20/09/15

Doutrinas Batistas - A Bíblia é a revelação que Deus fez de si mesmo

No mundo atual as pessoas cada vez mais se afastam de Deus. O principal item que tem levado as pessoas a interagirem é a tecnologia. O homem é um ser tecnológico. O próprio Deus nos fez seres tecnológicos quando nos criou para governar a criação. Todo processo de governo e administração das coisas requer tecnologia. O governo a que Deus se refere é pelo trabalho e ninguém trabalha sem o mínimo de tecnologia, mesmo que seja uma alavanca muito elementar. As conquistas humanas são um processo tecnológico crescente. Desde as culturas de pedra lascada até as culturas digitais existe tecnologia em tudo da vida humana. Tecnologia são o conjunto de técnicas que nos permitem governar o mundo.

Deus sabendo da importância da tecnologia para o homem usou a tecnologia da escrita para propagar Sua Palavra. A Bíblia é a Palavra de Deus em suporte tecnológico, no caso o papel impresso. Deus revelou a si mesmo para o homem tecnológico através da tecnologia humana.

É importante notar que para a doutrina batista, decorrente da Bíblia, Deus revelou quem Ele é, por SI MESMO, aos homens.

Alguém pode se opor dizendo que "A Bíblia foi escrita por homens", mas é óbvio que você só pode ter acesso à Bíblia se ela for escrita por homens. Deus sabe disso.

Deus é o ser mais glorioso do universo. A glória de Deus é sua natureza. Para compartilhar a natureza de Deus é necessário ser da mesma natureza, mas nós somos humanos de uma natureza corruptível que é o oposto da natureza glorificada. Quando seres corruptíveis entram em contato com a glória de Deus não podem resistir à glória de Deus. Seria como algodão passando pelo fogo, o algodão não pode suportar o calor que uma ferramenta de ferro, por exemplo, é capaz de suportar. O algodão não suporta a glória do fogo.

O único texto escrito diretamente por Deus foram os Dez mandamentos. Entretanto, os dez mandamentos ficavam na arca sagrada em um lugar do antigo templo judaico onde somente o sumo sacerdote poderia entrar uma vez na vida. Se um sacerdote desobedecesse essa ordem seria fulminado pela glória de Deus.

Moisés pediu para ver Deus, mas o Senhor só permitiu que o visse de relançe pois Moisés não suportaria ver a Sua glória. Moisés estava prostrado na presença de Deus, portanto sentia a presença de Deus, ouvia a voz de Deus mas não se atrevia a olhar para Deus.

Deus sabe que não podemos suportar Sua Glória, por isso usou os profetas para que escrevessem sua Palavra. Logo, reclamar que Deus não escreveu a Bíblia é murmurar contra a bondade de Deus que nos garantiu acesso a Sua glória através dos profetas e homens de Deus que escreveram a Bíblia.

Percebe o problema? Deus jamais poderia escrever a Bíblia devido à sua santidade. E se Deus tivesse escrito eu e você não poderíamos ler sem ser consumidos. Logo, Deus foi perfeitamente coerente e bom ao comissionar os profetas para uma experiência singular com Ele. Os profetas são aqueles que traduziram a Revelação de Deus para a compreensão do homem comum.

E por que os profetas não foram consumidos. Porque Deus lhes concedeu uma licença especial, uma excessão. Uma excessão como se deduz do termo não é algo para todo mundo. Moisés teve uma excessão singular. O profeta Isaías quando viu a glória de Deus, mesmo de relance, prostrou-se é disse "aí de mim que sou homem impuro" mas o anjo de Deus tocou em Isaías com uma brasa do altar e o purificou para sua missão profética.

Deus revelou a si mesmo em plenitude ao homem enviando Seu Filho Jesus em forma humana. Jesus reduziu-se até a forma de servo para anunciar a Salvação a humanidade pecadora.

O Novo Testamento é a Revelação da vinda de Jesus Cristo ao mundo. Observe que, SENDO DEUS, Jesus também não escreveu nada, MAS comissionou seus apóstolos que atuaram como os profetas do Antigo Testamento escrevendo os evangelhos, Atos, as epístolas e o Apocalipse. Percebe mais uma vez a coerência de Jesus? Como Deus, Jesus não deixou nada escrito, pois a Sua glória só podia ser traduzida pelos homens da forma que homens entendessem.

Veja o que nos diz A primeira epístola aos Coríntios  capítulo dois versículos nove a onze "mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. | Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. | Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus"

Veja que as coisas espirituais são reveladas pelo espírito de Deus em nós. Logo, temos certeza da verdade da Palavra de Deus quando o Espírito testifica em nós. Sem a ação do Espírito Santo somos incapazes de receber a revelação que Deus fez de si mesmo aos homens.

Quero fazer um convite a você. Se ainda não aceitou a Jesus, aceite a Jesus recebendo o Espírito Santo e veja como é grandiosa a revelação de Deus em sua vida. Se você já aceitou a Jesus anuncie a Palavra de Deus a tempo e fora de tempo. Que a paz de Deus guarde nossos corações em Cristo Jesus. Amém.

18/07/15

16/07/15

A lei e a Graça

Alguns crentes se apegam ao fim da lei pela graça como desculpa para praticar coisas biblicamente condenáveis. A graça de Cristo não acabou com a lei de Deus, mas a aperfeiçoou. Assista este video e compreenda essa realidade.
 

17/05/15

Evangelho de João 2 - Narração

Evangelho de João capítulo 1 - Narração

Intensidade de som nas igrejas e carnalidade


O volume de som nas igrejas está ficando insuportável e prejudicando a adoração a Deus. Estamos viciados em shows gospel e queremos repeti-los nas igrejas. O volume de som muito alto meche com a carnalidade, por isso, bailes funk, discotecas, e escola de samba tem tanto volume pois trabalham com a carnalidade. Na igreja não trabalhamos com a carnalidade mas com a espiritualidade. Quando Elias esteve na caverna de Adulão aparececeu a ele um terremoto, um vento impetuoso, e Deus não estava neles, mas quando aparece uma brisa calma, Deus estava lá. Com o exagero no volume, ou intensidade do som, temos incentivado um culto carnal e prejudicado o culto racional em espírito e em verdade. Durante o louvor, precisamos ouvir os irmãos da igreja cantanto e não somente a banda que está no palco. Deixo como referência para quem quiser calcular o volume adequado de som para sua igreja uma aula de fisica para que você, responsável pelo som, inicie seus estudos sobre o assunto sem prejudicar a audição dos irmãos, sem incomodar a vizinhança e sem gerar carnalidade durante o culto.
Quanto ao nível de conforto auditivo, necessário à verdadeira adoração, o ouvido humano suporta 50 decibéis sem muitas queixas. Existe também o problema da quantidade de pessoas no recinto que interfere na propagação do som que será absorvido pelos corpos, nesse caso deve-se procurar fazer os calculos de forma a adequar a intensidade de som à àrea do culto e à quantidade de pessoas presentes, por estimativa.
Segue um link para quem quiser aprender mais sobre o assunto. Por favor! Parem com a carnalidade, parem com o barulho!
Depois não venham reclamar quando os mundanos vierem nos perseguir por causa da intensidade de som novamente.

http://www.fec.unicamp.br/~luharris/galeria/ic042_05/TIDIA-ae_TopicoA_mat-apoio_S03_C-Acustico.pdf

Este Documento possui informações que ajudarão a calcular o som em ambientes fechados com otimização da utilidade e sem prejudicar a saúde e a adoração das pessoas. http://musicaeadoracao.com.br/recursos/arquivos/tecnicos/sonorizacao/som_igrejas.pdf

