20/09/2015

Doutrinas Batistas - A Bíblia é a revelação que Deus fez de si mesmo

No mundo atual as pessoas cada vez mais se afastam de Deus. O principal item que tem levado as pessoas a interagirem é a tecnologia. O homem é um ser tecnológico. O próprio Deus nos fez seres tecnológicos quando nos criou para governar a criação. Todo processo de governo e administração das coisas requer tecnologia. O governo a que Deus se refere é pelo trabalho e ninguém trabalha sem o mínimo de tecnologia, mesmo que seja uma alavanca muito elementar. As conquistas humanas são um processo tecnológico crescente. Desde as culturas de pedra lascada até as culturas digitais existe tecnologia em tudo da vida humana. Tecnologia são o conjunto de técnicas que nos permitem governar o mundo.

Deus sabendo da importância da tecnologia para o homem usou a tecnologia da escrita para propagar Sua Palavra. A Bíblia é a Palavra de Deus em suporte tecnológico, no caso o papel impresso. Deus revelou a si mesmo para o homem tecnológico através da tecnologia humana.

É importante notar que para a doutrina batista, decorrente da Bíblia, Deus revelou quem Ele é, por SI MESMO, aos homens.

Alguém pode se opor dizendo que "A Bíblia foi escrita por homens", mas é óbvio que você só pode ter acesso à Bíblia se ela for escrita por homens. Deus sabe disso.

Deus é o ser mais glorioso do universo. A glória de Deus é sua natureza. Para compartilhar a natureza de Deus é necessário ser da mesma natureza, mas nós somos humanos de uma natureza corruptível que é o oposto da natureza glorificada. Quando seres corruptíveis entram em contato com a glória de Deus não podem resistir à glória de Deus. Seria como algodão passando pelo fogo, o algodão não pode suportar o calor que uma ferramenta de ferro, por exemplo, é capaz de suportar. O algodão não suporta a glória do fogo.

O único texto escrito diretamente por Deus foram os Dez mandamentos. Entretanto, os dez mandamentos ficavam na arca sagrada em um lugar do antigo templo judaico onde somente o sumo sacerdote poderia entrar uma vez na vida. Se um sacerdote desobedecesse essa ordem seria fulminado pela glória de Deus.

Moisés pediu para ver Deus, mas o Senhor só permitiu que o visse de relançe pois Moisés não suportaria ver a Sua glória. Moisés estava prostrado na presença de Deus, portanto sentia a presença de Deus, ouvia a voz de Deus mas não se atrevia a olhar para Deus.

Deus sabe que não podemos suportar Sua Glória, por isso usou os profetas para que escrevessem sua Palavra. Logo, reclamar que Deus não escreveu a Bíblia é murmurar contra a bondade de Deus que nos garantiu acesso a Sua glória através dos profetas e homens de Deus que escreveram a Bíblia.

Percebe o problema? Deus jamais poderia escrever a Bíblia devido à sua santidade. E se Deus tivesse escrito eu e você não poderíamos ler sem ser consumidos. Logo, Deus foi perfeitamente coerente e bom ao comissionar os profetas para uma experiência singular com Ele. Os profetas são aqueles que traduziram a Revelação de Deus para a compreensão do homem comum.

E por que os profetas não foram consumidos. Porque Deus lhes concedeu uma licença especial, uma excessão. Uma excessão como se deduz do termo não é algo para todo mundo. Moisés teve uma excessão singular. O profeta Isaías quando viu a glória de Deus, mesmo de relance, prostrou-se é disse "aí de mim que sou homem impuro" mas o anjo de Deus tocou em Isaías com uma brasa do altar e o purificou para sua missão profética.

Deus revelou a si mesmo em plenitude ao homem enviando Seu Filho Jesus em forma humana. Jesus reduziu-se até a forma de servo para anunciar a Salvação a humanidade pecadora.

