advogados de porta de cadeia
"Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas." Romanos 2.1
Estamos estudando os Salmos, mas este versículo me chamou a atenção pela sua atualidade. Note a expressão grifada. Não importa quem você seja, esse versículo serve para todos nós.
Leis e costumes exitem para manter o equilíbrio social e consequentemente uma boa relação entre as pessoas. Talvez essa necessidade de equilíbrio, tão cara nos dias de hoje, seja o motivo da proliferação de tantos cursos de direito pelo país, muitos até de baixa qualidade gerando profissionais inabilitados para o exercício da arte jurídica segundo algumas notícias veiculadas recentemente. Como todo profissional inabilitado, o mal advogado procura resolver tudo usando seu conhecimento como arma de constrangimento e não de transformação social. Quantas vezes você já se deparou (ou presenciou) com aquele tipo para o qual qualquer desentendimento é motivo para um processo? É uma incoerencia da lei, ela deveria servir para gerar equilíbrio mas, em pessoas desequilibradas e que se julgam poderosas, serve para aumentar o conflito desnecessário na sociedade desvirtuando totalmente a finalidade da lei. Assim aconteceu com a lei de Deus deixada por Moisés, homens que queriam fazer da lei sua serva e não servi-la, como os fariseus (religiosos que deturpavam a lei em seu benefício próprio escravizando o povo) no tempo de Jesus não se importavam com o bem comum das pessoas mas tinham uma atitude egoísta e dominadora querendo fazer da vontade de Deus (sua lei, que servia para mostrar ao homem sua condição de pecador e necessidade de arrependimento) uma maneira de suplantar os direitos do próximo. Ainda hoje existem esses advogados de porta de cadeia espirituais, pregam o medo da punição para exercerem poder sobre seus fieis esquecendo que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo - os convertidos. Dizem que as pessoas estão sujeitas a maldições que só o "ungido homem de Deus" pode quebrar, que se não cumprirem atividades quase sacrificiais não serão abençoados e outras ameaças. Jesus veio para quebrar o medo, Ele morreu por nós para que não fossemos mais escravos do pecado ou de qualquer pessoa. Servir a Jesus é ser livre (veja a postagem "submissão à liberdade" de 18/08/06 para mais detalhes) portanto, vamos usufruir dessa bênção maravilhosa que Deus nos outorgou sem colocar pesos desnecessários sobre nossos ombros ou dos outros, pois o nosso fardo pesado Jesus já lançou fora.