12/02/15

Julio Severo informa que Obama mentiu para Rick Warren sobre "casamento" Gay

Por Julio Severo

Barack Obama “enganou” o Pastor Rick Warren durante a campanha presidencial dos EUA em 2008 quando esteve na Igreja Saddleback, de Warren, onde Obama disse: “Acredito que o casamento é a união entre um homem e uma mulher. Ora, para mim como cristão — para mim — para mim como cristão, é também uma união sagrada. Deus está no meio.”
David Axelrod, que trabalhou como um assessor principal da Casa Branca depois de ajudar a eleger Obama, disse que Obama mentiu quando declarou publicamente sua oposição ao “casamento” de mesmo sexo em 2008. Em seu livro recente, “Believer: My Forty Years in Politics” (Crente: Meus Quarenta Anos na Política), Axelrod escreve que sabia que Obama apoiava o “casamento” gay.
O Obama real disse em 1996: “Favoreço a legalização de casamentos de mesmo sexo, e eu combateria todo esforço para proibir tais casamentos.”
Axelrod, que é assessor de longa data de Obama, escreve em suas recentes memórias que Obama seguiu seu conselho de que ele não deveria declarar sua posição real sobre o “casamento” gay de modo que ele pudesse evitar oposição de líderes religiosos negros americanos e outros para se eleger presidente em 2008. Ele disse que Obama “modificou sua posição” para dizer que apoiava uniões civis — mas não “casamento” de mesmo sexo.
Obama fingiu se opor ao “casamento” gay na maior parte de sua carreira política, abrindo mão de suas verdadeiras crenças por causa de preocupações de que sua postura real poderia prejudicar sua imagem diante dos eleitores.
Mas como presidente dos EUA em 2010 ele voltou publicamente à sua posição original.
Axelrod escreve em “Believer: My Forty Years in Politics” que ele disse ao futuro presidente em 2008 que ele deveria esconder o segredo e enganar o público americano para propósitos políticos.
Axelrod também havia sido contratado para construir a candidatura de Aécio Neves para a campanha eleitoral presidencial do Brasil em 2014. Lamentavelmente para o Brasil, tanto Aécio quanto Dilma Rousseff são membros de partidos pró-homossexualismo. Não se sabe como Axelrod ensinou seu candidato brasileiro a esconder segredos e enganar o público brasileiro para propósitos políticos, mas ele perdeu.
Lamentavelmente parar os EUA, o candidato americano de Axelrod nunca perdeu.
Como é que os eleitores do Brasil e dos EUA podem escolher candidatos de acordo com valores pró-família se eles são enganados? E eles têm sido enganados especialmente nas questões homossexuais, inclusive o “casamento” homossexual.
A antiga tradição judaica sustenta que o “casamento homossexual” foi o “insulto final” a Deus que fez com que Ele trouxesse o Grande Dilúvio. Se isso é verdade, como é que o Pastor Rick Warren não conseguiu discernir esse sinal terrível para os EUA?
De acordo com o WorldNetDaily, na campanha presidencial dos EUA em 2008, Warren realizou em sua igreja o Fórum Civil sobre Liderança e Compaixão, aberto para toda a mídia, onde o candidato democrata Barack Obama e o candidato republicano John McCain responderam a perguntas apresentadas exclusivamente por Warren, que queria ajudar os evangélicos a escolher o “melhor” candidato com base em suas próprias respostas e “sinceridade.” O problema foi: havia muitas respostas e insinceridade.
Obama deu a Warren uma resposta sobre casamento que Warren e os evangélicos queriam ouvir: o “casamento é a união entre um homem e uma mulher” e também uma “união sagrada.”
Entretanto, a responsabilidade de um homem de Deus não é pedir que os pecadores respondam a perguntas públicas para guiar o povo de Deus. É óbvio que os pecadores mentem — e Obama usou esse direito de forma abundante.
É claro que McCain também mentiu, pois ele disse a Warren que não cria na versão homossexual do casamento, mas mais recentemente ele tem apoiado a adoção de crianças por duplas homossexuais e tem sido hostil às leis russas que proíbem a propaganda homossexual para crianças.
A tarefa de Warren não era perguntar aos pecadores o que eles são, mas mostrar, com base num discernimento cristão, quais eram as verdadeiras convicções deles. Deus diz qual é o dever de seus líderes: “Estes homens consagrados orientarão meu povo a distinguir entre o santo e o profano, e lhe ensinarão a discernir entre o que é puro e o que é impuro.” “Ezequiel 44:23 KJA)
No entanto, em vez de ensinar seu público evangélico como usar verdadeiro discernimento cristão, Warren permitiu que dois mentirosos falassem livremente suas mentiras enquanto ele instruía seu público a analisar as mentiras deles. Ele, não seu público, deveria analisar e interpretar as mentiras e insinceridade de Obama e McCain.
Não há surpresa que Obama mentiu sobre sua verdadeira agenda, que é mentir para avançar mais mentiras.
Mas a agenda cristã de um líder cristão é clara como cristal: ajudar seu público a não se deixar enganar por mentirosos e suas mentiras, e a entender e apoiar o que é certo.
Obama sempre foi um crente no “casamento” homossexual, de acordo com Axelrod, que disse de Obama em 2008: “Ele também reconheceu que os EUA não estavam ainda preparados — que precisávamos levar os EUA a esse ponto.”
Warren foi “enganado” porque ele queria ser enganado. Não existe nenhuma escassez de instrução de Deus na Bíblia para seus líderes compreenderem suas responsabilidades para os pecadores, inclusive pecadores que querem governar a nação mais poderosa do mundo.
Com uma ajudinha do Espírito Santo e seu dom de discernimento espiritual (que o capacitaria a ver o que ele não pode ver), Warren poderia ter dito: “Não creio que Obama e McCain estão preparados para a presidência dos EUA. Gente, vamos orar, pois nosso país precisa de uma poderosa visitação de Deus!”
Conheço muitos bons americanos que não possuem discernimento espiritual. Mas eles não precisariam de um detector de mentiras para testar a sinceridade de Obama. Ao considerarem o histórico dele, eles puderam entender o que Obama acabaria fazendo — que ele de fato fez.
Espero que Rick Warren e seu público tenham aprendido lições preciosas sobre mentirosos e suas mentiras.
Com informações da Associated Press, Daily Beast, Daily Mail e WorldNetDaily.

Fonte: http://juliosevero.blogspot.com.br/2015/02/casamento-gay-obama-mentiu-rick-warren.html

14/01/15

"Não se pode generalizar"

Outro dia li um livro sobre investigações. No livro ficava claro que qualquer investigação passa pela generalização. É necessário generalizar para iniciar o conhecimento, depois sim, podemos particularizar a coisa em questão. A generalização é o princípio da indução e a particularização é o princípio da dedução. Se eu não generalizar as coisas, ou seja, estabelecer um sistema para elas, não serei capaz de deduzir pois um elemento necessário ao conhecimento foi depreciado.

É muito comum ao iniciar uma conversa sobre aspecto polêmico alguém repetir papagaiadamente "não se pode generalizar". Ao fazer isso o sujeito, impede, qualquer possibilidade de reflexão sobre o problema em questão. Isso geralmente acontece para inserir novas generalizações na sociedade. Essas generalizações sim, são artificiais e fabricadas pelo politicamente correto. Tais generalizações politicamente corretas, via de regra, são ideias pecaminosas ou defensoras da prática de pecados. Ninguém pode generalizar mais a prostituição e já querem inserir como profissão, daí para outras generalizações politicamente corretas, como o fim da família nuclear judei cristã, por exemplo, é um pulo.

Já fazem isso até na igreja. Quantos modismos entraram na igreja porque "não se pode generalizar"? Muitos com certeza. Um exemplo disso é a tatuagem. Ninguém queria "generalizar" um tatuado bomzinho, daí surgiu uma onda de tatuados na igreja. Tudo isso porque pessoalizaram um comportamento. Daqui a pouco os mesmos que apoiam a tatuagem no templo do Espírito Santo, vão querer dizer que não podemos generalizar pecados que a própria Bíblia generaliza como homossexualismo, por exemplo. Pior ainda quando não pudermos mais generalizar que só quem crê em Jesus será salvo. Já estamos caminhando para isso.

Se a generalização é o inicio do conhecimento das coisas ela não pode ser substituida por uma relativização. Substituir a generalização por relativização é absurdo, pois a relativização refere-se a relações particulares e não gerais. Se for imperativo classificar cada relação particular para conhecer as coisas inviabiliza-se qualquer conhecimento. Se o conhecimento é inviável, não agimos como juízes de nós mesmos e tal poder será assumido por alguém, seja a mídia ou seja o governo do anticristo.

Na igreja surgem cada vez mais os sujeitos contrários à doutrina. Exatamente a turma anti-generalização. O que eles deseja? Acabar com a capacidade de reconhecimento da verdade dos membros da igreja para tornarem-se ditadores do que é correto e moral conforme seus interesses. Como nos diz a Escritura nos últimos tempos muitos apostatarão da fé para seguirem o que bem entendem e isso é obra do Diabo.

Devemos ser fiéis à doutrina bíblica. Sem fidelidade às doutrinas bíblicas seremos crentes deformados. Aliás, a forma é um tipo de generalização natural. Um cachorro tem forma diferente de um coelho, se não fosse pela generalização da forma seria impossível distingui-los imediatamente.

Vivemos num tempo onde cristãos assumem a forma do mundo. Generalizam seu pensamento conforme o padrão do mundo e não comforme o padrão de Deus. Num momento assim é necessário ser um pregador, mas parece que cada vez mais um pregador idoneo não pode estar aos pés de instituições onde seus membros, cada vez mais, se conformam ao presente século e se ofendem com o verdadeiro sentido da Palavra de Deus. O Senhor estabeleceu seu padrão para o crente e, com certeza, esse padrão não é nem um pouco politicamente correto, mas que é verdadeiro isso é.

Terrorismo retórico

Os termos retórica e oratória são umas vezes sinônimos e outras vezes coisas levemente diferentes. Prefiro pensar na retórico do ponto de vista da retórica eclesiástica que significa organizar uma ideia da forma mais eficaz para explicação da verdade. Prefiro esse uso da retórica, ou seja, o uso homilético reservado à homilia ou sermão.

Existe também o uso mesquinho da retórica. O filósofo Sócrates já se debateu com esse problema ao discursar com os sofistas de sua época. Não vou explicar quem são os sofistas, vamos estabelecer o conhecimento disto como ponto de partida, caso você não saiba do que se trata uma pesquisa na internet poderá ajudar. Entretanto, para não ser tão radical, posso dizer, sem ser redundante, que os sofistas eram professores de oratória na antiga Grécia que usavam enfeites fomais e emocionais em seus discursos para alcançar poder.

Observe o uso duplo da mesma técnica. A retórica serve para explicar a verdade e também para comvencer do mal. Logo, não é o profundo conhecimento da retórica que faz um bom pregador, mas sim, o conhecimento das Escrituras. O conhecimento retórico é só um facilitador e não o objetivo final em si.

Infelizmente, a retórica como objetivo final já ressuscitou nos discursos políticos e está tomando um rumo que os próprios sofistas não alcançaram. Para fins didáticos vou chamar a nova aplicação da retórica como instrumento de poder com o nome de "Terrorismo Retórico". Terrorismo, pois está ligada às ideias revolucionárias de esquerda que historicamente fizeram uso do terrorismo, e é terrorismo também pois visa imobilizar pelo medo da exposição pública ao interlocutor, especialmente o cristão conservador.