O Novo Testamento é a Revelação da vinda de Jesus Cristo ao mundo. Observe que, SENDO DEUS, Jesus também não escreveu nada, MAS comissionou seus apóstolos que atuaram como os profetas do Antigo Testamento escrevendo os evangelhos, Atos, as epístolas e o Apocalipse. Percebe mais uma vez a coerência de Jesus? Como Deus, Jesus não deixou nada escrito, pois a Sua glória só podia ser traduzida pelos homens da forma que homens entendessem.

Veja o que nos diz A primeira epístola aos Coríntios  capítulo dois versículos nove a onze "mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. | Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. | Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus"

Veja que as coisas espirituais são reveladas pelo espírito de Deus em nós. Logo, temos certeza da verdade da Palavra de Deus quando o Espírito testifica em nós. Sem a ação do Espírito Santo somos incapazes de receber a revelação que Deus fez de si mesmo aos homens.

Quero fazer um convite a você. Se ainda não aceitou a Jesus, aceite a Jesus recebendo o Espírito Santo e veja como é grandiosa a revelação de Deus em sua vida. Se você já aceitou a Jesus anuncie a Palavra de Deus a tempo e fora de tempo. Que a paz de Deus guarde nossos corações em Cristo Jesus. Amém.

18/07/2015

16/07/2015

A lei e a Graça

Alguns crentes se apegam ao fim da lei pela graça como desculpa para praticar coisas biblicamente condenáveis. A graça de Cristo não acabou com a lei de Deus, mas a aperfeiçoou. Assista este video e compreenda essa realidade.
 

17/05/2015

Evangelho de João 2 - Narração

Evangelho de João capítulo 1 - Narração

Intensidade de som nas igrejas e carnalidade


O volume de som nas igrejas está ficando insuportável e prejudicando a adoração a Deus. Estamos viciados em shows gospel e queremos repeti-los nas igrejas. O volume de som muito alto meche com a carnalidade, por isso, bailes funk, discotecas, e escola de samba tem tanto volume pois trabalham com a carnalidade. Na igreja não trabalhamos com a carnalidade mas com a espiritualidade. Quando Elias esteve na caverna de Adulão aparececeu a ele um terremoto, um vento impetuoso, e Deus não estava neles, mas quando aparece uma brisa calma, Deus estava lá. Com o exagero no volume, ou intensidade do som, temos incentivado um culto carnal e prejudicado o culto racional em espírito e em verdade. Durante o louvor, precisamos ouvir os irmãos da igreja cantanto e não somente a banda que está no palco. Deixo como referência para quem quiser calcular o volume adequado de som para sua igreja uma aula de fisica para que você, responsável pelo som, inicie seus estudos sobre o assunto sem prejudicar a audição dos irmãos, sem incomodar a vizinhança e sem gerar carnalidade durante o culto.
Quanto ao nível de conforto auditivo, necessário à verdadeira adoração, o ouvido humano suporta 50 decibéis sem muitas queixas. Existe também o problema da quantidade de pessoas no recinto que interfere na propagação do som que será absorvido pelos corpos, nesse caso deve-se procurar fazer os calculos de forma a adequar a intensidade de som à àrea do culto e à quantidade de pessoas presentes, por estimativa.
Segue um link para quem quiser aprender mais sobre o assunto. Por favor! Parem com a carnalidade, parem com o barulho!
Depois não venham reclamar quando os mundanos vierem nos perseguir por causa da intensidade de som novamente.

http://www.fec.unicamp.br/~luharris/galeria/ic042_05/TIDIA-ae_TopicoA_mat-apoio_S03_C-Acustico.pdf

Este Documento possui informações que ajudarão a calcular o som em ambientes fechados com otimização da utilidade e sem prejudicar a saúde e a adoração das pessoas. http://musicaeadoracao.com.br/recursos/arquivos/tecnicos/sonorizacao/som_igrejas.pdf