Após ver algums absurdos em postagens de esquerdistas Google+ fiz algumas considerações mais à direita que foram rechaçadas ferozmente a principio. Claro que existe uma advertência clara do filósofo Olavo de Carvalho para "não discutir com esquerdista", mas a experiência é um dos caminhos da aprendizagem. Daí fui discutir com esquerdistas mesmo contrariando o aviso filosófico.

Observei um padrão no discurso da esquerda. Usam muito a linguagem passiva para fazer afirmações ativas, geralmente usam um gerundismo, também são afeitos a substantivar adjetivos e inventar neologismos que poluem seus discursos de um raciocínio fraco que s baseia na pura verborragia.

Enfim, observei que tal formato retórico é precioso para a esquerda anticristã. Observei também que ao repetir a forma do discurso deles, inicialmente por ironia, eles se calavam. Parecia que sua retórica pode ser usada contra eles e que ao usar contra eles ocorre um desarmamento retórico da esquerda.

Isso ficou um tanto patente para mim, mas não acreditei que ficariam quietos caso isso fosse "revelado" embora não seja nenhuma novidade. Como teste publiquei um comentário sobre isso em redes sociais conservadoras. É óbvio que esquerdistas lêm muito os canais conservadores, portanto, esperei para ver no que daria. Não demorou muito para acontecer a reação esquerdista anticristã.

Publiuei um video sobre os conceitos de fanatismo, fundamentalismo e discurso de ódio no meu canal do youtube. Um esquerdista fez uma publicação depreciativa dizendo que cometi erros de deturpação dos termos. Pelo jeito ele queria provocar, então aceitei. Pedi que provasse que os termos estavam errados. Ele não provou. Usou várias falácias, embutiu discussões polêmicas periféricas, e ficou insistindo em não discutir os termos impomdo outro caminho para a discussão.

Me mantive firme ao assunto inicial o que irou o sujeito. Fez exposições longas, puramente retóricas, para evitar o assunto específico. Uma das formas usadas para esconder o uso puramente retórico foi poluir a fala com referências puramente hipertextuais que não cruzavam com o assunto. Continuei firme no assunto. Finalmente o cara respondeu, escondido no meio de um horroroso palavrório que os termos que usei estavam certos. Pronto, meu problema era só aquele, o resto era acessório polêmico usado pelo esquerdista.

Mostrei minha razão nas palavras dele, mas é claro, salvei adequadamente o histórico da discussão. Ele continuou insistindo na polêmica que ignorei solenemente, até porque o assunto já estava resolvido. Quando o esquerdista percebeu que confirmou meus termos do video citado, editou seu comentário eliminando qualquer referência ao assunto.

Bom, eu parei de discutir mas daí o cara passou para outras estratégias da esquerda. Quando a retórica fracassa eles passam para o assédio. Começam a te assediar para que você diga o que eles querem chegando ao ponto da histeria. Lembra muito alguns profissionais de mídia que instigam parlamentares de direita para colocar palavras não ditas à crédito indevido. O brilhante parlamentar Jair Bolsonaro foi vítima disso com programecos satírico-jornalisticos. Não é novidade portanto tal estratégia. Mas as semelhanças estratégicas não param aí.

Quando o sujeito não conseguiu seu objetivo de deturpar a verdade, nem pela retórica, nem pelo assédio, partiu para a ofensa disfarçada de politicamente correto. É curioso como o politicamente correto que visa não ofender é exatamente a arma de ofensa e difamação da esquerda. O cara me chamou de várias coisas tentando me irritar. Quando chegou na difamação percebi que o próximo passo só poderia ser o ataque a minha integridade física. Mais uma vez exatamente o mesmo sistema usado com o nobre deputado Jair Bolsonaro. Difamaram e caluniaram o deputado além de promover um sentimento de violência contra o mesmo. Obviamente não sou deputado, portanto, foi mais prudente bloquear o sujeito.

Mas o que essa experiência ensinou? Foi uma demonstração passo a passo do "terrorismo retórico" da esquerda. Primeiro eles te intimidam com palavrório e com provocações para discussões fora do escopo inicial do assunto, depois sem reconhecer a própria falha, alteram as provas para que nada tenha sentido. Se isso não afeta ainda o interlocutor passam para o assédio moral para que você se sinta compelido a entrar no jogo deles, ou seja, terrorismo psicológico puro. Enfim, se nada disso dá certo eles partem para a difamação e para a pregação de ódio contra você. O resultado final pode ser mortal.

Bom, se a experiência ensinou a dinâmica do terrorismo retórico como evitar isso? Se for possível, siga o conselho do filósofo "não discuta com esquerdista" pois mesmo os sofistas reconheceram argumentos de Sócrates, mas os terroristas retóricos são incapazes de reconhecer qualquer verdade em seu fanatismo.

E se não for possível? Recorra as regras parlamentares. Isso é uma coisa que a maioria das pessoas diz que não existe simplesmente porque ninguém usa ou a inserem como regras de regiementos internos. O regimento do Congresso Nacional expõe as regras parlamentares daquela casa. Isso só para mostrar que não é invenção de batista.

As regras parlamentares foram feitas para normatizar a discussão democrática. Sem regras não existe democracia, quanto mais democrático um grupo é, mais respeitador das normas de discussão democrática será. O que fiz na discussão com o esquerdista foi usar principios de regras parlamentares, além é claro, de documentar cada movimento.

Foi possível observar que as regras parlamentares são fatais para o discurso esquerdista. Pena que seja um conheciemnto tão pouco difundido. Se as regras parlamentares fossem mais usadas o discurso esquerdista mostraria exatamente sua aparência de histerismo contra a verdade, a moral cristã e tudo que representa Deus em nossa cultura. Pensemos nessa possibilidade.

25/12/14

O que é santidade?

Ser santo conforme a Bíblia difere do senso comum. Santidade não implica em infalibilidade ou poderes especiais. Santidade é uma separação espiritual para Deus. Todo aquele que se separa para Deus é santo, ainda que imperfeito. Afinal, qual homem pode se dizer perfeito? Santo é todo aquele que é santificado por Deus e não por si mesmo. Essa santificação ocorre pelo arrependimento e fé em Jesus como Senhor e Salvador.

Pelo padrão da perfeição pela ausência de pecados a santidade seria impossível. No sermão da montanha Jesus afirma que devemos ser perfeitos, mas não a perfeição infalível. Segundo o contexto bíblico imediato, ser perfeito é fazer a vontade de Deus corretamente. Está mais ligado à noção de integridade moral.

A crítica aos fariseus é o contraste argumentativo presente nessa ordem de Jesus. Para ser santo é necessário ser verdadeiramente integro em moral e não apenas em aparência. Ser íntegro em moral implica em arrepender-se quando errar, consertar, e não mostrar ser impecável.

A oração do Pai Nosso diz que "santificado seja o Teu nome". Dizer que santificar é elevar alguém no status espiritual contraria o sentido da oração modelo. Se Deus é quem santifica a si mesmo, como podemos santifica-lo com uma oração. Não é possível.

O que está presente aí é a separação cerimonial do nome de Deus. O mandamento de não tomar o nome de Deus em vão coincide com "santificado seja o Teu nome", isto é, respeitado e separado espiritualmente seja o teu nome.

Só podemos ser santos pela fé em Jesus que nos justifica perante Deus. 

Santidade é separação cerimonial para Deus. É culto. Nossa vida inteira é um culto e, da mesma forma, uma separação cerimonial para Deus. Para ser santo aceite a Jesus, creia nele e viva.

17/12/14

O que está destruindo a igreja batista? (Parte 4)

O apóstolo Paulo orienta que ninguém despreze a mocidade de Timóteo. Isso indica que provavelmente existiam outros pastores na igreja de Timóteo talvez mais velhos. É oportuno recordar que na sociedade antiga a idade era ateibuto de hierarquia social e não somente familiar. Paulo alerta para que "ninguém despreze sua mocidade" apenas pelo fator "mocidade" ou "falta de experiência".

Já virou costume ouvir de alguns pastores que "tenho tantos anos de ministério bem sucedido" ou "tenho experiência que você não tem" ou ainda "devo ser mais valorizado porque sou o presidente da igreja". Sinceramente, estes pastores não ouviram o conselho de Paulo. Posso dizer ainda que "esquecem" que nosso Senhor Jesus Cristo teve somente 3 (três) anos de ministério terreno. Talvez o curriculo dos que se gabam de tempo de ministério seja sinal de "um grande ministério". Talvez não.

Na Bíblia sagrada não há hierarquia de pastores, alguns encontram isso em livros pseudoepígrafos ou forçando a barra de judaizar a igreja como culto levítico, mas não é assim que nos ensina o Novo Testamento.

Depois de algum tempo as pessoas se acostumam com um posto a ponto de esquecer que este posto não nos pertence. Isso ocorre em muitas igrejas batistas. Talvez o maior culpado disso seja a generalização do ministério de tempo integral.

Uma vez alguém disse que o pastor "precisa se dedicar em tempo integral, pois trabalhando fora está sujeito a escândalos". Claro que muitos não endossariam essa frase publicamente mas concordariam com ela. Ora, se a vida cristã é integral como é possível ser um bom cristão protegido por um gabinete? Não faz sentido. Ministério Integral não é carreira como alguns pensam é uma opção de
cada sujeito. Nenhuma igreja tem direito de exigir tempo integral pois não é ordenado na Bíblia é, pelo menos, indicado mas não ordenado.

Mas muitas igrejas exigem tempo integral. Isso gerou problemas. Um dos maiores problemas é o culto à personalidade na igreja. Pastores devem ser respeitados como qualquer irmão assim deve ser também, mas o culto à personalidade incitado pela obrigatoriedade do ministério integral tem feito uns mais "dignos" do que os outros. Isso é contra a doutrina batista.

Um exemplo claro. É considerado normal que um pastor presidente ganhe multiplas vezes mais o salário de seus auxiliares só porque é presidente. Mesmo que os auxiliares trabalhem muito mais do que o presidente isso não é levado em conta. Aliás, a presidência é um cargo estatutário e que pode ser ocupado por qualquer irmão. Nós temos o costume do pastor ser presidente e podemos cultivar o costume até o ponto em que ele não interfira com os ensinos bíblicos.

 Quando Paulo diz em Timóteo 5 que os que governam devem receber duplicada honra não refere-se a pagamento como querem alguns buscando etimologia no grego. Na verdade, o versiculo primeiro do capítulo 5 diz em que situação é aplicada essa duplicada honra. Os pastores devem receber duplicada honra quando forem admoestados. Isso não significa que não podem ser admoestados, mas que devem ser admoestados com respeito. É o que, biblicamente, faço aqui.

Considerar experiência pessoal em gabinete pastoral melhor que a experiência de um irmão que trabalha e evangeliza é uma temeridade. Isso deve ser dito. Esse tipo de pensamento tem sido nocivo aos batistas. Um exemplo prático dessa nocividade é o territorialismo de alguns pastores de tempo integral. Alguns acabam vendo em outros pastores um concorrente.

Por exemplo, preferem construir templos imensos para "seu rebanho" do que espalhar pequenas igrejas por toda a cidade. É muito melhor termos várias igrejas com mais de um pastor pregando o Evangelho do que termos uma igreja que se fecha no culto à personalidade. Muitas igrejas pequenas não podem ter pastores com direito a carro, gabinete e bom salário. Isso é coisa de grandes igrejas. Por outro lado, seria muito mais produtivo se tivéssemos mais igrejas e menores estruturas. Uma variante das megaigrejas são as igreja "fiéis ao pacto das igrejas batistas", tal pacto diz que não deve haver uma igreja batista próxima a outra. Usam esse pacto escrito a décadas atrás quando um bairro tinha a população de um quarteirão de hoje. É um problema de desajuste cronológico da realidade.

Voltando a Paulo, lembremos que ele era fazedor de tendas. Ele poderia e tinha o direito de receber auxilio financeiro da igreja, mas jamais fez disso sua bandeira. Paulo aceitava o ministério integral, mas não queria "ser pesado" por saber da inviabilidade do mesmo em algumas situações.

Com tal espírito de concorrência não podemos sobreviver como igreja. Na Europa já existem igrejas extintas, algumas se recuperam recentemente. Não tenho acesso a documentos sobre o assunto, mas é possível deduzir que sua queda pode ter um componente de culto à personalidade. Não devemos deixar que tal coisa ocorra no Brasil.

Como vimos, tornar o pastor alguém acima da membresia contrariando nossa doutrina não produz um bom resultado. É importante que voltemos a ser igrejas de muitos pastores, diáconos e todos ovelhas, pois do contrário nos tornamos em meras organizaçõe e esvaziamos o corpo de Cristo. Que ninguém despreze nossa mocidade

08/12/14

Como Ensinar na Escola Bíblica Dominical 1


Novo Vídeo para quem deseja aprender um pouco sobre técnicas de educação mais clássicas aplicadas ao Ensino Bíblico na Escola Dominical 

02/12/14

O que está destruindo a igreja batista? (Parte 3)

A igreja batista não é um conglomerado de igrejas. Cada igreja é autônoma e democrática. Num período da história dos batistas, alguns proselitistas pentecostais quiseram aproveitar essa democracia contra a própria igreja batista. Com isso surgiu uma união para busca de soluções defensivas da doutrina. Algumas das soluções foram a longo prazo o pior para a igreja batista. Essas soluções ruins tinham a motivação inicial de disciplinar problemas através de órgãos para eclesiásticos. Isso foi um tiro no pé.

Enquanto tais organizações estavam sob orientação de pastores tradicionais ainda existia algum respeito às doutrinas, mas já se ensaiava a politicagem. Não era raro que alguns funcionários, crentes, esperassem a ausência do chefe, numa viagem por exemplo, para procrastinar a vontade. Mas quando o chefe aparecia a demonstração de pró atividade era tremenda. Um ambiente assim não pode acabar bem, pois é dependente de líderes e não de consciência dos religiosos para com Deus.

Um dos primeiros sinais foi a criação de ordens, especialmente ordem de pastores. Só a existência de tais ordens é um afronte aos princípios e doutrinas batistas. Historicamente os batistas surgem com um principio contrário a qualquer ordem para eclesiástica. As ordens são por definição um grêmio de iniciados. Esses grêmios de iniciados eram comuns antes da Reforma e depois dela.

Especialmente nos grêmios religiosos entendia-se que os agremiados tinham uma autoridade ou "intimidade com Deus" maior do que o povo laico. Os batistas são contrários a essa ideia de laicato e clero, pois Deus não faz acepção de pessoas. Também não existe hierarquia entre crentes na base doutrinária batista. Entretanto, as "ordens" criam vários cleros de pastores, músicos, diáconos etc. Ferindo os princípios da denominação.

Continuando. Com a morte dos líderes mais conservadores, tudo virou bagunça, pois se funcionários serviam para agradar o chefe, qualquer chefe seria agradado sem princípio nenhum. Mas ainda outro fato foi concomitante a isso que aumentou a bola de neve: a criação do conceito de ministério como departamento e a desvalorização progressiva dos diáconos.

Primeiro, ministério não é departamento como alguns imaginam. Ministério é serviço público a Deus. Qualquer serviço público orientado para a obra de Deus, dentro ou fora da igreja, inclusive um blog se quisermos ser mais moderninhos. Não vamos confundir serviço público com atividade estatal, mas como atividade que é realizada publicamente, só isso.

Além do ministério ser serviço público esse serviço é exercido por ministros. Os ministros, ou oficiais para usar um termo mais antigo, são os pastores e diáconos. Sendo a única diferença entre pastores e diáconos que os primeiros são os coordenadores do trabalho e os diáconos os auxiliares.

Com o surgimento de "ordens" os diáconos deixaram de se entender como auxiliares e entenderam-se como "iniciados" dentro da igreja. Isso também aconteceu com os pastores que deixaram de se entender como coordenadores para se gabar de serem "líderes". Isso também coincide com a ascenção da visão empresarial de igreja pelos papas da administração eclesiástica.

Juntando essa visão empresarial de igreja, as ordens de iniciados, e uma certa resistência do diaconato e ao diaconato, inventaram uma modificação no conceito de ministério. Antes quem orientava os jovens, só para um exemplo, era um diácono ou o pastor, agora, passou a ser um ministro de jovens que é um sujeito indefinido, mas útil administrativamente. É como transformar faxineiro em auxiliar de serviços gerais para que possam mandar o cara fazer o que a chefia desejar.

Além do esvaziamento do diaconato ocorreu o esvaziamento do ministério pastoral com o surgimento das mega igrejas. Nas mega igrejas passou a ocorrer algo contraditório. Se o diácono era o auxiliar do pastor, mas ter diáconos era um "inconveniente" especialmente após as ordens diaconais, a solução foi criar uma figura híbrida, o "pastor auxiliar".

Com a criação política do pastor auxiliar, uma das funções naturais de todo pastor que é presidir decisões da igreja virou atributo exclusivo do "pastor chefe" que adotou o nome mais bonitinho de "pastor presidente" e gosta de ser chamado de "líder" como se líder não fosse chefe. Chega a ser tragicômico quando passamos por uma igreja e vemos em sua fachada o nome do "pastor presidente".

Voltando aos ministros que substituíram politicamente os diáconos vemos que dentre esses ministros temos o ministro de música, educação religiosa e outros em geral. Todos deveriam ser diáconos, mas isso seria inconveniente administrativamente e politicamente. Pessoas foram aceitando cargos e ao mesmo tempo sendo preteridas como é comum a toda hierarquia.

O mais engraçado é que a hierarquia existe, mas fazem uma ginástica lógica sem fim para dizer que não existe hierarquia. Uma das provas incontestáveis da hierarquia é o salário do pastor presidente poder ser até 20 vezes maior que o de um pastor auxiliar, ou mais, mesmo que o auxiliar trabalhe muito mais, logo é uma retribuição hierárquica. Chegam até a dizer que a presidência justifica isso, mas não dizem que tomaram a função presidencial de outros em benefício próprio.

Nessa situação gera-se desprezo e ressentimento e muitos já querem "ordens" de músicos e educadores religiosos. Ou seja, ao invés de resolver o problema querem aumentar o problema e muitas vezes por pura ingenuidade, outros com desejos escusos mesmo. Todas as tentativas semelhantes só prejudicaram os relacionamentos eclesiásticos criando os famigerados iniciados ou "ungidos" que contrariam a doutrina batista e a Bíblia.