12/02/2015

Julio Severo informa que Obama mentiu para Rick Warren sobre "casamento" Gay

Por Julio Severo

Barack Obama “enganou” o Pastor Rick Warren durante a campanha presidencial dos EUA em 2008 quando esteve na Igreja Saddleback, de Warren, onde Obama disse: “Acredito que o casamento é a união entre um homem e uma mulher. Ora, para mim como cristão — para mim — para mim como cristão, é também uma união sagrada. Deus está no meio.”
David Axelrod, que trabalhou como um assessor principal da Casa Branca depois de ajudar a eleger Obama, disse que Obama mentiu quando declarou publicamente sua oposição ao “casamento” de mesmo sexo em 2008. Em seu livro recente, “Believer: My Forty Years in Politics” (Crente: Meus Quarenta Anos na Política), Axelrod escreve que sabia que Obama apoiava o “casamento” gay.
O Obama real disse em 1996: “Favoreço a legalização de casamentos de mesmo sexo, e eu combateria todo esforço para proibir tais casamentos.”
Axelrod, que é assessor de longa data de Obama, escreve em suas recentes memórias que Obama seguiu seu conselho de que ele não deveria declarar sua posição real sobre o “casamento” gay de modo que ele pudesse evitar oposição de líderes religiosos negros americanos e outros para se eleger presidente em 2008. Ele disse que Obama “modificou sua posição” para dizer que apoiava uniões civis — mas não “casamento” de mesmo sexo.
Obama fingiu se opor ao “casamento” gay na maior parte de sua carreira política, abrindo mão de suas verdadeiras crenças por causa de preocupações de que sua postura real poderia prejudicar sua imagem diante dos eleitores.
Mas como presidente dos EUA em 2010 ele voltou publicamente à sua posição original.
Axelrod escreve em “Believer: My Forty Years in Politics” que ele disse ao futuro presidente em 2008 que ele deveria esconder o segredo e enganar o público americano para propósitos políticos.
Axelrod também havia sido contratado para construir a candidatura de Aécio Neves para a campanha eleitoral presidencial do Brasil em 2014. Lamentavelmente para o Brasil, tanto Aécio quanto Dilma Rousseff são membros de partidos pró-homossexualismo. Não se sabe como Axelrod ensinou seu candidato brasileiro a esconder segredos e enganar o público brasileiro para propósitos políticos, mas ele perdeu.
Lamentavelmente parar os EUA, o candidato americano de Axelrod nunca perdeu.
Como é que os eleitores do Brasil e dos EUA podem escolher candidatos de acordo com valores pró-família se eles são enganados? E eles têm sido enganados especialmente nas questões homossexuais, inclusive o “casamento” homossexual.
A antiga tradição judaica sustenta que o “casamento homossexual” foi o “insulto final” a Deus que fez com que Ele trouxesse o Grande Dilúvio. Se isso é verdade, como é que o Pastor Rick Warren não conseguiu discernir esse sinal terrível para os EUA?
De acordo com o WorldNetDaily, na campanha presidencial dos EUA em 2008, Warren realizou em sua igreja o Fórum Civil sobre Liderança e Compaixão, aberto para toda a mídia, onde o candidato democrata Barack Obama e o candidato republicano John McCain responderam a perguntas apresentadas exclusivamente por Warren, que queria ajudar os evangélicos a escolher o “melhor” candidato com base em suas próprias respostas e “sinceridade.” O problema foi: havia muitas respostas e insinceridade.
Obama deu a Warren uma resposta sobre casamento que Warren e os evangélicos queriam ouvir: o “casamento é a união entre um homem e uma mulher” e também uma “união sagrada.”
Entretanto, a responsabilidade de um homem de Deus não é pedir que os pecadores respondam a perguntas públicas para guiar o povo de Deus. É óbvio que os pecadores mentem — e Obama usou esse direito de forma abundante.
É claro que McCain também mentiu, pois ele disse a Warren que não cria na versão homossexual do casamento, mas mais recentemente ele tem apoiado a adoção de crianças por duplas homossexuais e tem sido hostil às leis russas que proíbem a propaganda homossexual para crianças.
A tarefa de Warren não era perguntar aos pecadores o que eles são, mas mostrar, com base num discernimento cristão, quais eram as verdadeiras convicções deles. Deus diz qual é o dever de seus líderes: “Estes homens consagrados orientarão meu povo a distinguir entre o santo e o profano, e lhe ensinarão a discernir entre o que é puro e o que é impuro.” “Ezequiel 44:23 KJA)
No entanto, em vez de ensinar seu público evangélico como usar verdadeiro discernimento cristão, Warren permitiu que dois mentirosos falassem livremente suas mentiras enquanto ele instruía seu público a analisar as mentiras deles. Ele, não seu público, deveria analisar e interpretar as mentiras e insinceridade de Obama e McCain.
Não há surpresa que Obama mentiu sobre sua verdadeira agenda, que é mentir para avançar mais mentiras.
Mas a agenda cristã de um líder cristão é clara como cristal: ajudar seu público a não se deixar enganar por mentirosos e suas mentiras, e a entender e apoiar o que é certo.
Obama sempre foi um crente no “casamento” homossexual, de acordo com Axelrod, que disse de Obama em 2008: “Ele também reconheceu que os EUA não estavam ainda preparados — que precisávamos levar os EUA a esse ponto.”
Warren foi “enganado” porque ele queria ser enganado. Não existe nenhuma escassez de instrução de Deus na Bíblia para seus líderes compreenderem suas responsabilidades para os pecadores, inclusive pecadores que querem governar a nação mais poderosa do mundo.
Com uma ajudinha do Espírito Santo e seu dom de discernimento espiritual (que o capacitaria a ver o que ele não pode ver), Warren poderia ter dito: “Não creio que Obama e McCain estão preparados para a presidência dos EUA. Gente, vamos orar, pois nosso país precisa de uma poderosa visitação de Deus!”
Conheço muitos bons americanos que não possuem discernimento espiritual. Mas eles não precisariam de um detector de mentiras para testar a sinceridade de Obama. Ao considerarem o histórico dele, eles puderam entender o que Obama acabaria fazendo — que ele de fato fez.
Espero que Rick Warren e seu público tenham aprendido lições preciosas sobre mentirosos e suas mentiras.
Com informações da Associated Press, Daily Beast, Daily Mail e WorldNetDaily.