Qual seria a solução então? Primeiro, não criar nenhuma nova ordem seja do que for. Segundo, extinguir as existentes pois não podemos extinguir nossa doutrina, história e princípios em nome de uma invenção politiqueira que suga as forças da denominação. Isso é o mais coerente e conveniente: voltar às origens. Tudo dava certo antes mas agora, todos querem fazer currículo e fechar uma rede de relacionamento que favoreça uma carreira ministerial.

O mais preocupante: os adeptos a esses procedimentos estão de tal maneira alienados que podem pensar que eu estou contra a igreja batista. Podem até se mover em suas "ordens" para satisfazer um falso principio de colaboração a partir de ordens. Esquecem que ninguém precisa de juntas ou ordens para cooperar em prol do Reino de Deus.

Se continuar do jeito que está, em pouco tempo não existirão mais batistas. Um racha denominacional será a única opção aceitável pois o que temos nos dias atuais, em muitos casos, não pode mais ser considerado igreja batista. Ou rachamos ou a igreja se corrompe de vez. Pode parecer radicalismo, mas quem disse que batistas nunca foram radicais?

É melhor ser um radical fiel às Escrituras que um "moderado" conformado com a politicagem que mina as bases morais e doutrinárias da igreja batista. Sem ordens ou associações passamos bem, mas sem firmeza e coerência com a doutrina bíblica vamos de mal a pior.

28/11/14

O que está destruindo a igreja batista? (Parte 2)

Baptism logo.jpg
"Baptism logo". Via Wikipedia.

Missionários americanos do sul dos EUA evangelizaram o Brasil criando a igreja batista. Estes missionários investiram muito dinheiro na pregação do Evangelho nas terras brasileiras e os batistas ficaram famosos por sua organização e eficiência. Ainda temos um resquício desta fama que se esvai a cada ano.

Quero tratar sobre um dos pontos de vista sobre a destruição da denominação batista a partir de dentro dela mesma. Lembro ainda, que muitos estão acomodados a esse sistema e vão defendê-lo para manter a posição, porém, é mais importante servir aos homens do que a Deus. Portanto, sabendo a origem do que passamos hoje podemos tomar decisões corretas para o futuro e não ser manipulados pelas corporações eclesiástico-politiqueiras.

Voltemos. Os missionários batistas do sul dos EUA eram ricos e criaram uma estrutura fabulosa para a igreja batista no Brasil. Chegamos a ter o maior parque gráfico de toda a América Latina o que é um feito grandioso. Os missionários, mais por generosidade da contribuição dos americanos do que por lucro com as instalações, costumavam pagar excelentes salários. Tanto os missionários diretores recebiam bem quanto todos os funcionários brasileiros em sua função. Entretanto, brasileiros não eram diretores e isso levantou uma certa cobiça.

Depois de muita discussão com alegações de falta de democracia por parte dos americanos que não permitiam cargos elevados aos nacionais, os vaidosos receberam um cavalo de Tróia. Os missionários americanos passaram todos os bens para a CBB, mas levaram suas ofertas embora.

Os novos diretores ficaram felizes pois iriam receber o salário dos seus antecessores. E receberam por muito tempo até a derrocada do maior parque gráfico da América Latina. Os sujeitos eram tão incompetentes que não perceberam que não era o comércio que sustentava a denominação, mas sim, as doações americanas.

Na percepção de que tudo ia desabar pastores corriam de todos os lados para encontrar uma solução. A solução encontrada, ao que tudo indica, foi o corporativismo que maquiou a queda financeira por algum tempo. Essa maquiagem não durou muito, mas deixou resultados catastróficos para a denominação. O maior perigo que enfrentamos não foi a onda de infiltração doutrinária pentecostal, mas foi a encubação da politicagem no meio batista.

Não havendo dinheiro, a solução seria reconhecer o erro, mas não tinha ninguém humilde o suficiente para isso. Ninguém baixou os próprios salários, nem de seus chegados. Nesse contexto, para manter o status, surgiu a politicagem na denominação batista. Um certo fisiologismo ajudava nesse contexto dando o argumento falacioso da autoridade a certas ações de alguns líderes.

A politicagem transformou a igreja batista de democracia em oligarquia. Não querendo perder a posição e as posses os pastores começaram a trocar favores. Passou-se a enfatizar a ordenação de pessoas convenientes ao sistema de corporação de ofício que se desenhou. Muitos pastores colocaram a família inteira no ministério. Ninguém era bom demais para fazer parte do seleto grupo daqueles que "defendem a sã doutrina". Talvez até defendessem a doutrina de fato, mas estavam destruindo o principio batista da democracia.

Em linhas gerais, esse é o quadro que formou a Convenção e associações politiqueiras e ávidas por currículos para eclesiásticos de hoje em dia. As corporações estão destruindo a igreja batista e só consagram que se submete a elas. Alguns pastores são até conscientes disso e evitam tal atitude, mas pecam por se calar e não salvar a denominação da derrocada, por mera conveniência.

Precisamos acabar com isso. Ou a igreja batista é uma igreja democrática e local ou é um organismo sujeito a corporações e oligarquias para eclesiásticas. Neste contexto é melhor não ser consagrado, pois vou gerar problema e sozinho. Mas eu não fui chamado para servir a uma corporação como alguns, fui chamado para servir a Deus. Sirvo a Deus até aqui no blog somente, mas se vender, para um grupo oligárquico que só aumenta e não se arrepende é apostasia total.

25/11/14

O cumprimento do Apocalipse

Saint John on Patmos.jpg
« Saint John on Patmos »
par 
Frères de Limbourg (Herman, Paul et Jean).
Sous licence Public domain
via 
Wikimedia Commons.
+Marco Teles : Em Apocalipse 1.1 a 3 vemos que este livro é uma revelação dada pelo próprio Senhor Jesus Cristo aos seus servos sobre coisas que aconteceriam em breve. Na igreja primitiva muitos acreditavam que deveriam deixar todas as coisas pela fé pois o fim do mundo estaria próximo. Paulo exortou a esses preguiçosos. Só Deus sabe o dia e a hora da volta de Jesus, mas é necessário observar o Apocalipse como um processo cíclico onde Satanás tenta vencer, inutilmente, o Plano de Salvação de Deus.

O Plano de Salvação está completo e concluído, mas Satanás sempre tenta novamente. Apocalipse mostra essa dinâmica espiritual durante toda a história. Por isso Apocalipse diz nos primeiros versículos que tais coisas ocorreriam em breve e que devemos vigiar e guardar a Palavra da revelação.

A volta de Jesus é a culminação de todo o Plano de Salvação, mas antes disso, Deus permitirá que a igreja pregue a Palavra, mesmo sob perseguição, para que muitos se convertam ao Evangelho. É desta perseguição que Apocalipse fala que segundo o capítulo 1.1 está significada na visão de João. Observe que estar significada indica que possui signos cuja simbologia só pode ser entendida pelos servos de Deus. Esse era o objetivo do Apocalipse, usar uma linguagem cifrada que os perseguidores não conseguiriam entender para destruir, assim o Apocalipse sobreviveu.

Já no primeiro século várias perseguições aos cristãos ocorreram, o que levou alguns a pensar que o fim do tempo seria em poucos anos, mas não foi bem assim. O fim dos tempos citado por Jesus é o tempo após a sua vinda que não podemos determinar a duração, mas que podemos verificar seu algoritmo de funcionamento para prevenir a igreja do mal.

Assim como os cristãos foram perseguidos no primeiro século, podemos observar uma apostasia da igreja em época posterior, uma necessidade da Reforma Protestante e a perseguição dos mesmos, podemos notar também, podemos ver Revoluções que se opuseram ao cristianismo como o nazismo e o regime soviético. Atualmente, o bolivarianismo é a apresentação dessa realidade e podemos dizer que a politicagem carreirista das associações paraeclesiásticas também são uma manifestação da apostasia.

Chegamos a um momento em que precisamos de uma Reforma dentro da própria denominação batista. Se entendermos os significados do apocalipse ficaremos tranquilos quanto a volta de Jesus, mas seremos verdadeiros defensores do Evangelho contra as manifestações do Plano de Perdição da humanidade, realizado por Satanás, dentro ou no entorno da igreja de Jesus Cristo.

O apocalipse é um alerta simbólico. Se ficarmos olhando para os símbolos como se fossem uma manifestação concreta, perdemos a oportunidade e obrigação de guardar a palavra e vigiar o que vai acontecer em breve. O "em breve" é agora mesmo.


24/11/14

O que está destruindo a igreja batista? (Parte 1)

First Baptist Meetinghouse, Providence, RI.jpg
por Daniel Case - Obra do próprio. Licenciado sob 
Como a politicagem destrói as igrejas batistas por dentro através de pastores e membros carreiristas.


Houve tempo em que se pensava que o maior inimiga da igreja batista eram os pentecostais. Existiam até "paladinos da doutrina" cuja ocupação principal era combater pentecostais. Realmente, alguns pentecostais tinham mania de superioridade espiritual e queriam mudar a igreja dos outros, mas isso é passado. Entretanto, alguma coisa ficou desse passado e não é de origem pentecostal.

Esses "paladinos da doutrina" ganharam notoriedade, com isso, influência. As instituições eclesiásticas passaram a ser controladas por quem eles indicavam. Estas pessoas geralmente estavam em seu circulo de relações e de interesses. Até hoje é mais fácil e rápido consagrar um seminarista rico do que um seminarista pobre. Se não for rico, pelo menos deve ter o título de doutor. Isso também vem desse período.