Fonte: http://juliosevero.blogspot.com.br/2015/02/casamento-gay-obama-mentiu-rick-warren.html

14/01/2015

"Não se pode generalizar"

Outro dia li um livro sobre investigações. No livro ficava claro que qualquer investigação passa pela generalização. É necessário generalizar para iniciar o conhecimento, depois sim, podemos particularizar a coisa em questão. A generalização é o princípio da indução e a particularização é o princípio da dedução. Se eu não generalizar as coisas, ou seja, estabelecer um sistema para elas, não serei capaz de deduzir pois um elemento necessário ao conhecimento foi depreciado.

É muito comum ao iniciar uma conversa sobre aspecto polêmico alguém repetir papagaiadamente "não se pode generalizar". Ao fazer isso o sujeito, impede, qualquer possibilidade de reflexão sobre o problema em questão. Isso geralmente acontece para inserir novas generalizações na sociedade. Essas generalizações sim, são artificiais e fabricadas pelo politicamente correto. Tais generalizações politicamente corretas, via de regra, são ideias pecaminosas ou defensoras da prática de pecados. Ninguém pode generalizar mais a prostituição e já querem inserir como profissão, daí para outras generalizações politicamente corretas, como o fim da família nuclear judei cristã, por exemplo, é um pulo.

Já fazem isso até na igreja. Quantos modismos entraram na igreja porque "não se pode generalizar"? Muitos com certeza. Um exemplo disso é a tatuagem. Ninguém queria "generalizar" um tatuado bomzinho, daí surgiu uma onda de tatuados na igreja. Tudo isso porque pessoalizaram um comportamento. Daqui a pouco os mesmos que apoiam a tatuagem no templo do Espírito Santo, vão querer dizer que não podemos generalizar pecados que a própria Bíblia generaliza como homossexualismo, por exemplo. Pior ainda quando não pudermos mais generalizar que só quem crê em Jesus será salvo. Já estamos caminhando para isso.