Com essa prática, os "paladinhos da doutrina" inseriram na Convenção Batista a politicagem, pois se não era possível discordar dos paladinos, logo, as pessoas preferiam ficar quietas e "politicar" que era mais seguro. Nesse ambiente de ausência de diálogo e monologal as pessoas não desenvolviam as ideias apenas acatavam. Percebendo isso, alguns teólogos liberais e marxistas já preparavam seu bote.

Com o afastamento ou morte de indivíduos chave na Convenção Batista aqueles que estavam a espreita começaram a tomar lugar. E tomando este lugar, divulgavam suas ideias antibíblicas muitas vezes. O povo batista que não estava acostumado a dialogar sobre ideias ou doutrinas, começou inadvertidamente  a concordar com algumas ideias antibíblicas. Essas ideias pareciam piedosas e tolerantes para aqueles que nunca puderam dialogar de verdade.

Como resultado, a politicagem batista degenerou para seu pior tipo: a politicagem partidária. Antes a politicagem era fisiologista, ou seja, era focada num indivíduo, hoje a politicagem é partidária, ou seja, focada numa ideia de partidarismo político secular e denominacional. Especialmente com vínculo esquerdista marxista.

Os "paladinos da doutrina" foram substituídos pelos "paladinos do social". Ao contrário dos primeiros, os "paladinos do social" são totalmente contrários à sã doutrina. Estão mais interessados em carreira política dentro da igreja do que em defender valores morais, familiares ou doutrinários. Não é a toa que menosprezam a doutrina.

Um dos indicadores da infiltração política secular na denominação batista é a imitação da ONU. Não é raro que os temas do ano da Convenção ecoem os temas da ONU. Esta instituição internacional ao contrário do que alguns pensam não é a "guardiã da liberdade". Pelo contrário, todas as políticas públicas antifamília tem sua origem em resoluções da ONU. Como é possível que uma denominação cristã se submeta a esse tipo de doutrina?

Outra coisa interessante de se notar é que a CBB mantém-se calada quanto a desmandos políticos contra a família e a igreja. Limita-se apenas a fazer uma "nota de repúdio" quando as coisas vão mal e o povo requer uma ação, mas em geral ficam caladas. Nota de repúdio é o mesmo que nada. É necessário que a CBB se posicione e deixe de politicagem. Ficam 4 anos fazendo "vistas grossas" a uma política anticristã e perto das eleições majoritárias ou para a diretoria da Convenção, fazem um sermão inflamado, se elegem e depois tornam a se calar.

O que estamos observando é o carreirismo na denominação batista. Isso se estende também a várias convenções locais. Participei de um grupo que analisava um problema administrativo em uma associação. O problema era um erro crasso. A solução era reconhecer o erro, demonstrar arrependimento e desejo de corrigir e pedir ajuda às igrejas para solução do problema. Mas ninguém queria isso, queriam ter um "currículo denominacional ilibado" para suas carreiras eclesiásticas. Estavam mais interessados em passar o problema para outro do que em resolver o problema. Não preciso dizer que pedi demissão do cargo, pois os batistas gostam desses carreiristas e não adiantaria nada a palavra de apenas um sujeito na bagunça politiqueira.

Observe: o que está derrubando a denominação batista é a politicagem que mina nossas bases doutrinárias e morais. Precisamos acabar com isso. Não precisamos de ordens eclesiásticas quaisquer, não precisamos de associações. As igrejas locais é que deveriam fazer convênios entre si sem intermediação de "juntas" que estão mais para juntar tudo do que para articular a obra de Deus.

Ou os batistas acordam de sua letargia ou vamos ver o fim da igreja batista em breve. Ainda falarei mais sobre isso, mas por hora basta.

22/11/14

Qual é o significado do Apocalipse?

Introdução ao comentário

Apocalypse vasnetsov.jpg
"Apocalypse vasnetsov" by Viktor M. Vasnetsov - http://lj.rossia.org/users/john_petrov/166993.html. Licensed under Public domain via Wikimedia Commons.

O Apocalipse é um livro simbólico e as ações que ocorrem nele são cíclicas até a vitória final de Cristo. Os ímpios repetem a estratégia de perdição de Satanás durante a história mas Deus sempre vence a batalha. O Apocalipse é um livro de consolação para os cristãos e não de preocupação. Quem não aceitou a Jesus deve se preocupar com as revelações do Apocalipse. Os crentes estão garantidos por Deus.

O Apocalipse tem um significado geral desprezado pela maioria das pessoas. Muitos se preocupam com os juizos e batalhas previstos alí, mas o justo não deve se preocupar com isso. O Apocalipse revela que Deus está no controle de todas as coisa para cumprir o Seu propósito.

O propósito de Deus é que todos se arrependam. Deus enviará pragas para que os ímpios se arrependam, mas não desejarão deixar sua idolatria. Ao contrário, os ímpios se revoltarão contra Deus e se voltarão para a prática e maquinação do mal.

O Apocalipse nos mostra que alguns cristãos serão perseguidos e martirizados nesse processo. Por odiarem a Deus, odiarão aos servos Dele. Perseguirão os cristãos como vingança contra os juízos de Deus. Os juízos de Deus são para arrependimento, mas os ímpios ficarão cada vez mais recalcitrantes no pecado. Não podendo atingir a Deus atacarão seus servos.

Ainda assim Deus protegerá seus servos que terão o selo de Deus. Não devemos ter medo da marca da besta pois Deus nos dará o seu próprio selo que é infinitamente mais poderoso. Tanto Satanás quanto as falsas igrejas serão destruidas e Deus triunfará. Enquanto nos preocupamos com a marca da besta deixamos de aperfeiçoar nossa vida em santidade conforme o selo de Deus em nossas vidas.

Tomar cuidado com o sensacionalismo é fundamental, mas é importante sempre analisar a história sobre a chave do Apocalipse. Os mundanos criaram uma chave de interpretação da história baseada na ideologia marxista. Luta de classes é só um detalhe e um distrativo para os tolos. A verdadeira luta histórica e espiritual. Ao definirem a luta de classes e se posicionarem de um lado falsificado os mundanos mostram que lutam contra Deus.

Podemos aplicar o Apocalipse em nossa vida cotidiana se entendermos que os sinais de juízo são para arrependimento dos ímpios. Cabe a nós evangelizar os ímpios. Quando os sinais se mostram devemos apontar a vontade de Deus e nunca fugir apavorados se somos verdadeiramente servos de Deus.

07/11/14

A ideologia que assassina bebês

A muito tempo os impios estão pregando seu discurso de morte. As universidades que deveriam ser lugares de conhecimento se tornaram campos de treinamento de sádicos. Não é a toa que seus grandes ídolos são Nietzsche e Marx. Estão com o coração tão cheio de maldade e a cabeça tão cheia de entorpecentes que não têm mais limite para suas elucubrações malignas.

Fiquei horrorizado em saber que já existem sujeitos desse tipo, seguidores de Marx e Nietzsche, que defendem o "aborto após o nascimento". É isso mesmo. Defendem assassinato de bebês! Já não bastam os psicólogos que defendem a pedofilia e outras aberrações, as depravações cada vez mais crescem como avalanche pela sociedade. Por isso digo que não é possível que um crente seja esquerdista.

Tais sujeitos comparam o direito a vida de um recém nascido ao direito a vida de um porco! E não estou exagerando. Vamos ver o que a Bíblia  nos diz acerca dessa perversão.

Primeiro, os bebês estão sobre a proteção de Deus desde o ventre materno. A história de Sansão e João Batista nos demonstra isso.

Sobre João Batista, Lucas nos diz "Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe" Lucas 1:15

Juízes nos mostra também o valor da vida do feto desde a concepção de Sansão como exemplo "Porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até ao dia da sua morte". Juízes 13:7

O mais interessante é que Deus define também que qualquer política anti vida é abominação ao Senhor pois ele é o Senhor da vida desde sua concepção até a morte como podemos perceber pela submissão de Jó a Deus e nas palavras de Salomão: "Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão" Eclesiastes 5:15

A Sagrada Escritura nos alerta contra o conselho dos ímpios no Salmo 1. "bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios". Se queremos ser felizes devemos evitar a todo custo o conselho dos ímpios e seguir o conselho de Deus.

Crianças não podem ser alvo dos ímpios. Acabar com a infância é plano de ideologias satânicas, pois tais ideólogos sabem que a ideia de infância é coisa cristã. Ao atacarem a infância querem atacar a Deus. Os impios desejam sempre atacar a Deus para perdição de muitos, mesmo que suas vítimas sejam inocentes como bebês.

26/10/14

Como valorizar o meu salário?


​E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo. Lucas 3:14

Parece estranho, mas muitos que se dizem a favor do povo, preferem focar seus interesses políticos em seu salário particular do que na melhoria e preservação do bem comum. Muitos desejam votar em um mau político por esperar como retribuição um aumento de salário. Isso ocorre desde servidores públicos até a assalariados com salário mínimo. Alguns preferem alguns trocados contra benefícios mais duradouros.

Se você diz "estou preocupado com coisas mais importantes e duradouras" o sujeito vai te responder prontamente "quero ver se você vai dizer isso quando diminuirem seu salário". O mais engraçado é que quem diz isso, geralmente, tem outras fontes de renda.

Alguns dizem que religião não tem nada a ver com política. Um exemplo de que religião tem a ver com política é o salário do povo. Quando soldados romanos perguntam a João Batista o que deveriam fazer para entrar no reino de Deus, João Batista lhes diz que estivessem "satisfeitos com seu salário". Esse é o elemento fundamental de administração pública encontrado na Bíblia para prevenir a corrupção.

Não adianta criar leis e mais leis contra a corrupção se ninguém está satisfeito com o próprio salário. A corrupção inicia atualmente, assim como no tempo dos soldados romanos na Palestina, pela insatisfação com o que temos e a falta de confiança na providência de Deus.

Muitos cristãos estão tão preocupados com o salário que abrem mão de valores fundamentais como a família e até toleram alguns pecados para serem politicamente corretos.

Mas alguém poderá perguntar "como é possível estar satisfeito com meu salário?". Em primeiro lugar devemos analisar se estamos no emprego que desejamos e procurar progresso, em segundo lugar, devemos aprender a disciplinar nossos gastos, em terceiro lugar, devemos aprender a poupar uma parte de nosso salário para os momentos de dificuldade. É difícil? Claro! Eu não disse que era fácil estar satisfeito com nosso salário, mas que é necessário isso é de fato.

Considere que se não adquirirmos essa disciplina, muitas coisas serão impossíveis de administrar. Sendo impossível estar satisfeito com o salário sem disciplina o sujeito corre o risco de ceder a corrupção.

Pode parecer estranho, mas ser econômico e disciplinado com o dinheiro é algo extremamente espiritual. Geralmente, dizemos que a pessoa tem que ter ambição, mas não enfatizamos a disciplina financeira. Se nos disciplinamos financeiramente somos vacinados contra a corrupção. A ambição desmedida e indisciplinada também gera a corrupção.

O que aprendemos com João Batista, que nem sequer recebia salário, é que estar satisfeito com o salário é a única vacina contra a corrupção. Se você está insatisfeito com seu salário votará e apoiará pessoas que lhe deem vantagens economicas, mas se oporá ao que é direito e justo perante Deus.

A insatisfação com o salário é a arma que o anticristo usa atualmente até contra crentes. Não é a toa que alguns dizem que mexer no bolso das pessoas é a melhor forma de dobra-las segundo interesses mundanos.

Portanto, vote direito nessa eleição. Não pense apenas em seu salário, mas na justiça de Deus. Oremos pelo Brasil.

25/10/14

Esquerdista vai para o céu?


Detalhe da Serra de Friburgo.  Foto: Marco Teles
Coisa estranha é militante e político esquerdista. Sabem sempre denunciar o erro dos outros, mas são incapazes de reconhecer os próprios erros. Tudo pode estar acontecendo em volta dele com os melhores amigos dele, mas ainda assim ele, ou ela, vão dizer "eu não sabia de nada".

Tem também a famosa frase "nego, nego, nego" utilizada por outro politico que não se define nem para a esquerda nem para a direita.
Tem alguns filmes de julgamento que mostram uma estratégia nos tribunais americanos. O advogado confronta a testemunha com perguntas que podem ser respondidas somente com "sim" ou "não". As perguntas são encadeadas de tal forma que conduzam a uma resposta final por coerência.

Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Mateus 5:37Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não foi sim e não. 2 Coríntios 1:18

Fico pensando se isso pode ser usado no Brasil. Acho que não. Ninguém pode ser obrigado a fazer prova contra si mesmo. Se usassem isso no Brasil muita gente não saberia como se defender.
Estamos em período eleitoral. Não existe opção de candidato decente existe apenas a oportunidade de descontinuar um grupo no poder para ganhar tempo contra seus feitos malignos contra a nação e contra a família.

Ninguém se engane que escolherá o melhor, mas é necessário escolher o menos pior. A que ponto chegamos! Entretanto, uma coisa é certa. Podem enganar uma nação inteira por décadas, mas no último suspiro quando estiverem diante de Deus, sendo da esquerda ou direita política, se não se arrependeram irão para o inferno.

Perante Deus ninguém pode negar nada. Ele sabe de tudo. Você sentirá que ele sabe a verdade no momento certo. Não tenha medo de votar conforme sua consciência nessa eleição, mas lembre-se, nossa consciência é limitada, mas a consciência de Deus é perfeita. Devemos fazer três coisas, votar o melhor possível e orar muito para que as ostes da maldade sejam quebrantadas. Mas não adianta só votar e orar. É necessário pregar enquanto temos tempo pois o Diabo está mandando seus "secretários" para perseguir a igreja. Aí queremos ver a fidelidade daqueles crentes que vão a shows gospel pelo Brasil afora. Será que teremos tantas pessoas dispostas a cultuar na perseguição como temos agora?

Talvez o número mude. Teremos até mais cristãos, mas somente os fiéis, pois os sociais procurarão outros grupos menos perseguidos para se associar. Que Deus nos oriente para que aproveitemos o tempo que Ele nos dá para evangelizar enquanto é permitido.

Obs: Antes que venham dizendo que é discriminação a esquerdista fique claro que ir para o céu é uma coisa que depende do indivíduo, mas quem vive escondendo o pecado não irá para o céu. Nada se esconde de Deus. Tem sido uma prática esquerdista esconder pecados no Brasil.

23/10/14

O que a Bíblia diz sobre pena de morte?

A pena de morte ou pena capital
não é proibida na Bíblia, mas a
proliferação da iniquidade faz dela
uma solução arriscada.
Deuteronômio 21:21    Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim exterminarás o mal do meio de ti; e todo o Israel, ouvindo isso, temerá.

Existe uma grande diferença de opiniões entre cristãos quanto a pena de morte. As divergências são mais de aplicação do ensino bíblico quanto a pena de morte. Ninguém discute que a pena de morte era comum no período bíblico e até ordenada por Deus.

O problema são as aplicações sobre porque Deus mandou matar. Além dessas aplicações existe também grande desconfiança quanto à aplicação dessa pena na justiça dos homens, mas este é um problema da imoralidade brasileira que começa pela aceitação do emprego fácil e vai até os cargos mais importantes da nação.

Pode-se defender que Deus ordenou a pena de morte como recurso transitório até a Graça em Jesus Cristo. Pode-se defender também que Deus ordenou outrora, mas que não há comdenação desse tipo de pena na Bíblia. Ambas as opiniões tem sua razão. Entretanto, o que interessa de fato é saber para que servia a pena de morte na Bíblia.

Geralmente entendemos a pena de morte como punição ao indivíduo, mas não é assim. A pena de morte era um ato social para que o mal não se propagasse na sociedade. Ela tinha um caráter mais exemplar do que punitivo.

Observe Deuteronomio 21.21 que diz: "e Israel ouvindo isso temerá". Fica claro nesse texto que o sujeito alvo da pena de morte não era o condenado, mas o povo, que evitaria fazer o mesmo ato condenado.

Sob este ponto de vista podemos entender que é melhor condenar a morte um assassino para que outros evitem fazer o mesmo que ele. Ainda existe a possibilidade de condenando um assassino contumaz evitar mais mortes que ele seria capaz de perpetrar. E, na verdade, a pena de morte já existe no Brasil, mas praticada por meliantes que não tem medo da cadeia.

Entretanto, o argumento da desconfiança da justiça é fortíssimo. Tanto podem ocorrer erros em julgamentos quanto, em um Estado autoritário e de ideologia marxista como temos o risco de nos tornar, a pena de morte pode se corromper para a eliminação da oposição política por corrupção da finalidade.

Como comparação quanto a causa pró vida, dos 50 estados americanos,  em apenas cerca de 12 não se aplica pena de morte [1], inclusive com base bíblica segundo alguns americanos que conheço. Por outro lado, a morte de inocentes por aborto é legal em todos os estados americanos [2]. Ainda contra os inocentes, 84% dos americanos são a favor da eutanásia [3]. Observe que as pessoas são mais favoráveis à morte de inocentes do que à morte de culpados, caso as fontes estejam certas.

Portanto, não se pode culpar Deus como fazem os incrédulos no caso da pena de morte para os reconhecidamente culpados. Deus se preocupa com os inocentes e com que o pecado não prolifere, os mundanos se preocupam em proteger os ímpios mesmo que o pecado prolifere.

Enfim, é assunto delicado no nível social, mas a Bíblia em si não proibe. O que é proibitivo é nossa própria imoralidade como nação onde os homens sem Deus proliferam.

Webgrafia:

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Pena_de_morte_nos_Estados_Unidos
[2] http://es.wikipedia.org/wiki/Aborto_en_Estados_Unidos
[3] http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/vermont-e-o-terceiro-estado-dos-eua-a-legalizar-eutanasia-21052013-2.shl


14/10/14

Todo pecado é natural?

Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 1 Coríntios 2:14

Na postagem anterior afirmei que todo pecado é natural, pois é fruto da carne. O fruto do Espírito está além do que o homem meramente animal é capaz de desejar. Eu disse ainda que algo normal não é algo que segue um padrão, mas algo que segue uma norma. Fui procurar algumas definições de norma e encontrei uma bem coitadista que diz que norma é uma regra que alguém superior impõe sobre os outros. 

Obviamente essa definição é má, pois a natureza não é uma pessoa, é impessoal mas impõe normas para nós. Segundo do dicionário Michaellis regra é, dentre outras definições, "o que se acha determinado pela lei ou pelo uso" podemos dizer também que é determinado pela natureza ou por Deus para equilibração do universo e da sociedade.

Está determinado por Deus e pela natureza que casal é macho e fêmea, especialmente para fins de reprodução. Tudo está sobre a norma de Deus. Aquele que segue a norma de Deus determinada em sua Palavra, ou na forma geral da natureza, é alguém normal. A terminação "-al" significa mais ou menos "que é do". Digamos natural significa o que é da natureza, animal significa o que é da anima (alma que se move), o que é especial significa o que é da espécie, logo, normal significa o que é da norma.