Se a generalização é o inicio do conhecimento das coisas ela não pode ser substituida por uma relativização. Substituir a generalização por relativização é absurdo, pois a relativização refere-se a relações particulares e não gerais. Se for imperativo classificar cada relação particular para conhecer as coisas inviabiliza-se qualquer conhecimento. Se o conhecimento é inviável, não agimos como juízes de nós mesmos e tal poder será assumido por alguém, seja a mídia ou seja o governo do anticristo.

Na igreja surgem cada vez mais os sujeitos contrários à doutrina. Exatamente a turma anti-generalização. O que eles deseja? Acabar com a capacidade de reconhecimento da verdade dos membros da igreja para tornarem-se ditadores do que é correto e moral conforme seus interesses. Como nos diz a Escritura nos últimos tempos muitos apostatarão da fé para seguirem o que bem entendem e isso é obra do Diabo.

Devemos ser fiéis à doutrina bíblica. Sem fidelidade às doutrinas bíblicas seremos crentes deformados. Aliás, a forma é um tipo de generalização natural. Um cachorro tem forma diferente de um coelho, se não fosse pela generalização da forma seria impossível distingui-los imediatamente.

Vivemos num tempo onde cristãos assumem a forma do mundo. Generalizam seu pensamento conforme o padrão do mundo e não comforme o padrão de Deus. Num momento assim é necessário ser um pregador, mas parece que cada vez mais um pregador idoneo não pode estar aos pés de instituições onde seus membros, cada vez mais, se conformam ao presente século e se ofendem com o verdadeiro sentido da Palavra de Deus. O Senhor estabeleceu seu padrão para o crente e, com certeza, esse padrão não é nem um pouco politicamente correto, mas que é verdadeiro isso é.

Terrorismo retórico

Os termos retórica e oratória são umas vezes sinônimos e outras vezes coisas levemente diferentes. Prefiro pensar na retórico do ponto de vista da retórica eclesiástica que significa organizar uma ideia da forma mais eficaz para explicação da verdade. Prefiro esse uso da retórica, ou seja, o uso homilético reservado à homilia ou sermão.

Existe também o uso mesquinho da retórica. O filósofo Sócrates já se debateu com esse problema ao discursar com os sofistas de sua época. Não vou explicar quem são os sofistas, vamos estabelecer o conhecimento disto como ponto de partida, caso você não saiba do que se trata uma pesquisa na internet poderá ajudar. Entretanto, para não ser tão radical, posso dizer, sem ser redundante, que os sofistas eram professores de oratória na antiga Grécia que usavam enfeites fomais e emocionais em seus discursos para alcançar poder.

Observe o uso duplo da mesma técnica. A retórica serve para explicar a verdade e também para comvencer do mal. Logo, não é o profundo conhecimento da retórica que faz um bom pregador, mas sim, o conhecimento das Escrituras. O conhecimento retórico é só um facilitador e não o objetivo final em si.

Infelizmente, a retórica como objetivo final já ressuscitou nos discursos políticos e está tomando um rumo que os próprios sofistas não alcançaram. Para fins didáticos vou chamar a nova aplicação da retórica como instrumento de poder com o nome de "Terrorismo Retórico". Terrorismo, pois está ligada às ideias revolucionárias de esquerda que historicamente fizeram uso do terrorismo, e é terrorismo também pois visa imobilizar pelo medo da exposição pública ao interlocutor, especialmente o cristão conservador.

Após ver algums absurdos em postagens de esquerdistas Google+ fiz algumas considerações mais à direita que foram rechaçadas ferozmente a principio. Claro que existe uma advertência clara do filósofo Olavo de Carvalho para "não discutir com esquerdista", mas a experiência é um dos caminhos da aprendizagem. Daí fui discutir com esquerdistas mesmo contrariando o aviso filosófico.

Observei um padrão no discurso da esquerda. Usam muito a linguagem passiva para fazer afirmações ativas, geralmente usam um gerundismo, também são afeitos a substantivar adjetivos e inventar neologismos que poluem seus discursos de um raciocínio fraco que s baseia na pura verborragia.

Enfim, observei que tal formato retórico é precioso para a esquerda anticristã. Observei também que ao repetir a forma do discurso deles, inicialmente por ironia, eles se calavam. Parecia que sua retórica pode ser usada contra eles e que ao usar contra eles ocorre um desarmamento retórico da esquerda.

Isso ficou um tanto patente para mim, mas não acreditei que ficariam quietos caso isso fosse "revelado" embora não seja nenhuma novidade. Como teste publiquei um comentário sobre isso em redes sociais conservadoras. É óbvio que esquerdistas lêm muito os canais conservadores, portanto, esperei para ver no que daria. Não demorou muito para acontecer a reação esquerdista anticristã.

Publiuei um video sobre os conceitos de fanatismo, fundamentalismo e discurso de ódio no meu canal do youtube. Um esquerdista fez uma publicação depreciativa dizendo que cometi erros de deturpação dos termos. Pelo jeito ele queria provocar, então aceitei. Pedi que provasse que os termos estavam errados. Ele não provou. Usou várias falácias, embutiu discussões polêmicas periféricas, e ficou insistindo em não discutir os termos impomdo outro caminho para a discussão.

Me mantive firme ao assunto inicial o que irou o sujeito. Fez exposições longas, puramente retóricas, para evitar o assunto específico. Uma das formas usadas para esconder o uso puramente retórico foi poluir a fala com referências puramente hipertextuais que não cruzavam com o assunto. Continuei firme no assunto. Finalmente o cara respondeu, escondido no meio de um horroroso palavrório que os termos que usei estavam certos. Pronto, meu problema era só aquele, o resto era acessório polêmico usado pelo esquerdista.

Mostrei minha razão nas palavras dele, mas é claro, salvei adequadamente o histórico da discussão. Ele continuou insistindo na polêmica que ignorei solenemente, até porque o assunto já estava resolvido. Quando o esquerdista percebeu que confirmou meus termos do video citado, editou seu comentário eliminando qualquer referência ao assunto.

Bom, eu parei de discutir mas daí o cara passou para outras estratégias da esquerda. Quando a retórica fracassa eles passam para o assédio. Começam a te assediar para que você diga o que eles querem chegando ao ponto da histeria. Lembra muito alguns profissionais de mídia que instigam parlamentares de direita para colocar palavras não ditas à crédito indevido. O brilhante parlamentar Jair Bolsonaro foi vítima disso com programecos satírico-jornalisticos. Não é novidade portanto tal estratégia. Mas as semelhanças estratégicas não param aí.

Quando o sujeito não conseguiu seu objetivo de deturpar a verdade, nem pela retórica, nem pelo assédio, partiu para a ofensa disfarçada de politicamente correto. É curioso como o politicamente correto que visa não ofender é exatamente a arma de ofensa e difamação da esquerda. O cara me chamou de várias coisas tentando me irritar. Quando chegou na difamação percebi que o próximo passo só poderia ser o ataque a minha integridade física. Mais uma vez exatamente o mesmo sistema usado com o nobre deputado Jair Bolsonaro. Difamaram e caluniaram o deputado além de promover um sentimento de violência contra o mesmo. Obviamente não sou deputado, portanto, foi mais prudente bloquear o sujeito.

Mas o que essa experiência ensinou? Foi uma demonstração passo a passo do "terrorismo retórico" da esquerda. Primeiro eles te intimidam com palavrório e com provocações para discussões fora do escopo inicial do assunto, depois sem reconhecer a própria falha, alteram as provas para que nada tenha sentido. Se isso não afeta ainda o interlocutor passam para o assédio moral para que você se sinta compelido a entrar no jogo deles, ou seja, terrorismo psicológico puro. Enfim, se nada disso dá certo eles partem para a difamação e para a pregação de ódio contra você. O resultado final pode ser mortal.

Bom, se a experiência ensinou a dinâmica do terrorismo retórico como evitar isso? Se for possível, siga o conselho do filósofo "não discuta com esquerdista" pois mesmo os sofistas reconheceram argumentos de Sócrates, mas os terroristas retóricos são incapazes de reconhecer qualquer verdade em seu fanatismo.