Os tissunamis que atingiram a Índia ou o Japão são naturais, mas não são normais, pois quebram o equilíbrio da natureza. Se os tissunamis, furacões, erupções vulcânicas fossem ao mesmo tempo normais não existiria vida na terra. Acidentes naturais são eventos naturais, mas não são normas da natureza. 

Normas da natureza são as estações do ano, ou os ciclos da lua, ou ainda as marés. Quando as normas são quebradas temos uma desestruturação do conjunto da natureza, os desastres naturais.

Enfim, se queremos ser normais precisamos nos manter nas normas da natureza e de Deus. O pecado é carnal e natural, mas não é espiritual. Para estar espiritualmente de acordo com Deus, ou seja, para ser espiritual, ou melhor ainda, ser do Espírito, é necessário seguir a norma do Espírito. Se quebramos a norma do espírito e da natureza podemos até ser homens naturais, mas nunca seremos espiritualmente normais segundo a Bíblia Sagrada.

REFERENCIAS
Olavo de Carvalho. Homossexualismo é natural e pecado. disponível em http://www.youtube.com/watch?v=15J4egdxKLI

Homossexualismo é normal segundo a Bíblia?

E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou. E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Romanos 7:10-12

O que é normal? Dizem que normal é o que está dentro de padrões. O normal pouco tem a ver com padrões, mas com normas. Algumas normas são sociais, outras naturais e outras divinas. Uma norma natural é que somente homem e mulher procriam, por exemplo. Além disso, fugir dessa norma natural é um pecado conforme as Escrituras.

Se olharmos pelo lado de algo ser natural porque acontece na natureza, podemos dizer que a quebra da norma é natural. Entretanto é uma manifestação natural que foge a norma da própria natureza. O homossexualismo, por exemplo, pode ser considerado natural, por se manifestar na natureza, mas não é normal pois a norma da natureza é a heterossexualidade.

A natureza busca equilíbrio. Nesse equilíbrio ela se sustenta materialmente. A heterossexualidade é a forma normal de preservação da vida natural entre os animais sexuados. Seres humanos não são minhocas, portanto, não são hermafroditas. Para ser mais claro, sigamos um exemplo. Existe o ditado que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, vamos admitir isso como possibilidade a titulo de exemplo. Entre o natural e o normal, tomando o exemplo do raio, podemos dizer que o raio cair, eventualmente, mais de duas vezes no mesmo lugar é natural, pois aconteceu na natureza, mas não é normal pois foge da nossa regra geral hipotética.

Ora, dirão os militantes fanáticos "você odeia os homossexuais, ser homossexual é normal". Afirmação absurda. Homossexualismo é um comportamento e, segundo a Bíblia, um comportamento pecaminoso. É pecaminoso pois foge à norma da natureza e à norma de Deus. Dizer que um comportamento foge à norma da natureza e à norma de Deus é apenas uma constatação e não uma discriminação de direitos.

Na verdade, é espantoso como alguns profissionais, entre eles alguns psicologos militantes, confundem o que é normal com o que eles desejam aceitar como normal. Normal está ligado a regras, a mandamentos, e não ao seu gosto pessoal. Podemos até considerar um pecado natural, aliás, todos os pecados são naturais pois são fruto da carne, mas considerar normal é abstração demais e oposição a norma maior das Sagradas Escrituras.

REFERENCIAS:
Olavo de Carvalho. Homossexualismo é natural e pecado. disponível em http://www.youtube.com/watch?v=15J4egdxKLI

13/10/14

Qual é a função do profeta?

Grãos de mostarda
A função de um profeta é anunciar a Palavra de Deus. A função do profeta é preparar o povo para receber o Salvador. Não é obrigatório fazer previsões do futuro. Nem mesmo fazer milagres. João Batista foi o maior profeta e não fez milagres nem previsões do futuro. Entretanto, em sua pregação da verdade, João Batista tinha o poder de Elias como nos diz Lucas 1.17.

"Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo apercebido"

Outras lições interessantes que tiramos sobre a verdadeira profecia é que ela restaura famílias e a justiça de Deus. Com famílias restauradas e com a prevalência da justiça o reino de Deus impera.

Observe também que o povo fica apercebido e não distraido. Falsos profetas distraem o povo para que não vejam a vontade de Deus e se arrependam. Falsos profetas são profissionais do entretenimento.

Reapeitanto os irmãos de outras comfissões, para os batistas não existe mais a necessidade premente de profetas visionários ou milagreiros. Existe uma necessidade urgênte de profetas como João Batista. Não precisamos de profetas de entretenimento religioso, mas de profetas que restaurem a noção de família e de justiça na igreja.

Se milagres podem acontecer ou mesmo alguma previsão dada por Deus? É possível, mas não obrigatório. Não é só possível é também secundário, ou seja, os sinais não são o principal e o que deve abundar na igreja. Os sinais podem ser raríssimos, mas famílias restauradas e justiça de Deus têm que ser a regra geral.

Portanto, para avaliar um possivel profeta, não o avalie no âmbito do entretenimento religioso, mas sim no âmbito da produção de mudança de vidas. Transformar vidas é operação do Espírito Santo mas também é o verdadeiro ministério de um profeta nos moldes do maior profeta que existiu, João Batista, aquele que não fez nenhum milagre mas preparou o povo para receber o Salvador.

12/10/14

Filosofia é coisa de crente?


Filosofia é uma matéria problemática no Brasil. Principalmente no que concerne ao seu diálogo com a religião. Nossos Intelectuais têm uma mania de ser contra a religião, especialmente o cristianismo. Devem achar "chique", mas isso é inútil e não interessa

O preconceito acadêmico chega ao ponto de uma certa "filósofa" dizer que "odeia a classe média" sendo aplaudida por um ex-presidente da república. Isso porque ambos adotam uma linha filosófica marxista. A linha filosófica do anticristo. Mas a filosofia não é feita só de anticristos.

Na época de seminário questionávamos porque estudavamos pouca filosofia. Hoje eu entendo. Os clássicos são de grande utilidade e ajudam a compreender o que vem depois. Do que vem depois muito é heresia, nem tudo. Então focamos nos socráticos e demos um voo razante pela filosofia para nos dedicar às Escrituras que é o verdadeiro objetivo de todo seminário que preste.

Durante algum tempo andei paquerando a filosofia e pensei em estuda-la mais a fundo. Mas, seguindo o conselho de um amigo, é melhor ficar só com os clássicos que já está muito bem. Incursões pontuais podem ser feitas a outros pensadores esporadicamente. Dentre os clássicos encomtra-se Aristóteles.

Aristóteles merece especial atenção pois demonstrou que o pensamento humano busca padrões. A neurociência moderna comprova isso. Mas Aristóteles estabeleceu uma forma de classificação do pensamento que influenciou toda a posteridade. Esse "formato" aristotélico é especialmente útil como ferramenta de categorização para estudar qualquer coisa.

Se formos fazer o resumo de uma matéria usando a teoria das 4 causas podemos resumir e sistematizar qualquer disciplina. É muito interessante.

Um filósofo brasileiro católico, Olavo de Carvalho, tem mostrado a importância do sistema de Aristóteles no processo de pensamento e aprendizagem. Sob uma dica de Carvalho, vamos analisar o livro "Aristóteles sobre nova perspectiva" de Mortmer Adler. Este livro, embora tenha sido escrito sem pretenções muito eruditas, pode ser a melhor solução para conhecer algo de filosofia sem se embaraçar demais com outro campo do conhecimento além da teologia.

Adler inicia falando do sistema de Aristóteles de forma geral. No segundo capítulo ele começa a descrever com mais detalhes. Basicamente, pude apreender do capítulo que Aristóteles dividia os seres em seres animados e inanimados. Ser é tudo aquilo que é, ou melhor, tudo aquilo que existe. Se usarmos uma liguagem mais geral seres são coisas.

Dentre os seres existem classificações que vão aprofundando conforme conhecemos as coisas. Na antiguidade se conhecia até onde o olho poderia ver, depois veio a luneta e pudemos ampliar a capacidade empirica de conhecer, depois o microscópio e assim por diante. Não saber até que nível isso vai não implica na impossibilidade de conhecer, mas que conhecemos como seres limitados, sempre.

Dentre as coisas, no capítulo 2, Adler trata da essência e do acidente. Essencia é o que você não pode mudar em um ser sem destrui-lo. Uma pedra será sempre uma pedra, não importa quão menor ela seja. Se moermos demais uma pedra ela deixa de ser pedra e se torna um pó. Mas enquanto é pedra ela pode ter diversas caracteristicas. Essas caracteristicas são os atributos.

Peso,altura, largura, são alguns tipos de atributos. Os atributos variam. Observe que a pedra maior e a menor são igualmente pedra. A essência permanece mas o atributo varia. Atributos podem até receber outros atributos. Por exemplo "pedra pesada" pode receber uma intensidade "pedra muito pesada".
Nessa classificação Aristóteles classifica o homem como ser filosófico, isto é, que pensa, medita. Se o homem pensa e mais nada é um ser filosófico, existem mais dois grandes domínios. O domínio das coisas em geral e o domínio das pessoas. O homem é pessoal e Deus é pessoal, portanto, as pessoas ultrapassam o mundo material.

Mas Adler falará de pessoas no próximo capítulo que, depois de lido, conto para você o que tem de interessante. Aproveite e leia o livro.