E se não for possível? Recorra as regras parlamentares. Isso é uma coisa que a maioria das pessoas diz que não existe simplesmente porque ninguém usa ou a inserem como regras de regiementos internos. O regimento do Congresso Nacional expõe as regras parlamentares daquela casa. Isso só para mostrar que não é invenção de batista.

As regras parlamentares foram feitas para normatizar a discussão democrática. Sem regras não existe democracia, quanto mais democrático um grupo é, mais respeitador das normas de discussão democrática será. O que fiz na discussão com o esquerdista foi usar principios de regras parlamentares, além é claro, de documentar cada movimento.

Foi possível observar que as regras parlamentares são fatais para o discurso esquerdista. Pena que seja um conheciemnto tão pouco difundido. Se as regras parlamentares fossem mais usadas o discurso esquerdista mostraria exatamente sua aparência de histerismo contra a verdade, a moral cristã e tudo que representa Deus em nossa cultura. Pensemos nessa possibilidade.

25/12/2014

O que é santidade?

Ser santo conforme a Bíblia difere do senso comum. Santidade não implica em infalibilidade ou poderes especiais. Santidade é uma separação espiritual para Deus. Todo aquele que se separa para Deus é santo, ainda que imperfeito. Afinal, qual homem pode se dizer perfeito? Santo é todo aquele que é santificado por Deus e não por si mesmo. Essa santificação ocorre pelo arrependimento e fé em Jesus como Senhor e Salvador.

Pelo padrão da perfeição pela ausência de pecados a santidade seria impossível. No sermão da montanha Jesus afirma que devemos ser perfeitos, mas não a perfeição infalível. Segundo o contexto bíblico imediato, ser perfeito é fazer a vontade de Deus corretamente. Está mais ligado à noção de integridade moral.

A crítica aos fariseus é o contraste argumentativo presente nessa ordem de Jesus. Para ser santo é necessário ser verdadeiramente integro em moral e não apenas em aparência. Ser íntegro em moral implica em arrepender-se quando errar, consertar, e não mostrar ser impecável.

A oração do Pai Nosso diz que "santificado seja o Teu nome". Dizer que santificar é elevar alguém no status espiritual contraria o sentido da oração modelo. Se Deus é quem santifica a si mesmo, como podemos santifica-lo com uma oração. Não é possível.

O que está presente aí é a separação cerimonial do nome de Deus. O mandamento de não tomar o nome de Deus em vão coincide com "santificado seja o Teu nome", isto é, respeitado e separado espiritualmente seja o teu nome.

Só podemos ser santos pela fé em Jesus que nos justifica perante Deus. 

Santidade é separação cerimonial para Deus. É culto. Nossa vida inteira é um culto e, da mesma forma, uma separação cerimonial para Deus. Para ser santo aceite a Jesus, creia nele e viva.

17/12/2014

O que está destruindo a igreja batista? (Parte 4)

O apóstolo Paulo orienta que ninguém despreze a mocidade de Timóteo. Isso indica que provavelmente existiam outros pastores na igreja de Timóteo talvez mais velhos. É oportuno recordar que na sociedade antiga a idade era ateibuto de hierarquia social e não somente familiar. Paulo alerta para que "ninguém despreze sua mocidade" apenas pelo fator "mocidade" ou "falta de experiência".

Já virou costume ouvir de alguns pastores que "tenho tantos anos de ministério bem sucedido" ou "tenho experiência que você não tem" ou ainda "devo ser mais valorizado porque sou o presidente da igreja". Sinceramente, estes pastores não ouviram o conselho de Paulo. Posso dizer ainda que "esquecem" que nosso Senhor Jesus Cristo teve somente 3 (três) anos de ministério terreno. Talvez o curriculo dos que se gabam de tempo de ministério seja sinal de "um grande ministério". Talvez não.

Na Bíblia sagrada não há hierarquia de pastores, alguns encontram isso em livros pseudoepígrafos ou forçando a barra de judaizar a igreja como culto levítico, mas não é assim que nos ensina o Novo Testamento.

Depois de algum tempo as pessoas se acostumam com um posto a ponto de esquecer que este posto não nos pertence. Isso ocorre em muitas igrejas batistas. Talvez o maior culpado disso seja a generalização do ministério de tempo integral.

Uma vez alguém disse que o pastor "precisa se dedicar em tempo integral, pois trabalhando fora está sujeito a escândalos". Claro que muitos não endossariam essa frase publicamente mas concordariam com ela. Ora, se a vida cristã é integral como é possível ser um bom cristão protegido por um gabinete? Não faz sentido. Ministério Integral não é carreira como alguns pensam é uma opção de
cada sujeito. Nenhuma igreja tem direito de exigir tempo integral pois não é ordenado na Bíblia é, pelo menos, indicado mas não ordenado.

Mas muitas igrejas exigem tempo integral. Isso gerou problemas. Um dos maiores problemas é o culto à personalidade na igreja. Pastores devem ser respeitados como qualquer irmão assim deve ser também, mas o culto à personalidade incitado pela obrigatoriedade do ministério integral tem feito uns mais "dignos" do que os outros. Isso é contra a doutrina batista.

Um exemplo claro. É considerado normal que um pastor presidente ganhe multiplas vezes mais o salário de seus auxiliares só porque é presidente. Mesmo que os auxiliares trabalhem muito mais do que o presidente isso não é levado em conta. Aliás, a presidência é um cargo estatutário e que pode ser ocupado por qualquer irmão. Nós temos o costume do pastor ser presidente e podemos cultivar o costume até o ponto em que ele não interfira com os ensinos bíblicos.

 Quando Paulo diz em Timóteo 5 que os que governam devem receber duplicada honra não refere-se a pagamento como querem alguns buscando etimologia no grego. Na verdade, o versiculo primeiro do capítulo 5 diz em que situação é aplicada essa duplicada honra. Os pastores devem receber duplicada honra quando forem admoestados. Isso não significa que não podem ser admoestados, mas que devem ser admoestados com respeito. É o que, biblicamente, faço aqui.

Considerar experiência pessoal em gabinete pastoral melhor que a experiência de um irmão que trabalha e evangeliza é uma temeridade. Isso deve ser dito. Esse tipo de pensamento tem sido nocivo aos batistas. Um exemplo prático dessa nocividade é o territorialismo de alguns pastores de tempo integral. Alguns acabam vendo em outros pastores um concorrente.

Por exemplo, preferem construir templos imensos para "seu rebanho" do que espalhar pequenas igrejas por toda a cidade. É muito melhor termos várias igrejas com mais de um pastor pregando o Evangelho do que termos uma igreja que se fecha no culto à personalidade. Muitas igrejas pequenas não podem ter pastores com direito a carro, gabinete e bom salário. Isso é coisa de grandes igrejas. Por outro lado, seria muito mais produtivo se tivéssemos mais igrejas e menores estruturas. Uma variante das megaigrejas são as igreja "fiéis ao pacto das igrejas batistas", tal pacto diz que não deve haver uma igreja batista próxima a outra. Usam esse pacto escrito a décadas atrás quando um bairro tinha a população de um quarteirão de hoje. É um problema de desajuste cronológico da realidade.

Voltando a Paulo, lembremos que ele era fazedor de tendas. Ele poderia e tinha o direito de receber auxilio financeiro da igreja, mas jamais fez disso sua bandeira. Paulo aceitava o ministério integral, mas não queria "ser pesado" por saber da inviabilidade do mesmo em algumas situações.

Com tal espírito de concorrência não podemos sobreviver como igreja. Na Europa já existem igrejas extintas, algumas se recuperam recentemente. Não tenho acesso a documentos sobre o assunto, mas é possível deduzir que sua queda pode ter um componente de culto à personalidade. Não devemos deixar que tal coisa ocorra no Brasil.

Como vimos, tornar o pastor alguém acima da membresia contrariando nossa doutrina não produz um bom resultado. É importante que voltemos a ser igrejas de muitos pastores, diáconos e todos ovelhas, pois do contrário nos tornamos em meras organizaçõe e esvaziamos o corpo de Cristo. Que ninguém despreze nossa mocidade